Selvagens

Ganhei o livro “Selvagens” de aniversário. Estava namorando ele há tempos. Sempre que passava na Leitura, dava uma espiadinha nas páginas, mas não levava. Não comprei porque fiquei um pouco desestimulada pela capa (pode isso? Julgar um livro pela capa?). Voltei ao Shopping com uma amiga, a Tetê. Ficamos horas olhando os livros em promoção e quem estava lá? “Selvagens”, por R$ 4,99. Tetê não resistiu e comprou um pra ela. Eu disse: “Ok, vou levar!” E ela disse: “Eu pago, é o seu aniversário”. Pensei: Ótimo!

Comecei a lê-lo no outro dia (4 de janeiro) e não consegui parar, o livro é muito bom, simples e interessante. Aliás, acho que nunca li um livro tão rápido em toda a minha vida [salvo o ócio], Selvagens é uma boa opção de leitura. Há muitas menções à cultura pop, as letras são grandes e espaçadas (não se engane pelo número de páginas) e a trama é sexy, ácida e envolvente. Engraçado que… foi bom ler um livro de ficção, há algum tempo tenho enchido a cabeça com livros complexos e acadêmicos, trabalhosos…quero dizer, há tempos não tinha uma leitura tão leve e prazerosa.

O fato é que o livro é bem legal, diferente do que já li. O autor usa e abusa do sarcasmo, não desenvolve bem seus personagens psicologicamente, mas consegue nos fazer entendê-los de uma maneira simples. Capítulos rápidos (alguns, por exemplo, com apenas cinco parágrafos). Dinâmica quanto aos diálogos e sabedoria ao manter o tensão da trama. Marcelo Daltro em sua resenha (no blog Saleta de Leitura) escreve uma coisa sábia: Don Winslow leva o mérito por não criar personagens maniqueístas.

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“Certo dia, quando Chon – então Johny – tinha 3 anos, seu pai ensinou-lhe uma lição sobre confiança.  John Pai era um dos fundadores da Associação, o lendário grupo de garotos de Laguna Beach que ganhou milhões de dólares contrabandeando maconha antes de fazer merda e ir para a cadeia. O Grande John colocou o Pequeno Johny em cima da lareira da sala de estar, esticou o braço e disse a ele para saltar.
-Eu pego você.
Encantado e sorrindo, o garotinho se jogou, e nesse momento o Grande John baixou os braços , deu um olé e o Pequeno Johny caiu de cara no chão. Confuso, machucado, sangrando na boca – um dente da frente cortou-lhe o lábio – Chon aprendeu a lição que o pai queria lhe ensinar sobre confiança:
Nunca.
Jamais.
Em ninguém.”
 
 

Vá se foder.

A história se passa na Califórnia, Ben e Chon são dois jovens na casa dos vinte e poucos anos acostumados com uma vida repleta de luxo e dinheiro. Os amigos se unem com um propósito: plantar e vender maconha. Inusitadamente o “negócio” prospera, Ben e Chon conquistam uma clientela fiel e fazem fortuna. Ben é um cara tranquilo, não gosta de armas, ajuda instituições filantrópicas ao redor do mundo e adora sair ao ar livre. Chon, por outro lado, é um perfeito “selvagem”, aprendeu com o pai a ser bruto e atirar sem piedade. Ben e Chon poderiam ser completamente diferentes se não tivessem uma paixão em comum: a bela Ophelia Sage.

Ophelia gosta de ser chamada de O., a loira “magrinha” de braço tatuado, é uma garota mimada e inconsequente que adora sexo e drogas, ela também ama Ben e Chon (aliás, transa com os dois) e faz de tudo para ficar longe de Rupa (sua mãe, uma socialite excêntrica). O trio leva uma ótima vida (de excessos) até que o Cartel de Baja (uma grande facção mexicana) se interessa pelo negócio e lhes dá um intimado: “Ou vocês se unem a nós, ou morrem”.

