Vamos falar sobre Jamie…

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E aí, vocês viram “Scream Queens”? Confesso que fiquei com um pé atrás quando a ideia da série surgiu, mas quando vi que a Jamie Lee Curtis estava no elenco deixei todos os preconceitos de lado. Acho que é porque eu tenho uma preguicinha da Emma Roberts…

Bom, ontem assisti ao primeiro episódio da série e pra falar a verdade, me pareceu beeeem bobinha, mas deu pra dar umas boas risadas. Ryan Murphy não perde o estilo.Tava lendo alguns comentários no Twitter e cês acreditam que tem gente que nem conhecia a Jamie? Como assim!!!!? Eu já cheguei escrever sobre dois filmes dela aqui (clique, se você quiser ler), e nesse revival que tô fazendo da atriz, vou me aventurar a escrever (rapidinho, eu juro!) sobre mais alguns:

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True Lies: 13 grandes atrizes disputaram o papel de Helen, a esposa do protagonista (interpretado por Arnold Schwarzenegger), mas foi Jamie Lee Curtis que levou a melhor e ficou imortalizada na nossa memória na cena de strip tease em que ela exibe aquele corpo maravilhoso. O filme, produzido em 1994 e dirigido por James Cameron (sim, o mesmo diretor de Titanic!) é uma regravação do longa francês “La Totale!” Conta a história de um agente de governo que luta para combater o terrorismo nos EUA. O problema é que a mulher dele não faz a mínima ideia de sua profissão e está cansada da mesmice Ele acha que a esposa está o traindo e resolve dar um “susto” nela, só que a brincadeira passa dos limites e toma proporções mais sérias.

É uma trama deliciosa, impossível não rir e mergulhar na aventura dos dois. O filme foi uma grande produção, pra você ter uma ideia, foi o primeiro a exceder $100 milhões de investimento. O retorno também foi grandioso, antes mesmo de ser lançado em VHS já tinha arrecadado $146 milhões.

Jamie Lee Curtis ficou tão animada com o personagem que se negou a usar dublês, naquela cena em que Helen sobrevoa o oceano fora do helicóptero, era a Jamie mesmo…aliás, as roupas que a personagem usou foram todas tiradas de seu guarda-roupa pessoal. O engraçado é que antes de Jamie, Jodie Foster chegou a assinar um contrato para viver a personagem… só que ela voltou atrás e escolheu protagonizar o filme “Nell”. *As atrizes que disputaram o papel de Helen foram: Rosanna Arquette, Annette Bening, Geena Davis, Madonna, Sharon Stone, Lea Thompson, Debra Winger, Kim Basinger, Joan Cusack, Melanie Griffith, Jennifer Jason Leigh, Michelle Pfeiffer e Emma Thompson

Um Peixechamado Wanda

Um peixe chamado Wanda: Clássico, comédia cult da década de 1980, ganhador de Oscar, BAFTA, Golden Globe, etc…O filme conta a história de quatro pessoas que se unem para roubar uma joalheria. Depois do roubo, eles se separam e Georges (meio que o “chefe” do grupo), esconde as jóias. Otto (interpretado por Kevin Kline, que está divertidíssimo) e a amante dele, Wanda (Jamie), piram, afinal… querem a sua parte! Wanda se aproxima do advogado de Georges e finge estar apaixonada por ele, tudo para conseguir a informação do paradeiro dos diamantes.  

O filme foi um estouro, e ainda hoje é muito gostoso de assistir. Mistura comédia, aventura, e romance…Assim como True Lies, Um peixe chamado Wanda é cheio de histórias… dizem que um senhor dinamarquês, que assistia o filme no cinema, riu tanto que teve um ataque cardíaco.  Os momentos mais relembrados são em que Otto fala italiano para Wanda, tentando seduzí-la… Kevin Kline não falava italiano, então ele deu uma improvisada de tirar o sério!

Jamie Lee Virus

Virus: Véi, sabe aquele tipo de filme que te causa calafrios? No meu caso, esse é um deles. Eu sou alucinada por “Virus”, mas toda vez que assisto (mesmo sabendo o final) fico impressionada… sempre levo uns sustinhos. O filme levanta críticas bem contraditórias, tem quem goste e tem que ache tosco…

Produzido em 1999, ele conta a história de uma tripulação americana que perde a sua carga devido a uma enorme tempestade. Eles se deparam com um navio russo que aparentemente foi abandonado e decidem usá-lo. O caso é que o capitão percebe que se trata de um navio muito valioso que pode gerar milhões… Jamie interpreta Kit, uma das tripulantes. Diferente do resto da equipe, ela desconfia que algo vai dar muito errado. Bom,e ela está certa. Ao longo da viagem eles percebem que o navio meio que tem “vida própria” e deseja eliminar um por um…

