October Gale

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Há muito eu não assistia um filme com a Patrícia Clarkson, uma atriz que eu AMO! Mas sei lá, fui com expectativas demais e acabei decepcionada. October Gale, lançado esse ano, é um suspense interessante, mas meia boca. Bonito, mas nem um pouco impactante. Talvez por ter um desenvolvimento lento e por apresentar personagens cujo drama psicológico se abordou superficialmente. O filme conta a história de Helen, uma médica com cerca de cinquenta anos que acaba de perder o marido. De luto, ela decide passar uma temporada em sua casa no lago, mas é surpreendida com a chegada de um homem baleado. Misterioso e envolvente, Will acaba conquistando Helen e ela, sem perceber, se envolve em uma teia de assassinato. O filme tem seus pontos positivos, principalmente as paisagens e a trilha sonora (que é linda!) …

P.S. Tim Roth no elenco!

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Amok

Amok Fanny ArdantAmok não me encantou muito, fiquei ligada na tela por causa da Fanny Ardant. Mesmo com a proposta super interessante, algo impediu que eu criasse empatia com o personagem principal. O filme foi produzido em 1993, dirigido por Joel Farges e baseado numa história criada de Stefan Zweig. A trama, que se passa em 1939, gira em torno de um médico alemão chamado Steiner que conta suas memórias à um grupo de viajantes enquanto prepara-se para sair de Goa para Conchin, no sul da índia.

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Steiner, um médico alcoólatra e depressivo, conta para os companheiros como se deu sua queda, como deixou de ser um médico respeitoso para se transformar em um “zé ninguém”. Através de um flashback descobrimos que enquanto ele trabalhava em uma remota clínica em colônias portuguesas, connheceu uma encantadora mulher francesa (Elle, Fanny Ardant), por quem se apaixonou perdidamente, era uma mulher de traços “brancos e finos” que não via há muitos anos… No entanto, Elle era casada com um influente diplomatada português e para piorar, estava grávida de três meses. Steiner se surpreende quando Elle a procura e oferece uma fortuna para que ele realize um aborto. Apaixonado e atordoado, Steiner se nega a fazê-lo e oferece uma contra-proposta, tentando forçar Elle a transar com ele. (É… meio pesado né?)

Acho que esse é um dos grandes problemas do filme, tratar com indiferença uma situação tão obscura. O fato é que depois de se negar a se envolver com o médico e sentir-se completamente perdida, Elle não desiste de fazer um aborto e, depois de sofrer muito para tomar a decisão, vai fazê-lo em uma situação precária, com mulheres sem nenhum preparo médico. É claro, Dr. Steiner enlouquece com a ideia de não ter oferecido ajuda à amada, mas quando se dá conta… é tarde demais.

Vamos falar sobre Anna Magnani…

Se existe uma imagem que pode resumir perfeitamente como funcionam os meus momentos de paixonite por determinado ator, diretor, cantor, escritor e etc… é essa:

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Pois bem, a bola da vez é a Anna Magnani, tô apaixonada por ela, baixando e assistindo tudo o que posso. Eu já tinha escutado falar sobre essa atriz há anos atrás, quando eu saia por aí gritando a quatro ventos que a Bette Davis era a melhor do mundo. Acontece que Magnani não fica nem um pouco atrás de Bette Davis e tem a mesma dimensão e poder dramático.  Vejo muita semelhança entre as duas, afinal nenhuma delas tinha o nível de “beleza” exigido pelo cinema e mesmo assim, construíram carreiras sólidas e respeitadas. Coloco beleza entre aspas porque essa noção é subjetiva e, particularmente, acho as duas muito bonitas.

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Anna foi uma das maiores atrizes que a Itália já conheceu, é considerada o rosto do neorrealismo e o esteriótipo perfeito da “mama” italiana. Uma atriz impactante, que personificou a feminilidade heroica e que (ao que me parece) preocupava-se sinceramente com a arte (e não tanto com o entretenimento), tanto que no auge da carreira, preferiu voltar ao teatro a ter que participar de filme qualquer, que não lhe significasse nada além de dinheiro.

Por muitos foi considerada a “nova” Eleonore Duse, também teve uma longa e frutífera história de amor com Roberto Rossellini, que terminou em grande polêmica com a chegada de Ingrid Bergman. A sua voz rouca, suas olheiras e seus cabelos bagunçados eram sua marca, fora a sua inteligência em relação a política e sua preocupação social. Vou deixar aqui o link de um site maravilhoso, com um rico artigo sobre Anna e que analisa de forma mais profunda a sua presença no cinema – Clique aqui-

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Nos últimos dias andei vendo os seus filmes e fazendo algumas anotações, comentando bobeiras e salvando suas fotos. Algumas das quais compartilho… (esses foram os filmes que assisti até o momento, a medida que eu conseguir assistir mais, coloco aqui. Aceito sugestões de filmes, links e torrents!)

P.S. Sim, eu assisti “Roma, cidade aberta”, mas não tenho cacife para escrever sobre ele, sobre os outros eu até tenho cara de pau para falar… mas sobre esse, não.