O problema é que Ben e Chon – acostumados a trabalhar sozinhos e mandar no próprio negócio – não aceitam o trato e acabam gerando uma onda de revolta no Cartel (que é comandado pela “sensual” Elena La Reina). La Reina não aceita um “não” como resposta e, por isso, sequestra O e exige que Ben e Chon trabalhem para ela por três anos (ou lhe paguem vinte milhões de dólares).

[O livro, publicado no Brasil pela editora Intrinseca, foi escrito por Don Winslow e publicado em 2010. “Savages” (Selvagens) foi muito bem avaliado pela crítica, o New York Times, por exemplo, chegou a classificá-lo como um dos melhores livros do ano. Em 2012 o livro inspirou um filme dirigido por Oliver Stone, a produção trazia grandes nomes do entretenimento americano como John Travolta, Taylor Kitsch, Aaron Johnson, Blake Lively, Salma Hayek e Benício del Toro.

Sobre cinema, bruxas e poções

Engraçado, repararam que eu estou com mania de fazer listas? Pois bem, então vamos a mais uma: Bruxas.  [Ok, eu sei que estamos longe do Halloween ou qualquer data do tipo, mas é que outro dia eu fiquei horas conversando com uma querida amiga sobre a fórmula: bruxas+ cinema e nos lembramos de diversos filmes e personagens relacionados ao tema. Eu também sei que existem inúmeras dessas listas iguais ou parecidas a essa em outros sites, mas me deixem divertir um pouco vai!].

1) A Bruxa Má do Oeste: “Voe, voe, voe!”Não é atoa que ela vem na primeira posição da lista. Em 1939, Margaret Hamilton imortalizava a ideia (muito explorada no cinema e na literatura) de que bruxas são feias e narigudas (é claro, aos poucos esse imagem foi mudando, mas demorou.) Em “O Magico de Oz”, filme mais famoso da Judy Garland, a Bruxa Má do Oeste tenta vingar a morte da irmã, a Bruxa má do Leste (que morreu esmagada por uma casa que apareceu do nada!). De quem era a casa? Isso mesmo, de Dorothy. Só pra constar, Margaret Hamilton leva mais uma vez o mérito, nenhuma atriz queria fazer a bruxa. Hamilton (que sempre era colocada em segundo plano, fazia papéis pequenos e chegou a passar necessidades pela falta de trabalho) aceitou logo de cara e, convenhamos, fez um trabalho inesquecível.

Bruxa do Oeste 2) Winie, Sarah e Mary: Eu já falei aqui (diversas vezes, eu sei!) do quanto adoro o “Abracadabra” e… Fala sério, é uma delícia de filme, não? A trama conta a história de três irmãs (famosas bruxas de Salem) que são ressuscitadas após 300 anos por dois adolescentes que se negavam a acreditar em “lendas do Haloween”. As irmãs enfrentam diversas dificuldades para se adequarem ao mundo contemporâneo e se unem para roubar a juventude de pequenas e indefesas criancinhas. Clássico da Disney!  [Aliás, a Bette Midler está sensacional, não tem como não se apaixonar pela Winie – minha preferida – ou por suas falas e trejeitos engraçados].

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Hocus Pocus3) Elvira (a Rainha das Trevas!): Cara, como eu adoro a Elvira (e como eu fico com raiva dessa nova geração que nem sabe qual é a do personagem – fiquei parecendo muito velha falando assim?). Cassandra Peterson estava linda e aliás, que peitos inesquecíveis. Elvira é sexy e decadente, e recebe uma inusitada herança: uma mansão que fica localizada em Fallwell, uma cidade pequena e repleta de pessoas conservadoras. A bruxa decide reformar a casa e vende-la para depois mudar-se para Los Angeles e realizar o sonho de ser famosa, mas nesse meio tempo, encontra diversos empecilhos: a começar pelo “Tio Vincent” que faz de tudo para roubar o seu livro de receitas. [Cena Memorável: Elvira tentando fazer uma sopa e, de repente, sai um bicho monstruoso da panela!]

