Energia Pura

Energia Pura

“Energia Pura” é uma dos filmes mais lindos que assisti na minha adolescência, uma fase de muitos questionamentos e muitas incertezas. Não me esqueço de tê-lo assistido na escola, na minha época o “bullying” ainda não tinha uma denominação, mas era evidente o tratamento agressivo de alguns alunos para com os outros. Aliás, tá aí um ótimo filme para professores passarem para seus alunos, é uma lição de como se comportar diante do diferente.  Sabe aqueles filmes que faz chorar até e que te fazer questionar sobre os seus valores? Então, é bem isso….

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O filme, produzido em 1995 e dirigido por Victor Salva, conta a história de Jeremu Reed (interpretado por Sean Patrick Flanery), um adolescente muito diferente dos outros. Até então ele nunca tinha saído de casa, foi mantido no sótão pelo avô.

Ele só teve contato com o mundo exterior depois que o xerife local o encontra escondido (isso porque seu avó havia falecido e a polícia investigava a morte). Jeremy, apelidado de Poweder, tinha noção do mundo através dos livros e tinha uma aparência inquietante: muito branco e com poucos pelos. Ele é levado para um tipo de orfanato / escola, mas começa a ser hostilizado pelos alunos. O fato é que os professores percebem que além de ter um QI (muito) mais alto do que o normal, ele tem uma “energia” que pode mudar a vida de todos.

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É um filme emocionante, que nos faz pensar sobre os mistérios da vida e na importância de sentir compaixão. Nunca me esqueço do significado de compaixão: “colocar-se no lugar do outro”. O filme, mesmo com essa pegada surreal, mostra que não temos a resposta para tudo e que podemos aprender muito com a história de vida de cada pessoa.

Existe uma cena que é de tirar do sério, de uma sensibilidade sem tamanho: O professor leva os alguns alunos escondidos para caçar veados. Jeremy não gosta de ideia, tem dó dos animais e insiste que aquilo era pura crueldade. O professor então atira e acerta um veado, e Jeremy… em fúria, toca o animal e o professor ao mesmo tempo. O professor, em choque, cai em prantos…. Jeremy o fez sentir o medo, a dor que o veado sentia naquele momento.

sobre escola, bullying e outras coisas…

Drags Race é um programa sensacional, fico agradecida à Jéssica por tê-lo RuPaul  = Drags Raceindicado. Passei o fim de semana revendo as temporadas e me emocionando com as histórias dos participantes. É admirável a forma que eles conseguem extrair alegria de suas tristes bagagens emocionais e familiares, que em sua maioria, são marcadas por preconceito e não aceitação. No episódio que assisti hoje, eles comentavam sobre bullying e tocaram em um assunto que me fez lembrar da minha época de escola.

Já contei por aqui que eu e a minha turma de amigas não fazíamos parte dos grupinhos “populares” e além da pouca vaidade, éramos as “gordinhas caxias”. Conversava com as minhas amigas que na nossa época falava-se pouco (ou quase nada) sobre o bullying e que, apesar desse nosso incômodo estar escancarado, não se via uma atitude por parte dos professores. Aliás, nós éramos um dos vários grupinhos que sofriam com aquilo, tinham os nerds, os “afeminados”, os mais pobres…

Tava lembrando de uma colega de sala de aula, nunca tivemos a oportunidade de conversar sobre isso. O fato é que ela zombada pelos outros alunos todo o tempo. Me formei no ensino médio há seis anos, já me esqueci de muitas coisas – e outras, são tão marcantes que é impossível apagar da memória. Lembro que essa colega trocava o “L” pelo “R”, falava pranta e brusa, ao invés de “planta” e “blusa”.

E, como se fosse ontem, lembro de uma professora debochando e fazendo com que ela repetisse a palavra na frente de todo mundo, várias vezes. Os meninos riam, e ela dizia… meio exausta e envergonhada: “não consigo, não consigo!”. Estudei em uma escola particular, repleta de alunos com boa situação financeira…. eram poucos (e imagino que ainda seja assim), que vinham de uma família mais simples…

escolaNão sei o que se passava com os professores, ou eles tinham algum receio em relação aos pais, ou não se importavam. Por fim, se tornavam convenientes com a situação porque eram a única autoridade na sala e mesmo assim não faziam nada.

Pois é… tô falando sobre isso porque, ao fazer uma rápida pesquisa no Google, encontrei um artigo escrito por Erika Strassburger, no “família.com” que me pareceu bem certeiro e didático. A vida da criança e do adolescente na escola é uma coisa muito séria, que merece ser acompanhada de perto pelos pais (não precisa ser um especialista para afirmar isso, né?)… No artigo, a autora apresenta algumas dicas para os pais, para que eles identifiquem indícios de que o filho está sofrendo bullying do próprio professor e ensina o que fazer nesses casos…conversar com o filho, com os outros pais e alunos, com os diretores… etc.

Vou deixar o link, caso vocês queiram ler, vale a pena… (clique aqui).

Breve resumo da vida acadêmica

1) Você entra na faculdade

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2) Se depara com coisas, lugares e conteúdos novos

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3) Dedica tempo e dinheiro naquilo

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4) Encara o primeiro estágio

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5) O segundo

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6) O terceiro

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7) O quarto

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8) Faz bons amigos

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9) Algumas inimizades

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10) Passa horas ensaiado o que vai falar ao apresentar a monografia

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11) Apresenta a monografia

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12) Finalmente, você se forma!

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12) Difícil encontrar emprego

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13) Passa por uma série de entrevistastumblr_n1292bioJC1rjxoico1_250

14) A sua vez parece que nunca vai chegar

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15) Depois de muito medo, anseios… finalmente é contratado

224591734316243616) Fica na dúvida: agora é hora de fazer uma especialização ou não?

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