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A Rosa Tatuada, 1955: Comecei a assistir pronta para um dramalhão. E, na verdade, o início da trama é bem triste. Só que ao longo do filme, a história foi se transformando em uma deliciosa comédia, com um diálogo super agradável e com um ritmo meio louco. Anna está incrível, ela é o filme. Impossível não ficar encantado por sua simpatia e por sua naturalidade em frente as câmeras. Aqui ela ri de si mesma, e nos oferece ótimas cenas (principalmente nos momentos em que erra no inglês, e não consegue se livrar do carregado sotaque italiano). Me chamou a atenção a cena em que ela, depois de descobrir a morte do marido e completamente transtornada, repete inúmeras vezes o “Don’t Speak! Don’t Speak”, que anos depois, ficou imortalizado por Dianne Wiest em “Tiros na Broadway”, de Woody Allen.

A trama de “A Rosa Tatuada” foi escrita por Tenessee Williams especialmente para Anna (e se não me engano, era uma peça de teatro). Na época, Anna se negou a participar do projeto porque não dominava o inglês. Por sorte (digo, sorte para nós), anos depois, ela aceitou a interpretar a personagem . Em 1956, levou o Oscar de melhor atriz pelo papel (lembrando que foi o seu primeiro longa norte-americano).

O filme conta a história de Serafina Delle Rose, uma mulher apaixonadíssima pelo marido. No mesmo dia em que ela lhe conta que está esperando um bebê, ele sofre um acidente e morre. Ela passa anos de luto, venerando a imagem do falecido e enfrentando sérios problemas com a filha de quinze anos, que acaba de arranjar um namorado. Tudo vai muito mal na vida dela, até que lhe aparece um encantador paspalhão, interpretado pelo grande Burt Lancaster, que tenta conquistá-la.

P.S.: Lancaster está realmente muito engraçado e a Anna, ao mesmo tempo que nos causa riso, consegue nos fazer chorar (fora que ela está muito sensual!). A filha da Serafina é apenas um detalhe, podia ter algum destaque se não fosse tão sem sal…

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Belíssima, 1951: Luchino Visconti começou a dar sinais de que estava rompendo com o neorrealismo neste filme, mesmo o produzindo com muitas características do movimento – como o ambiente social, a representação de classe, os diálogos e a própria Anna (como símbolo). Belíssima é uma sátira ao mundo do entretenimento e a fascinação (alienada) do público. Anna interpreta uma mulher que faz de tudo para que sua filha entre para o mundo do cinema e fique famosa. Não importa o quão pobres são, ela faz questão de que todos notem a beleza da menina (que na verdade, nem tão bela é assim). Como ela, milhares de outras mães pensam o mesmo e juntas, gastam tempo, dinheiro e emoção em concursos e testes. Quer saber? Esse filme me lembrou um pouco de Honey Booboo e daqueles programas de pequenas misses… É um filme complexo e cheio de pormenores.

Li, por exemplo, que a atenção exacerbada que o pai dá para a filha tem um tom incestuoso, enquanto isso, a mãe, alucinada pelo cinema, não percebe o que acontece debaixo de seu nariz. Na entrevista que vi de Visconti ele comenta que deu carta branca para que Anna pudesse improvisar. Ele só dizia mais ou menos o que queria e não lhe dava falas prontas nem nada…segundo ele, a cena mais bonita e emocionante que já viu dela é aquela da praça, em que a mãe carrega a menina exausta no colo e implora por ajuda. Segundo ele, o grito de ajuda foi instinto da própria Anna, que lhe saiu de maneira espontânea. Tudo foi improvisado. Para saber mais desse filme, recomendo esse site: 50 anos de filmes

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A Fúria da Carne, 1957:  Aff, que filme bom véi!!! Foi o segundo longa americano protagonizado pela Anna Magnani, dirigido por George Cukor e baseado em uma história criada por Goffredo Alessandrini. Foi bem recebido pela crítica e além das indicações ao Oscar (incluindo uma de melhor atriz), recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim. Anna interpreta Gioia, uma mulher que viaja da Itália para os EUA com o objetivo de se casar com seu cunhado, Gino (interpretado por Anthony Quinn). O fato é que o casamento foi arranjado para que Gino tivesse uma companhia, já que ele ficou se sentindo solitário desde a morte de Rosana. (Sim, bem estranho…)

Desde o princípio Gioia sofre comparações com a irmã, mas mesmo assim consegue estabelecer uma química com Gino e conquistar Angie, sua sobrinha (filha de Gino com Rosana). Mas Gino é um homem meio insensível, que mesmo amando Gioia, não deixa seus rudes hábitos para trás, isso faz com que Gioia comece a se interessar por Bene, um jovenzinho que tem um affair com Angie. A trama é uma grande teia de confusões amorosas…