eLVIRA4) Eva: “Segurem essa titiquinha!!!” . Se existe um filme de bruxas que me marcou, definitivamente seu nome é “Convenção das Bruxas”. Primeiro porque, desde “A Família Addams” eu nutria um amor lunático por Anjélica Huston e segundo porque toda vez que ele passava na Sessão da Tarde minha mãe me deixava faltar de aula para vê-lo  (eu realmente gostava muito).  O filme conta a história de Luke, um garotinho de dez anos que viaja com a avó para a Inglaterra após a morte de seus pais. Ao chegar no hotel, ele descobre que há uma estranha convenção acontecendo por ali. Diversas bruxas do mundo inteiro estão reunidas para receberem uma poção mágica que transforma crianças em ratos. Luke tenta avisar aos adultos sobre o que se passa, mas ninguém acredita nele até que o pequeno decide resolver a situação sozinho.

EVA5) Sally, Gillian, Frances e Jet. Já li diversas críticas negativas em relação a “Da magia à sedução”, pois eu… acho uma fofura! Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman) fazem parte de uma família de bruxas que foram “amaldiçoadas”: todos os homens com que se envolvem, morrem. Protegidas por suas velhas e excêntricas tias, as duas se vêem envolvidas em uma rede de paixões da qual não conseguem se desevencilhar. Enquanto Sally tenta levar uma vida normal ao lado de suas duas filhas, Gillian se envolve com um homem violento que coloca a segurança de sua família em risco.

da magia a seduçãotumblr_mvjzw8ivcz1slwpnwo1_5006) Minerva McGonagall: Não poderia deixar de citá-la, a professora McGobagall, interpretada por Maggie Smith: é meu personagem preferido na saga de Harry Potter, aliás, adoro os momentos em que ela se transforma em gata. Severa, justiceira e disciplinadora, Minerva acompanhou e ajudou o jovem Harry e seus amigos em diversos momentos, tornando-se um personagem muito querido. Gosto muito do trabalho da Maggie Smith nesse filme, poucos sabem que ela sofreu de câncer durante as filmagens e sentia dores terríveis na coluna. Nessa mesma época ela precisou sofrer uma cirurgia e por causa da doença se afastou definitivamente do teatro, coisa que a deixou muito abalado porque Smith sempre amou os palcos.

maggie smith 7) Sukie, Jane e Alex: O quê dizer de um filme que traz uma mistura de Susan Sarandon, Cher, Michelle Pfeiffer, Jack Nicholson, magia, sexo e humor?

tumblr_mj83o7mkOz1rtg76ko1_250susan sarandonDirigido por George Miller e produzido em 1987, “As Bruxas de Eastwick” conta a história de três amigas  que se reúnem todas as quintas-feiras para assistir filmes e fofocar, normalmente elas discutem sobre homens e sonham em encontrar um perfeito par romântico. Entediadas com a pacata vida que levam na pequena cidade de Eastwick e diferente dos moradores conservadores da redondeza, as amigas chamam atenção de Daryl Van Horne, um homem misterioso e extremamente rico, que acaba se envolvendo com as três (ao mesmo tempo!). É claro que o caso não passa despercebido pela vizinhança que faz de tudo para atrapalhar a vida do grupo. A medida que se envolvem com Daryl (que é, na verdade, o próprio demônio em pessoa), as mulheres passam a desenvolver poderes e fazem de tudo para satisfazer seus desejos.

Filmes que completaram dez anos em 2013!

O tempo passa rápido pra caralho e nem sempre a gente se dá conta disso. Hoje o 9GAG fez uma lista com alguns filmes que foram produzidos há dez anos e eu me espantei com o fato de alguns deles estarem lá.  Roubei a ideia e fiz uma lista pessoal com quinze filmes que eu adoro e que em 2013, completaram dez anos de lançamento.