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Meu primeiro amor (1 e 2): Quem nunca viu esse filme? Ou vive no mundo da lua, ou talvez,  tem menos de 20 anos…?! Sei lá. O fato é que muitas pessoas nem se recordam que a Jamie participa dele. Ela é a Shelly, a nova esposa do pai da Vada, lembram? Acho que ela tá diferente porque a gente meio que acostumou a vê-la com os cabelos grandes. “Meu primeiro amor” é o retrato da doçura e da inocência do amor entre crianças. Nostalgia pura, com um gostinho de melancolia. Acho que o segundo não é tão bom (ou marcante) quanto o primeiro. Fala a verdade, quem aí também chorou com a morte do Macaulay Culkin?

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Halloween H20: Eu não poderia fazer um post sobre a Jamie Lee Curtis sem citar Halloween. Bom, vocês já devem saber que é por essa história que ela recebeu o título de “rainha do grito”. Existem várias sequências (se não me engano são mais de dez) que abordam a história de Michael Myers.

É até engraçado pensar que o primeiro filme, de 1978, foi uma produção de baixíssimo orçamento, pra você ter uma ideia, a máscara escolhida para ser a utilizada por Myers foi a mais barata encontrada numa loja próxima ao local de filmagens e o atores precisavam usar suas próprias roupas.

Das versões que a Jamie participa eu já assisti todas e a minha preferida continua sendo a de 1998. Tudo bem, é mais fraca do que os outros, meio adolescente… mas é um filme que me traz ótimas recordações porque locávamos (eu e minha mãe) todos os anos e o assistíamos no dia das bruxas. Aliás, acho impagável a participação da Janet Leigh, mãe da Jamie…. e para quem não sabe, a mesma atriz que fez o clássico Psicose.

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Paixão Assassina: Putz, que filme sombrio e pesado! Jamie interpreta Jude, uma mulher que depois de abandonar o marido e seus três filhos pequenos, resolve voltar para reconquistá-los. O problema é que quando volta, percebe que o marido refez a vida e está prestes a se casar novamente. Jamie está linda e extremamente sensual, me foi estranho vê-la interpretando esse tipo de personagem porque eu já estou acostumada com seu perfil mais cômico.

O filme é bem punk, Jude tem uma clara relação incestuosa com um de seus filhos e existe um conflito enorme entre ela e sua mãe, interpretada pela maravilhosa diva Vanessa Redgrave.O filme, de 1994, não é lá tão surpreendente porque está cheio de clichês, mas não tem como ignorar a força de certas cenas…. como aquela em que Jude está com a sua mãe no hospital (spoiler!)  →  e sua mãe revela que Jude sofreu abusos sexuais do pai e que sabe que ela comete esses mesmos abusos com o filho. 

Duas doses de Jamie Lee Curtis

Jamie Lee CurtissAproveitei o feriado e fui dormir bem tarde ontem. Vagando pela internet, encontrei uma foto da Jamie Lee Curtis no Tumblr que me fez rir sem parar. Não sei exatamente a história dela e não achei nada que falasse a respeito, mas a feição da atriz não era muito convidativa. Sabe, acho a Jamie Lee Curtis linda, cheia de personalidade e amo os cabelos grisalhos dela. Acabei revendo dois de seus filmes que AMO e que ilustram bem essa capacidade da atriz de se sair bem em qualquer gênero. Jamie, ao lado de Susan Sarandon, Helen Mirren, Jessica Lange, Judi Dench, Maggie Smith (e por aí vai…) completa a lista das minhas atrizes favoritas.

Nunca pesquisei a fundo sobre a vida dela e uma das únicas coisas que eu sei é que na década de 90 ela enfrentou sérios problemas em relação ao álcool – e que hoje está recuperada e fala abertamente sobre isso. Uma das cenas, que ao meu ver é inesquecível, é quando Jamie faz strip tease para Arnold Schwarzenegger em True Lies, um filme que foi um estouro em 91.

Jamie Lee Curtis nasceu em 22 de novembro de 1958, é filha de Tony Curtis e Janet Leigh (isso mesmo, a atriz de Psicose). Curtis atuou em grandes filmes como “Meu primeiro amor”, “Halloween”, “Um peixe chamado Wanda” e “ A morte convida para dançar”.