No início do filme Gioia parece tímida, não fala praticamente nada em inglês e sente-se tão “sem lugar” na família, que prefere sentar lá fora… com o cachorro. Depois ela vai se soltando (e gente, é impossível não adorar aquele jeitão da Anna Magnani, sempre gritando e fazendo gestos com as mãos). Há muita cumplicidade entre Gioia e Gino, mesmo que pareça que os dois sejam violentos um com o outro. Gosto especialmente da primeira cena de sexo entre os dois, onde há um estranhamento e ao mesmo tempo, um desejo latente. Adoro a cena em que ela fica brava quando Gino vai matar os cavalos e me morro no primeiro beijo dela com o Bene, quando ela fica tão puta que dá um tapa no rosto dele com um cinto e corta seus lábios…

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Mamma Roma, 1962: Esse filme é uma pérola idealizada e realizada por Pasolini. É uma obra agraciada pelos críticos e cinéfilos, um filme importante do neorrealismo italiano, cheio de metáforas políticas e sociais. Existem análises realmente boas e profundas sobre esse longa e muitas estão disponíveis na rede, portanto se você não deseja ficar lendo esse meu falatório quase ingênuo, sugiro que as procure (e claro, assista ao filme, pois tenha certeza que fará diferença).

Anna encarna Mamma Roma, uma prostituta que faz de tudo para que seu filho, Ettore, tenha uma boa vida. Ela não mede esforços e deposita nele todos os seus anseios, tanto que larga a “vida noturna”,e começa a trabalhar em um feira para não ferir a moral do filho. Enquanto isso, o garoto quer apenas vagabundear com os amigos. As coisas ficam meio pesadas quando Ettore se apaixona por Bruna, uma jovem linda e mãe solteira, que não agrada Mamma nem um pouco… Além disso, o ex-cafetão de Mamma dá as caras novamente e começa a persegui-la.

Anna encarna o esteriótipo italiano da “grande mãe” e transborda uma feminilidade heroica: “A figura feminina, mais que uma mãe particular, é uma alegoria, símbolo de uma matriz, de uma cultura e de um país que se entregam para que sua prole escape da miséria e suba na vida, assim como os filhos de Cristo esperam um dia alcançar o céu.”, afirma  Cássio Starling Carlos  na Coleção Folha do Cine Europeu (edição 21). Pasolini relaciona Roma à maternidade e como observa José Geraldo Couto, também na Coleção Folha: Mamma é uma mãe prostituída e um tanto incestuosa”.

Talvez uma observação interessante é que aqui, Pasolini realiza um plano sequência de quase cinco minutos, onde Mamma caminha pela rua e vai contando o seu passado. Outro detalhe: Pasolini mistura atores profissionais e não profissionais no filme, ele busca por naturalidade. Anna é realmente grandiosa, impossível não se envolver nessa história que se inicia quase cômica e vai se transformando em uma tragédia.

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Anna Magnani – Interpretando a verdade, 2008: Este documentário, realizado por Sandro Lai, foi um dos meus grandes achados. Encontrei a versão legendada transmitida pela TV Cultura. ( Graças ao maravilhoso fórum Making Off ). É um documentário bem pequenino e valioso, cheio de imagens, cenas e entrevistas de Magnani, algumas difíceis de encontrar por aí… Lai realiza uma retrospectiva da carreira da atriz desde o início nos teatros (vaudeville), ao estrondoso sucesso que a levou a ser considerada uma das maiores atrizes que a Itália já conheceu. Fora as imagens raras, há entrevistas com pessoas que tinham proximidade e trabalharam com Anna, como Luchino Visconti e Tennessee Williams

No documentário é possível descobrir uma série de curiosidades, por exemplo: quando Anna gravou a histórica cena de “Roma, cidade aberta” ela se machucou bastante. Antes de filmar, ela já tinha manifestado o medo de se ferir e pediu orientações, perguntando se poderia se segurar em algum lugar. Por fim, decidiu se jogar e interpretar o personagem com alma… O mesmo aconteceu em Nannarella, em uma cena em que ela precisa pular um muro. Ela se jogou com tanta força e veracidade que cortou os joelhos.

Em uma entrevista, Visconti conta que queria que Anna participasse de seu filme Obsessione, 1943. Anna estava grávida de cinco meses, mas queria tanto o papel que tentou esconder a gravidez. Quando Visconti descobriu, ela continuou mentindo, dizendo ter apenas dois meses de gravidez. Por fim ele resolveu que Magnani não iria participar do filme e na versão de Visconti, ela passou a noite inteira chorando.

Além do pequeno retrato sobre o fim da relação conturbada com Rossellini, o documentário retrata a reação de Anna ao ganhar o Oscar, o seu amor pelo teatro (e a necessidade de constantemente estar nos palcos), e a sua relação com a TV. Quando participou de uma pequena série televisa, Anna passou pelo choque de ser conhecida pela massa. Dos milhões de expectadores, muitos eram os jovenzinhos de quinze anos que a enviavam cartas apaixonadas…

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Nós, as mulheres, 1953: A proposta metalinguística desse filme é bem interessante, foi idealizada por Cesare Zavattini.  Ele convidou algumas atrizes famosas e pediu que interpretassem a sí mesmas em situações cotidianas, todas elas eram dirigidas por um determinado diretor. No filme também participaram Ingrid Bergman e Roberto Rossellini, onde Bergman aparece cuidando da casa e dos filhos…  Anna Magnani aparece bem no final, mas com uma história hilária (gosto especialmente do fato de ser narrada em primeira pessoa). Ela está atrasada para a sua apresentação no teatro e, enquanto está no táxi, leva o seu cachorro no colo. Assim que chega o motorista quer lhe cobrar a mais por causa do cachorro e ela cria uma enorme confusão, porque não aceita pagar a tal da taxa… “Eu até tenho o dinheiro, mas não aceito injustiça!”