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1) Procurando Nemo: Pois é, há dez anos conhecíamos a doce e atrapalhada Dóris, que tinha uma péssima memória e sabia falar baleiês.  O filme da Disney, dirigido por Andrew Stanton, conta a história de Nemo, um peixe palhaço que acidentalmente se perde do pai (Marlin) e faz de tudo para voltar pra casa.  Nemo foi capturado por um mergulhador e levado para Sidney onde passou a viver confinado em um aquário, junto a outros peixes. A animação foi super bem vista pela crítica e ganhou várias indicações ao Oscar (entre elas, ao prêmio de Melhor Trilha Sonora Original).

Imagem2) Deus é brasileiro: Filme lindo, com uma fotografia maravilhosa (do Affonso Beato) e com uma história encantadora.  Baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro e dirigido por Cacá Diegues, “Deus é brasileiro” conta a seguinte história: Deus (interpretado por Antonio Fagundes) está cansado e decepcionado com a humanidade e, por isso, decide tirar férias.  Antes de abandonar o posto, Ele precisa encontrar um substituto e decide procurá-lo no Brasil. Após uma longa e solitária viagem, Deus recebe a ajuda de Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador. O filme também traz Paloma Duarte, Hugo Carvana e Stepan Nercessian no elenco.

Imagem3) Dogville: Esse filme é sensacional e espero, um dia, fazer uma publicação só pra ele. Posso estar enganada, mas acho que Dogville, dirigido por Lars Von Trier, é um clássico contemporâneo que usa e abusa do experimentalismo. Protagonizado por Nicole Kidman e divido em dez partes, “Dogville” conta a história de Grace, uma mulher desconhecida que chega a uma pequena cidade e pede por abrigo. Grace, que foge de gângsters, aceita trabalhar para os moradores por duas semanas, até que eles decidam se ela pode ficar definitivamente ou não. O tempo vai passando e Grace, ao invés de ser bem tratada, passa a ser explorada pelos moradores. O que eles não sabem é que ela guarda um segredo que pode colocar todos em risco.

Imagem4) Tudo o que uma garota quer: Há dez anos, Amanda Bynes ainda era uma garotinha doce e exemplar que faturava milhões. “Tudo o que uma garota quer” foi um estouro e a colocava no topo de ídolos teens junto a Lindsay Lohan e Hilary Duff. Dirigido por Dennie Gordon, o filme conta a história de Daphne Reynolds, uma menina que acaba de completar 17 anos e toma uma decisão radical: mudar-se para a Inglaterra e morar com o seu pai, Henry (Colin Firth), que conhece apenas por uma antiga foto. Henry é um importante político inglês e o seu cotidiano vira a vida de Daphne de cabeça para baixo.

Alguém tem que ceder 5) Alguém tem que ceder: Difícil não resistir a um par romântico formado por Diane Keaton e Jack Nicholson. O filme, dirigido e roteirizado por Nancy Meyers foi aclamado pela crítica, recebeu duas indicações ao Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar (de melhor atriz, para Keaton). Nicholson interpreta Harry Sanborn, um executivo  que namora com Marin (Amana Peet), uma mulher que tem idade para ser sua filha. O casal decide visitar a mãe de Marin, Erika (Diane Keaton) e, pouco tempo depois de chegar lá, Harry sofre uma parada cardíaca e fica sob os cuidados médicos de Erica e Julian (Keanu Reeves). Aos poucos, Harry começa a se interessar por Erika e trava uma briga com Julian, que também quer namorá-la.

