Eu tinha pavor à Joan Rivers, até agora. A achava detestável, principalmente por causa de todas aquelas piadas grosseiras e ofensas que declarava sobre os famosos, e também por causa dos comentários maldosos feitos no Fashion Police… Mas o documentário de Ricki Stern, produzido em 2010, permitiu que eu a visse de uma perspectiva diferente e me fez sentir um pouco de pena dela… que me pareceu uma “artista incompreendida”, se é que posso dizer assim.
Sempre me chamou atenção às suas inúmeras plásticas, uma obsessão pela beleza que ultrapassava o aspecto normal (ou, “socialmente aceitável”, rs). O que em princípio, me soava como uma vaidade exagerada, passou a ser percebido como uma válvula de escape provocada por sua baixa autoestima. Uma de suas frases ficou marcante: “Os homens sempre me diziam: “você é engraçada, você é fabulosa”. Mas nunca me diziam que eu era bonita. Nenhum homem nunca me disse que eu era bonita.“
O fato é que Joan destilava sua agressividade em prol da construção de um personagem, o que por fim, foi a sua maldição. A indústria do entretenimento, como todos sabemos, pode ser muito cruel… E Joan bebeu e se deleitou da mesma água que a envenenou inúmeras vezes – a ponto de deixar a sua vida real se confundir com o mundo fictício e cruel de Hollywood.
E em uma das cenas, quando ela mostra aquela agenda vazia e diz: “preciso de dinheiro, dinheiro, dinheiro”, me soou mais como uma desculpa de alguém que quer dizer: “preciso de reconhecimento”. Afinal, como ela mesmo disse, “Estou há 75 anos nesse meio e ainda não ganhei respeito.” – Acho que nem do público, muito menos dos críticos.
A Jéssica escreveu sobre a Joan, dois textos maravilhosos que recomendo muito à leitura!(É só clicar na imagem)

É engraçado como as coisas são.
Cá estava eu, na minha major crisis da vida, querendo chorar e decidi acessar teu blog. Eu digitei o endereço errado e meu coração parou: mensagem de que o autor havia deletado o blog. Como assim? Felizmente era só um alarme falso.
Eu me dei conta de quanots posts não li, tenho que colocar a leitura em dia. Teu ritmo de escrita me inveja, só consigo ser tão assídua assim lá n Cine Espresso. Acho que já deu para o Indiscreet. Mas são reflexos de uma crise existencial.
Que post maravilhoso sobre a Joan, gente! Pode dizer: eu sabia que tu ia gostar dela? hahaha! você já viu uma esquete da Joan de 1967? É tão legal, uma crítica tão ácida à sociedade, dizendo basicamente que um homem solteiro pode tudo; uma mulher solteira é a desgraça. Talvez ela tenha vivido isso de uma forma bem diferente, mas estava lá o sexismo, começando pelo mundo da comédia que era dominado e ainda é dominado pelos homens.
Tudo isso é pra dizer que vir ler teus posts é um consolo. Me senti um pouco melhor. Muito obrigada.
E quero notícias sobre SP!
Oi Tha!
Eu “conheci” a Joan em Celebrity Apprentice e a adorei. A achava divertidíssima… Só depois disso é que fui ter contato com a Joan de comentários ácidos, mas nunca dei muita bola. Nunca assisti ao programa que ela fazia parte e nem nada. Considerava tudo isso “culpa” da velhice. Tem gente que envelhece e fica meio assim né?! Olha o rei Silvio passando dos limites o tempo todo… Mas, acho que via as coisas dessas forma justamente por ter gostado dela e não querer descobrir nada de ruim. Agora preciso ver o documentário… Me parece que a história de Joan é mais uma dessas que nos fazem repensar e aprender com as dores do ser humano!