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Inferno na cidade, 1959: Mais um filme delicioso e imperdível da Anna, em que ela, ao lado da Giulietta Masina, interpreta uma bandida linha dura (e ao mesmo tempo amorosa), que cria uma série de confusões em um presídio feminino comandado por freiras. Na história, Giulietta interpreta Lina, uma mulher que se envolveu amorosamente com um cafajeste que cometeu um crime e deixou que ela levasse a culpa. Enquanto Lina tenta provar sua inocência, ela acaba fazendo grande amizade com as detentas, especialmente com Egle (Magnani), a chefona da cela.  

Mesmo com sua graciosidade, Giulietta aparece pouco. Não é pra puxar o saco, mas a Anna (com a sua gritaria, com seus gestos exagerados e com aqueles olhos enormes) chama atenção para sí o tempo inteiro. Ela está realmente engraçada e, mais uma vez, consegue se sustentar em cenas cômicas que rapidamente se tornam dramáticas. O presídio parece mesmo uma grande “escola”, cheia de disputas, personagens caricatos e de festas. Não tem como caracterizar esse filme como realístico porque as detentas mais se divertem do que tudo. É bem engraçado, por exemplo, a cena em que Egle provoca uma confusão na cela para beneficiar uma de suas colegas, e sai pelo corredor dançando e gritando “Rock’n Roll! Rock’n Roll!”

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tumblr_ndwi4rokX41sib7nzo4_r1_500tumblr_ndwi4rokX41sib7nzo2_500tumblr_ndwi4rokX41sib7nzo1_500As maracutaias que elas aprontam são também muito legais, a clássica troca de cigarros, a improvisação de um fogãozinho a lenha… me lembrou um pouco Orange is the New Black. Me identifiquei demais com o fato de Egle não trocar a noite pelo dia: fazer um infernal barulho de madrugada e ficar igual um zumbi pela manhã.

É claro que no fundo, há um aproveitamento dramático. Lina entra inocente na cadeia, mas ao longo do tempo e devido a convivência,se corrompe como as outras. Egle é daquelas que tem um discurso de que ama a cadeia e que não quer sair de lá, mas no fundo, desespera-se quando pensa na ausência de sua liberdade. Há uma cena sensacional em que Egle se depara com uma moça “louca” no pátio e as duas começam tem um enfrentamento físico.

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Made in Italy – “La Traversata”, 1965:  Dirigido por Nanny Loi, o filme é um conjunto de pequenas crônicas dividas em cinco temas: “Usos e Costumes”, “As Mulheres”, “O Trabalho”, “O Estado a Igreja e o Cidadão” e “A Família”. Anna participa do último episódio, de apenas sete minutos, mas cheio de sentidos e metáforas. Ela é uma mãe de família que finalmente saiu de férias e arrumou um tempinho para passear com o esposo, os filhos e a sogra. Eles estão decididos a irem um restaurante, mas para isso, precisam atravessar uma rodovia repleta de carros e pouco sinalizada. Tudo parece dar errado já que NENHUM membro da família consegue atravessar sem a orientação da mãe. Ou um fica para trás, ou quase é atropelado ou são interrompidos por alguém. É uma história surrealística, humorada e ao mesmo tempo, melancólica. Anna está muuuuuuito linda,esse foi o primeiro filme colorido que vi com ela e só com ele me dei conta da cor dos olhos dela.

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O Segredo de Santa Vitória, 1969: É incrível a química entre Anna e Anthony Quinn, aqui muito mais do que em “A fúria da carne”, de 57. Esse filme é uma daquelas comédias gostosinhas, das quais a gente se apaixona pelo protagonista em segundos e que termina de assistir com um sorriso no rosto. A trama começa com a população de Santa Vitória em comemoração pela queda de Mussolini, e é justamente nesse momento quando Bombolini, o grande idiota da cidade, toma um porre e atrai uma multidão que acha que ele vai cometer suicídio. Do outro lado da praça principal, observando-o, está Rosa – sua esposa linha dura, dona de um bar.

Com medo de perder o poder, um grupo de fascistas dão um golpe e elegem Bambolini como prefeito da cidade. Claro, tudo falcatrua já que ele é um babaca e não vai fazer nada pela cidade. Certo? Errado, o cara (de fato é um babaca), mas assume o poder e a sua maneira (meio atrapalhada), começa a ajudar a cidade. Rosa, que tem os pés no chão e sabe bem o que está acontecendo, não o apoia em nada e isso provoca a separação dos dois. No desenrolar da trama, um grande problema aparece: surge um grupo de nazistas que quer “dominar” a produção de vinho da cidade.