Adeus, Lenin!6) Adeus, Lenin! Esse filme é fantástico e tem um argumento genial. A trama se passa em 1989, na Alemanha e conta a história de Alexander (Daniel Bruhl), um ativista que é contra o governo socialista. Ironicamente, sua mãe, Sra. Kerner (Kathrin Sass) é uma professora que se identifica com o regime e condena o filho por suas ações. (Alexander a definia como: “casada com a pátria socialista”). Pouco antes de ver a queda do Muro de Berlim, a mãe de Alexander sofre um ataque cardíaco e entra em coma. Quando acorda, ela não faz ideia das mudanças sofridas pelo país. Para preservá-la e poupá-la do choque, Alexander faz de tudo para que a Sra. Kerner acredite que ainda vive em um país socialista.

Longe do Paraíso7) Longe do Paraíso: Outro dia estava pensando nesse filme, no quanto eu gosto dele e no quanto ele é lindo. Não bastasse ter uma bela fotografia, atuações maravilhosas, “Longe do Paraíso” (dirigido por Todd Haynes) apresenta uma história emocionante e complexa. A trama se passa em 1957. Cathy Whitaker (Julianne Moore) é uma dona de casa que aparentemente leva uma vida perfeita. No entanto, seu marido, Frank (Dennis Quaid) esconde sua homoafetividade. Um dia, Cathy vai visitá-lo em seu escritório e o vê beijando outro homem. Abalada, Cathy encontra conforto em Raymond Deagan (Dennis Haysbert), um jardineiro negro. Sua proximidade com um homem negro levanta suspeitas da comunidade conservadora e ortodoxa em que vive.  Moore (que, aliás, estava grávida), levou o Oscar e o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz.

Fale-com-ela-8) Fale com ela: Aqui, Almodóvar mostra toda a sua potencialidade, traz às telas uma trama repleta de conflitos humanos e existenciais. A história (muito inquietante, por sinal) se passa em Madri e gira em torno de Benigno (interpretado por Javier Cámara) um enfermeiro que é apaixonado por Alicia Roncero (Leonor Watling), uma bailarina que diariamente ensaia em um prédio em frente ao seu. Alicia sofre um acidente de carro e entra em coma, ironicamente ela é internada no hospital em que Benigno trabalha. Assim, ele estabelece uma relação amorosa/platônica com a paciente, ao mesmo tempo, faz amizade com Marco Zuluaga (Darío Grandinetti), um homem que vai constantemente ao hospital visitar sua namorada (uma toureira) que também está em coma.

Como-Se-Fosse-a-Primeira-Vez9) Como se fosse a primeira vez: Drew Barrymore e Adam Sandler, em uma comédia romântica super gostosa de assistir. Dirigido por Peter Segal, a trama se passa no Havaí e conta a história de Henry Roth (Sandler) um veterinário que se apaixona perdidamente por Lucy Whitmore (Barrymore). O problema é que Lucy sofreu um acidente de carro há anos atrás que a deixou com uma falta de memória: ela se esquece rapidamente de tudo o que faz. Henry então tem um desafio: conquistar Lucy dia após dia.

Meninas Malvadas10) Meninas Malvadas: E pensar que há dez anos atrás, Lindsay Lohan, Amanda Seyfried e Rachel McAdams encarnavam adolescentes irritantes que lutavam por popularidade no colégio. Já disse isso aqui anteriormente: esse filme foi um estouro (se tornou um clássico) e, apesar de ser um clichezão, é gostoso de assistir. Dirigido por Mark Waters e escrito por Tina Fey, o filme conta a história de Cady Heron (Lohan), uma adolescente de 17 anos que cresceu na África e sempre estudou em casa. Cady muda-se com os pais para os EUA e passa a frequentar a escola, mas enfrenta inúmeros problemas, a começar por Regina George, a chefe de um grupinho de garotas venenosas e totalmente superficiais.  Inusitadamente, Cady recebe o convite para fazer parte do grupo da Regina (“as poderosas”) e ela fica divida pois não que abandonar seus amigos impopulares.

as-horas11) As Horas: Eu sou apaixonada (apaixonadíssima com esse filme) e custei pra crer que ele já tem dez anos. Não bastasse um time fantástico de atores, de uma fotografia linda e de uma trilha sonora mais bonita ainda (feita pelo incrível Philip Glass), “As Horas” é daqueles filmes que te faz se emocionar sem esforço. (Espero não ter exagerado nos adjetivos, mas eu realmente gosto dele.)