 Sexta-Feira Muito Louca (Freak Friday – 2003)

É engraçado como as coisas mudam tão rápido. Eu me lembro perfeitamente da época em que esse filme foi lançado, de quando eu saia da escola e corria para locá-lo.  Eu nunca me dei conta disso, mas agora que eu parei para pensar bem, a Lindsay Lohan foi um dos meus ídolos “teens”. Naquela época não era difícil gostar dela… era bonita, descolada e fazia filmes bem divertidos. Lohan não era nem sombra do que é hoje, não existiam boatos sobre as drogas, nem sobre esse comportamento assustador que a assolou nos últimos tempos. Fiquei olhando algumas fotos recentes dela no Google e esbarrei em uma onde ela aparece com os dentes podres e com a mão suja de esmalte – eu nunca dei muita atenção às notícias que a envolviam e fiquei um pouco chocada. Não sei, mas me deu um pouco de pena dela…

Mas enfim, “Sexta-feira muito louca” possui um argumento muito interessante e que já foi revisitado diversas vezes pelo cinema. Produzido por Andrew Gunn e dirigido por Mark S. Waters, o filme conta a história de Tess e Anna Coleman, mãe e filha, que não estão se dando bem.  Tess é uma psiquiatra de sucesso que esta atolada de trabalho e pretende se casar novamente. Anna, é uma jovem estudante de quinze anos que possui uma banda de rock e enfrenta algumas problemas na escola. Tess não compreende a importância da música na vida da filha e não permite que ela namore, Anna não apoia o segundo casamento da mãe e não se cansa de afirmar que Tess está “arruinando a sua vida”.

A família se reúne para jantar em um restaurante chinês e após receberem biscoitos da sorte com mensagens idênticas, Anna e Tess trocam de corpo. Com medo de serem consideradas ‘loucas”, as duas mantêm o fato em segredo e fazem de tudo para voltar ao normal. O problema é que o casamento de Tess acontecerá em poucos dias e Anna irá participar de um importante concurso com a banda onde é a responsável pelo solo da guitarra.

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Lindsey e Jamie estão incríveis, revendo o filme ontem pude notar o quanto Jamie está confortável no papel e ri de sí mesma sem nenhum constrangimento. Não é difícil entender o porque esse tipo de filme é tão agradável, quem nunca se imaginou vivendo a vida de outra pessoa? Apesar de ser completamente surreal a ideia é interessante e – se tratando de cinema – já deu muito pano pra manga.

Há vários fatos interessantes que rondam “Sexta feira muito louca”. Um deles é que Kelly Osbourne foi convidada para viver o papel de Anna, fez alguns testes e depois desistiu. Jodie Foster foi convidada a interpretar Tess, mas também não aceitou (em 1976, Jodie atuou em “Um Dia Muito Louco” que trazia a mesma história, Jodie fazia o papel da filha e Barbara Harris era a mãe). Anteriormente o papel de Tess também foi negado pela atriz Annette Benning.

As imagens que aparecem no crédito do filme são fotos da Jamie Lee Curtis com a sua filha na vida real, Annie Guest. Na cena da guitarra, é Jamie está tocando de verdade! Quando Jamie Lee Curtis descobriu que Lindsay Lohan havia estrelado o remake de “Operação Cupido”, ela perguntou: “Qual das duas gêmeas você fez?”

Você de novo? (2010)

“You again” não foi muito bem recebido pela crítica, mas a gente não se importa com isso: um filme que traz Jamie e Sigourney Weaver como inimigas é no mínimo interessante. A trama se inicia em 2002, com Marni (interpretada por Kristen Bell) sendo perseguida por Joanna (Odette Yustman), a garota popular do colégio.  Os anos se passam e Marni – que se tornou uma executiva bem sucedida, volta para a casa dos pais para conhecer a noiva do irmão. Ironicamente, a noiva é Joanna e o reencontro das duas traz a tona uma antiga rivalidade. Para piorar a situação, a mãe da Marni (Jamie) e a tia da Joanna (Weaver) também possuem uma história de rivalidade desde os tempos do colégio. Tudo bem, os clichês estão aí: A nerd se torna uma mulher poderosa e financeiramente estável, que não tem sorte no amor nem uma família feliz. As ‘gostosonas’ acabam se casando e viram donas de casas que, apesar de não serem ricas, possuem uma família que as ama.

De fato, a história é um tanto quanto superficial, mas as cenas e as situações são divertidas. Ver Weaver e Jamie em disputa, dois grandes nomes do cinema americano, é muito engraçado. Pra completar, ainda temos a participação da gloriosa Betty White que interpreta a avó de Marni.  Eu diria que “You again” é uma releitura da antiga história do “patinho feio” ou do “nerd estranho”, mas com um desenvolvimento  ainda mais interessante já que mostra que as pessoas mudam, se arrependem e que, de alguma forma, seguem seu rumo. O filme foi dirigido por Andy Fickman e roteirizado por Moe Jelline.

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