Me chamou atenção o fato de o cenário ser quase um personagem do filme, todos os grandes acontecimentos se dão na praça, na prefeitura… E o povo sempre aparece apoderando-se do espaço, é a noção de coletividade. Gosto muito da cena em que Angela, a filha de Rosa com o prefeito, pede que a mãe converse com ela sobre sexo. Rosa, desconcertada (e com muita raiva!) pega duas maças  e um alho poró! HAHA. Rosa é um personagem forte, com mais discernimento do que o marido, por isso tão odiada pelos alemães. P.S. Os momentos das brigas entre Rosa e o marido são engraçadíssimos!

Peggy Sue – seu passado a espera

Ás vezes eu sonho que voltei à escola. Foi uma fase tão forte na minha vida que ficou impregnada no meu inconsciente. Nos sonhos eu sempre tenho a sensação de que tenho a oportunidade de viver aquilo tudo mais uma vez, e fazer as coisas melhores ou diferentes. Acho que todo mundo, no fundo, deve ter experimentado essa sensação (ou essa vontade) de voltar no passado e refazer suas escolhas.

PS1O filme “Peggy Sue”, dirigido por Copolla e lançado em outubro de 1986 é exatamente sobre isso… Peggy (interpretada pela lindíssima Kathleen Turner é uma mulher de meia idade, divorciada e com dois filhos, que é convidada a participar de um baile que irá reunir seus antigos colegas do ensino médio. Ela se sente pouco confortável de ir ao baile porque acaba de passar por uma traumática separação e não quer ter que reencontrar seu ex-marido (interpretado por Nicholas Cage) que também estudou com ela. Ao ser eleita a rainha do baile, Peggy desmaia…e quando acorda, está em 1960.

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O filme não entrou para o hall de clássicos, mesmo sendo um estouro na época. Pelo que li, até chegou a receber indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro. É uma história fofa, com momentos de muita emoção e riso. Gosto especialmente do reencontro de Peggy com seus familiares, como o momento em que ela se dá conta de que “a mãe também já foi jovem”, e a conversa com os avós – que arranca lágrimas da gente facilmente. Jim Carrey participa do filme e já tem uma marca…as piadas e aquelas caretas clássicas. No filme ele forma um casal com a Catherine Hicks (amo/sou!). 

La Señorita

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“La Señorita” é um suspense  mexicano, bem fraquinho e cheio de clichês… Mas eu assisti assim mesmo porque tem Jacqueline Andere contracenando com a Angélica Aragón! O filme foi produzido em 1993 e dirigido por Mário Hernandez. A trama começa no momento em que a polícia acaba de encontrar o cadáver de Domingas, uma mulher solitária, solteirona e extremamente rica. Há um consenso de que ela foi assassinada e então, eles iniciam uma investigação para descobrir o culpado. Na delegacia, a tia de Domingas aguarda a liberação do corpo e vai contando a história de como a sobrinha se tornou tão odiada pela população da cidade.

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O fato é que Domingas era extremamente rica e muito avarenta, ela vivia de emprestar e cobrar dinheiro de pessoas que a procuravam em um momento de desespero. É aí que aparece Angélica Aragón. Na história seu marido está cheio de dívidas e corre o risco de ir para a cadeia ou ser assassinado. Mas Domimgas é tão avarenta que não lhe empresta a quantia prometida, sempre querendo garantias grandiosas…

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A tia de Domingas explica que ela tem esse comportamento porque ficou traumatizada diante da morte do pai, que antes de morrer, perdeu sua fortuna e foi traído pelos amigos. Em seu leito de morte, ele disse a ela:  “Reprima seus desejos e coloque suas necessidades em primeiro lugar. Duvide de quem te adule porque quem o faz quer tirar algo de você. Não deixe o tempo te enganar e não se importe se alguém te chamar de avarenta, egoísta e sem coração. Recorde sempre disso, não te mostre compassiva nem generosa, porque as pessoas vão pensar que você é idiota e vão se aproveitar de você! As pessoas não te respeitam pelo o que você e sim pelo que você tem”

Enfim… algo acontece na vida de Domingas que a faz mudar bruscamente de atitude, mas… esse pequeno sinal de esperança pode ser fraco demais para torná-la uma pessoa melhor.

Almas Mortas

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Eu adoro “Almas Mortas” (William Castle, 1964). Acho que por ser fã da Joan Crawford, tento enxergá-la para além do personagem. É um filme trash,com cabeças de boneco rolando por todo o lado. Mas se a gente for parar pra pensar a história é até boa… que pesa mais para o drama do que para o terror. 

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O filme conta a história de Lucy, uma mulher que flagrou o seu marido a traindo com outra . “Lucy Harbin pegou o machado e deu quarenta marteladas no seu marido e quando viu o que fez, deu quarenta e uma na namorada dele”. Ela passa por uma longa internação, porque é considerada louca. Quando retorna, depois de vinte anos, tenta se reaproximar de Carol, sua filha (que na época, foi testemunha do crime). A volta de Lucy causa uma reviravolta na cidade, já que uma série de assassinatos acontecem (as novas vítimas são decapitadas, os crimes são muito semelhantes ao cometido por ela anos atrás).