Dirigido por Stephen Daldry (O leitor; Tão forte e tão perto), o filme se passa em três períodos diferentes e conta a história de três mulheres ligadas ao livro “Mrs Dalloway”: Virginia Woolf (Nicole Kidman), autoria do livro – que enfrenta uma depressão,  Laura Brown (Julianne Moore) uma dona de casa que planeja uma festa para o marido e Clarissa Vaughn (Meryl Streep) uma editora que vive em NY e tem um amigo chamado Richard (Ed Harris), um escritor que tem Aids e que está morrendo. Aliás, todas as personagens tem um quê “lésbico”…

narradores de jave212) Narradores de Javé: Eis a prova de que o cinema brasileiro (mesmo que essa gente chata diga que não, rs!)  tem seus acertos. Dirigido por Eliane Café, o filme – que é uma delícia de assistir – conta a história de uma pequena cidade que será submersa pelas águas de uma represa. Os moradores descobrem que a ‘inundação pode ser impedida se a cidade tiver um patrimônio histórico e por isso, decidem escrever a história da cidade (chamada Javé), mas encontram um grande problema: apenas um morador sabe escrever, o carteiro. “Narradores de Javé” foi bem recebido pela crítica, venceu vários prêmios, entre eles o de melhor filme no VII Festival Internacional de Cinema de Punta del Este.

grande menina, pequena mulher13) Grande Menina, Pequena Mulher: Dakota Fanning é uma atriz incrível. Outro dia eu estava assistindo um episódio de Friends, onde ela aparece: ainda pequenininha, dando um show de interpretação. Também gosto muito da Brittany Murphy, acho ela tão carismática em tela (pena mesmo ter falecido). Pois bem, Fanning e Brittany formaram uma dupla sensacional. Dirigido por Boaz Yakin, o filme conta a história de Molly (Murphy), uma jovem mimada que vive da fortuna deixada por seu pai, um astro do rock já falecido. Após perder toda a sua herança, Molly se vê obrigada a trabalhar como babá de Ray (Fanning), uma garotinha precoce, de apenas oito anos e não é lá muito amigável. Gosto muito desse filme e da música final…aliás, sempre choro no final…

Prenda-me se for capaz14) Prenda-me Se For Capaz: Filmão, daqueles que te prendem do início ao fim! (aliás, adoro essa capa). Dirigido por Steven Spielberg, “Prenda-me se for capaz” conta a história de Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) um golpista experiente e esperto que já se passou por médico, advogado e co-piloto (tudo isso com apenas 18 anos). Frank, que já realizou golpes milionários, só tem um problema: Carl Hanratty (Tom Hanks), um agente do FBI que faz de tudo para capturá-lo.

Os incríveis15) Os incríveis: Adoro animações e essa não podia faltar na lista. Produzido pela Disney e dirigido por Brad Bid, o filme conta a história de Roberto Pêra, um super herói aposentado que morre de vontade de voltar a ativa. Há quinze anos, Roberto se envolveu em um problema: impediu um homem de se matar. O homem não gostou, entrou com um processo e ganhou na justiça. A indenização custou caro ao estado e assim, Roberto foi forçado a abandonar a profissão para levar uma vida comum…

Acontece que não é só Roberto que tem super poderes e sim, sua família inteira! Sua mulher Helen é a famosa “mulher elástico” e seus três filhos também desenvolveram super poderes. A oportunidade de voltar a vida de herói surge um estranho vilão faz  um comunicado misterioso e convida Roberto para uma missão secreta em uma ilha remota. * Só pra constar, “Os Incríveis” é o mais longo filme de animação em computação gráfica já produzido até o seu lançamento.

Transamérica

Uma mulher presa no corpo de um homem. Quantas vezes já não ouvimos essa história? Inúmeras; e o cinema está aí, pronto para recontá-la sempre que for preciso. Em Transamérica, filme independente produzido em 2005 por William H. Macy e dirigido por Duncan Tucker, a atriz Felicity Huffman encarna um transexual que enfrenta várias dificuldades para realizar uma vaginoplastia (cirurgia de mudança de sexo).

Semanas antes do processo cirúrgico, Bree (Huffman) descobre que quando ainda se comportava como homem engravidara uma colega de faculdade. Seu filho, Toby (interpretado por Kevin Zegers) busca incessantemente pelo pai, que conhece como “Stanley” e pretende morar com ele. Bree conta sobre a existência do filho para sua psicóloga e mostra-se desinteressada em ajudá-lo, principalmente porque Toby é um garoto problema e foi preso por venda de drogas. A psicóloga percebe que Bree precisa resolver essa questão familiar e decide: só permitirá que Bree realize a cirurgia depois que ela se encontrar com o filho. Sem opções (principalmente porque o convênio médico está vencendo), Bree decide viajar para a cidade natal e não só encontrar o filho como também reencontrar a família.

ImagemBree é a típica personagem que nos deixa incomodados. Não por sua condição, mas pela forma que a enfrenta. Desajeitada, ela afirma várias vezes que não possui amigos, não gosta de ser vista e tenta passar despercebida nos lugares. Mas, como não percebê-la? Bree é triste, tem um grito preso na garganta, é  orgulhosa e extremamente vaidosa. É aquela pessoa que já acostumou a apanhar, que já acostumou a perder e que pede desculpa por existir (e ser quem é).

Enquanto isso, Toby pulsa a cada segundo de vida. Ele está afogado na lama mas alimenta o desejo de ser um astro famoso.  Sua agressividade é uma provável tentativa de autodefesa, afinal, Toby foi rejeitado desde o nascimento e aprendeu a lidar com as perdas muito cedo. Sua mãe, uma lésbica depressiva, se suicidou; antes disso se casou com um homem agressivo. Toby passou por lares adotivos, não fez amigos, não tem um lar ou família. A única referência de Toby é uma foto antiga do pai e em seu imaginário, Stanley é não só o símbolo de proteção, mas também de virilidade.

A abordagem sobre a transexualidade em Transamérica (aliás, que título sensacional, não?) é, na verdade, um aspecto secundário. A principal premissa do filme é a relação entre pais e filhos – que é extremamente complexa e imperfeita para todos os personagens. Quando Bree reencontra os pais, ela se depara novamente com o passado, com o tempo em que ela ainda era homem e que a mãe insiste em relembrar. Os diálogos entre Bree e a mãe são os melhores, imperdíveis!

transamericaO filme, que é um “road movie”,  tem um fotografia belíssima e diálogos extremamente  densos.  Ponto positivo para o roteiro. Quanto às atuações, não há o que questionar. Kevin Zegers está perfeito para o papel, tão selvagem e violento que não deixa dúvidas quanto ao seu talento. Sobre Felicity Huffman, um incontestável e belíssimo trabalho. Não é atoa que Huffman recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro; sua atuação é visceral, do início ao fim.

Sobre Huffman ainda há algo a dizer: por muito tempo ela foi colocada em segundo lugar nos filmes americanos, sempre com papéis pequenos de antagonistas e, por pouco não passou desapercebida. Huffman é maravilhosa e não deixa a peteca cair em cenas extremamente complexas. Em Transamérica ela apresenta um cuidado com a postura, uma preocupação com a voz e não se importa em aparecer “feia” em tela. Outra que também merece destaque é Fionnula Flanagan que encarna a mãe de Bree, um personagem amável e detestável ao mesmo tempo.