Almas Mortas foi classificado como um horror cujo subgênero se chamava “Psycho-Biddy” ou “Hang Horror”, tratavam-se de filmes que misturavam drama, thriller, vingança e humor negro. A característica principal desse sub-gênero eram as protagonistas: mulheres maduras e perigosas (algumas insanas, outras sob tremendo estresse). Almas Mortas segue bem essa linha, mas eu acho que tá mais para o entretenimento do que para qualquer outra coisa. É um filme bom de assistir, que te deixa vidrado… a gente vai mergulhando nos delírios da personagem e nem se importa com o fato de o plot principal ser facilmente decifrado. 

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Joan nunca aceitou muito bem a ideia de envelhecer diante das câmeras, talvez nem tivesse consciência do ridículo quando tentava se passar por uma jovenzinha, tendo quase 60 anos de idade. Almas Mortas retrata bem essa fase, a Joan aparece com um vestido coladinho, com uma super peruca e com aquelas sobrancelhas marcadas, fingindo ter uns trinta e poucos anos. Me parece que Joan foi daquele tipo de gente que faz tudo com muita vontade, daquelas pessoas que mergulham de cabeça num projeto… Tanto que no filme, com todo aquele ar decadente de película B, Joan consegue ser verossímil.

Li que Castle chegou a garantir a Joan que ela iria ganhar um Oscar. O filme nem indicado foi e passou muito longe disso. Joan teve carta branca para mexer em alguns detalhes que não a agradavam e alterar certas coisas, como o figurino, por exemplo. Foi Joan que escolheu Diane Baker, a atriz que interpretou sua filha, ela não queria uma atriz que a ofuscasse.

Duna

Mano, eu acabei de assistir “Duna” (David Lynch, 1984) e fiquei tipo:

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1 – Preciso ler o livro

2 – Preciso rever o filme


Visualmente é um filme incrível, é evidente que gastou-se uma fortuna para produzí-lo. O que são aquelas roupas, os cenários e todos aqueles efeitos especiais? Li que o David Lynch não ficou nem um pouco feliz com o resultado final, parece que pediu até que colocassem um outro nome de diretor… uma coisa assim (E olha que se dedicou por três anos e meio a essa produção).. O fato é que Duna é um filme longo, complexo e difícil de entender, o que as vezes o torna um pouco… cansativo. Não sei, impressão minha, talvez eu não tenha conseguido ter aquele “feeling” pelo filme. Eu queria muito saber, de quem já assistiu, se gostou, se não gostou ou se acabou com a mesma sensação que a minha.

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Então, a história foi baseada no livro de Frank Herbert, quase uma bíblia de seiscentas páginas, cheia de tramas paralelas. O filme se passa em 10.191 d.C., época em que a substância mais cobiçada do universo é a especiaria, encontrada apenas em Arrakis (um planeta completamente deserto), conhecido como Duna. Depois que seu pai é assassinado pelo cruel Barão Harkonnen, o jovem Paul Atreides descobre que seu destino está ligado à Duna. Ele decide se juntar ao povo de Arrakis com o objetivo de destruir Harkonnen, mas pra isso, ele precisa enfrentar uma enorme batalha… ao lado de sua mãe, Lady Jéssica, uma bruxa super poderosa… 

(P.S. Fiquei encantada com a beleza de Kyle MacLachlan, gente como ele tá novinho! E a Francesca Annis me lembrou demais a Deborah Kerr. Outra coisa, impossível não ficar incomodado com as bizarrices que acontecem na casa de Harkonnen – só eu achei que ele tem umas tendências homossexuais? Gente, o que é aquela cena em que ele sequestra a Lady Jéssica, a amordaça e cospe no rosto dela? owww ).

Se você ficou interessado no filme e quer ler uma resenha boa, uma crítica de verdade… sugiro que acessem “A Janela Encantada”, para ler… clique aqui!

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Energia Pura

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“Energia Pura” é uma dos filmes mais lindos que assisti na minha adolescência, uma fase de muitos questionamentos e muitas incertezas. Não me esqueço de tê-lo assistido na escola, na minha época o “bullying” ainda não tinha uma denominação, mas era evidente o tratamento agressivo de alguns alunos para com os outros. Aliás, tá aí um ótimo filme para professores passarem para seus alunos, é uma lição de como se comportar diante do diferente.  Sabe aqueles filmes que faz chorar até e que te fazer questionar sobre os seus valores? Então, é bem isso….

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O filme, produzido em 1995 e dirigido por Victor Salva, conta a história de Jeremu Reed (interpretado por Sean Patrick Flanery), um adolescente muito diferente dos outros. Até então ele nunca tinha saído de casa, foi mantido no sótão pelo avô.

Ele só teve contato com o mundo exterior depois que o xerife local o encontra escondido (isso porque seu avó havia falecido e a polícia investigava a morte). Jeremy, apelidado de Poweder, tinha noção do mundo através dos livros e tinha uma aparência inquietante: muito branco e com poucos pelos. Ele é levado para um tipo de orfanato / escola, mas começa a ser hostilizado pelos alunos. O fato é que os professores percebem que além de ter um QI (muito) mais alto do que o normal, ele tem uma “energia” que pode mudar a vida de todos.

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É um filme emocionante, que nos faz pensar sobre os mistérios da vida e na importância de sentir compaixão. Nunca me esqueço do significado de compaixão: “colocar-se no lugar do outro”. O filme, mesmo com essa pegada surreal, mostra que não temos a resposta para tudo e que podemos aprender muito com a história de vida de cada pessoa.

Existe uma cena que é de tirar do sério, de uma sensibilidade sem tamanho: O professor leva os alguns alunos escondidos para caçar veados. Jeremy não gosta de ideia, tem dó dos animais e insiste que aquilo era pura crueldade. O professor então atira e acerta um veado, e Jeremy… em fúria, toca o animal e o professor ao mesmo tempo. O professor, em choque, cai em prantos…. Jeremy o fez sentir o medo, a dor que o veado sentia naquele momento.

Despertar de um pesadelo

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Vocês lembram daqueles ótimos filmes noturnos que passavam no SBT? “Despertar de um pesadelo” foi um deles, talvez um dos que mais me marcou, lembro que quando passava o anúncio, dias antes, eu ficava na expectativa para assisti-lo. Ainda hoje, adoro esse filme! A Geena Davis está maravillhosa e é fácil cair de amores pelo hilário e cativante personagem do Samuel L. Jackson. O filme é uma mistura de drama, ação, suspense e humor negro e prende a atenção do início ao fim.

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Produzido em 1996 e dirigido por Renny Harlin, “Despertar de um pesadelo” conta a história de Samantha, uma mulher que pouco antes de dar a luz, despertou em uma praia sem se lembrar de seu passado. Sem memória, Samantha reconstruiu uma nova vida, levando os dias como professora. Inesperadamente ela começa a ter atitudes estranhas, como manejar a faca de maneira astuta e usar armas. Sem entender o motivo, percebe que está sendo perseguida por espiões que tentam matá-la. Então, ela contrata um detetive, Mitch (Jackson), para que ele a ajude a desvendar o mistério.  Aos poucos ela vai se lembrando de quem era, até mudar drasticamente de personalidade e trazer de volta a Charlie, uma espiã super mal encarada e com fortes ares de femme fatale.

Eu acho uma verdadeira pena a Geena andar meio sumida das telonas, relembrando seus filmes, a gente encontra tanta coisa boa..  Ela sempre teve uma pegada mais feminista em seus personagens e admiro muito o fato de ela ter levado isso para a sua vida pessoal, criando uma instituição de pesquisa (muito séria), que tem todo um trabalho sobre a representação feminina na mídia. 

Vamos falar sobre Jamie…

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E aí, vocês viram “Scream Queens”? Confesso que fiquei com um pé atrás quando a ideia da série surgiu, mas quando vi que a Jamie Lee Curtis estava no elenco deixei todos os preconceitos de lado. Acho que é porque eu tenho uma preguicinha da Emma Roberts…

Bom, ontem assisti ao primeiro episódio da série e pra falar a verdade, me pareceu beeeem bobinha, mas deu pra dar umas boas risadas. Ryan Murphy não perde o estilo.Tava lendo alguns comentários no Twitter e cês acreditam que tem gente que nem conhecia a Jamie? Como assim!!!!? Eu já cheguei escrever sobre dois filmes dela aqui (clique, se você quiser ler), e nesse revival que tô fazendo da atriz, vou me aventurar a escrever (rapidinho, eu juro!) sobre mais alguns:

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True Lies: 13 grandes atrizes disputaram o papel de Helen, a esposa do protagonista (interpretado por Arnold Schwarzenegger), mas foi Jamie Lee Curtis que levou a melhor e ficou imortalizada na nossa memória na cena de strip tease em que ela exibe aquele corpo maravilhoso. O filme, produzido em 1994 e dirigido por James Cameron (sim, o mesmo diretor de Titanic!) é uma regravação do longa francês “La Totale!” Conta a história de um agente de governo que luta para combater o terrorismo nos EUA. O problema é que a mulher dele não faz a mínima ideia de sua profissão e está cansada da mesmice Ele acha que a esposa está o traindo e resolve dar um “susto” nela, só que a brincadeira passa dos limites e toma proporções mais sérias.

É uma trama deliciosa, impossível não rir e mergulhar na aventura dos dois. O filme foi uma grande produção, pra você ter uma ideia, foi o primeiro a exceder $100 milhões de investimento. O retorno também foi grandioso, antes mesmo de ser lançado em VHS já tinha arrecadado $146 milhões.

Jamie Lee Curtis ficou tão animada com o personagem que se negou a usar dublês, naquela cena em que Helen sobrevoa o oceano fora do helicóptero, era a Jamie mesmo…aliás, as roupas que a personagem usou foram todas tiradas de seu guarda-roupa pessoal. O engraçado é que antes de Jamie, Jodie Foster chegou a assinar um contrato para viver a personagem… só que ela voltou atrás e escolheu protagonizar o filme “Nell”. *As atrizes que disputaram o papel de Helen foram: Rosanna Arquette, Annette Bening, Geena Davis, Madonna, Sharon Stone, Lea Thompson, Debra Winger, Kim Basinger, Joan Cusack, Melanie Griffith, Jennifer Jason Leigh, Michelle Pfeiffer e Emma Thompson

Um Peixechamado Wanda

Um peixe chamado Wanda: Clássico, comédia cult da década de 1980, ganhador de Oscar, BAFTA, Golden Globe, etc…O filme conta a história de quatro pessoas que se unem para roubar uma joalheria. Depois do roubo, eles se separam e Georges (meio que o “chefe” do grupo), esconde as jóias. Otto (interpretado por Kevin Kline, que está divertidíssimo) e a amante dele, Wanda (Jamie), piram, afinal… querem a sua parte! Wanda se aproxima do advogado de Georges e finge estar apaixonada por ele, tudo para conseguir a informação do paradeiro dos diamantes.  

O filme foi um estouro, e ainda hoje é muito gostoso de assistir. Mistura comédia, aventura, e romance…Assim como True Lies, Um peixe chamado Wanda é cheio de histórias… dizem que um senhor dinamarquês, que assistia o filme no cinema, riu tanto que teve um ataque cardíaco.  Os momentos mais relembrados são em que Otto fala italiano para Wanda, tentando seduzí-la… Kevin Kline não falava italiano, então ele deu uma improvisada de tirar o sério!

Jamie Lee Virus

Virus: Véi, sabe aquele tipo de filme que te causa calafrios? No meu caso, esse é um deles. Eu sou alucinada por “Virus”, mas toda vez que assisto (mesmo sabendo o final) fico impressionada… sempre levo uns sustinhos. O filme levanta críticas bem contraditórias, tem quem goste e tem que ache tosco…

Produzido em 1999, ele conta a história de uma tripulação americana que perde a sua carga devido a uma enorme tempestade. Eles se deparam com um navio russo que aparentemente foi abandonado e decidem usá-lo. O caso é que o capitão percebe que se trata de um navio muito valioso que pode gerar milhões… Jamie interpreta Kit, uma das tripulantes. Diferente do resto da equipe, ela desconfia que algo vai dar muito errado. Bom,e ela está certa. Ao longo da viagem eles percebem que o navio meio que tem “vida própria” e deseja eliminar um por um…

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Meu primeiro amor (1 e 2): Quem nunca viu esse filme? Ou vive no mundo da lua, ou talvez,  tem menos de 20 anos…?! Sei lá. O fato é que muitas pessoas nem se recordam que a Jamie participa dele. Ela é a Shelly, a nova esposa do pai da Vada, lembram? Acho que ela tá diferente porque a gente meio que acostumou a vê-la com os cabelos grandes. “Meu primeiro amor” é o retrato da doçura e da inocência do amor entre crianças. Nostalgia pura, com um gostinho de melancolia. Acho que o segundo não é tão bom (ou marcante) quanto o primeiro. Fala a verdade, quem aí também chorou com a morte do Macaulay Culkin?

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Halloween H20: Eu não poderia fazer um post sobre a Jamie Lee Curtis sem citar Halloween. Bom, vocês já devem saber que é por essa história que ela recebeu o título de “rainha do grito”. Existem várias sequências (se não me engano são mais de dez) que abordam a história de Michael Myers.

É até engraçado pensar que o primeiro filme, de 1978, foi uma produção de baixíssimo orçamento, pra você ter uma ideia, a máscara escolhida para ser a utilizada por Myers foi a mais barata encontrada numa loja próxima ao local de filmagens e o atores precisavam usar suas próprias roupas.

Das versões que a Jamie participa eu já assisti todas e a minha preferida continua sendo a de 1998. Tudo bem, é mais fraca do que os outros, meio adolescente… mas é um filme que me traz ótimas recordações porque locávamos (eu e minha mãe) todos os anos e o assistíamos no dia das bruxas. Aliás, acho impagável a participação da Janet Leigh, mãe da Jamie…. e para quem não sabe, a mesma atriz que fez o clássico Psicose.

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Paixão Assassina: Putz, que filme sombrio e pesado! Jamie interpreta Jude, uma mulher que depois de abandonar o marido e seus três filhos pequenos, resolve voltar para reconquistá-los. O problema é que quando volta, percebe que o marido refez a vida e está prestes a se casar novamente. Jamie está linda e extremamente sensual, me foi estranho vê-la interpretando esse tipo de personagem porque eu já estou acostumada com seu perfil mais cômico.

O filme é bem punk, Jude tem uma clara relação incestuosa com um de seus filhos e existe um conflito enorme entre ela e sua mãe, interpretada pela maravilhosa diva Vanessa Redgrave.O filme, de 1994, não é lá tão surpreendente porque está cheio de clichês, mas não tem como ignorar a força de certas cenas…. como aquela em que Jude está com a sua mãe no hospital (spoiler!)  →  e sua mãe revela que Jude sofreu abusos sexuais do pai e que sabe que ela comete esses mesmos abusos com o filho.