Meus filmes preferidos sobre o Natal

Outro dia comentava aqui no La Amora o quanto listas são excludentes, mas não pude resistir em fazer uma sobre os meus filmes natalinos preferidos. Acho que eu poderia passar o resto do dia falando de produções com essa temática porque hora ou outra um filme me vem a mente. Adoro o clima nostálgico que eles trazem, lembro-me perfeitamente da época em que eu era criança e ainda acreditava em Papai Noel, quem nunca?. O interessante (e obvio até) é que a maioria deles possuem um apelo emotivo e caloroso. Como sou da geração de 90, vocês vão reparar que a maioria desses filmes listados aqui passaram exaustivamente na TV aberta (principalmente na Globo e no Sbt).

P.S: Hoje, escutando um dos programas de rádio que a minha mãe adora, “A hora do coroa”, Acir Antão comentava sobre como essa época perdeu o real sentido. “Papai Noel roubou o Natal”. O radialista falava que a Rede Globo fez uma pesquisa perguntando para as pessoas sobre o que o Natal significava para elas e a resposta foi: presentes. Ninguém citou o nascimento de Jesus Cristo. Por quê eu tô falando isso? Nem sei, na verdade… não tô tentando pagar de moralista, mas é que fui reparar a minha lista e, bem… não há nenhum filme sobre Jesus Cristo nela, sorry.

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O Grinch

(How the Grinch Stole Christmans/ 2000)

Quando eu era pequena eu achava o filme extremamente estranho, mas não conseguia desgrudar os olhos da tela quando ele era transmitido. Esse foi o primeiro filme que me veio a mente quando comecei a fazer a lista (talvez porque tenha assistido milhares de vezes, repetidamente, sem cansar). Dirigido por Ron Howard, o longa se passa na terra dos “Quem”, lugar onde todos amam e se divertem com o Natal. Todos não, porque o Grinch (um estranho ser verde, rabugento, peludo e fedido) faz de tudo para estragar a comemoração de seus conterrâneos (e chega até a invadir suas casas e roubar os presentes). Enquanto o Grinch (interpretado por Jim Carrey) elabora seus planos mirabolantes, a pequena e doce Cindy Lou começa a se questionar sobre o real sentido do Natal já que todos ao seu redor só se preocupam em comprar presentes e em fazer festas.

ImagemUm herói de brinquedo

(Jingle All the Way , 1996)

Outro clássico, que vivia passando na Sessão da Tarde e que também traz à tona todo um sentimento nostálgico. O filme conta a história de Howard Langston (Arnold Scwazenegger) um homem atribulado que, por contas dos negócios, é um pai ausente. Ao perder a premiação de caratê do filho Jamie, Howard promete lhe dar qualquer presente que ele pedir de Natal. Jamie não pestaneja e pede um “Turbo Man”. Howard deixa para comprar o brinquedo na véspera de Natal, mas as lojas já venderam praticamente todo o estoque. Para complicar a situação, o carteiro Myron Larabee tem o mesmo objetivo que Howard, encontrar um Turbo Man. Os dois começam uma grandiosa disputa e garantem situações hilárias.

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(The Munsters’ Scary Little Christmas/ 1996)

Sempre achei “A Família Monstro” uma cópia mal feita da Família Addams (fala sério, é difícil não comparar os dois né? Na verdade, nem sei se é cópia porque não faço ideia de qual veio antes), mas mesmo assim… que trama adorável. O filme, que é um clássico da Record, conta a história de uma estranha família californiana composta por um monstro, dois vampiros, um lobisomem, uma bruxa e por uma linda garota.

Tudo o que Eddie (o pequeno lobisomem) quer é comemorar o Natal normalmente, como as famílias dos garotos do seu colégio. Para tentar alegrar o filho, Herman e Lily Monstro fazem de tudo para parecerem normais. Enquanto Herman enfeita a casa, o Vovô ajuda o Papai Noel a fazer suas entregas e Lily se escreve em um concurso da “casa mais bem enfeitada da rua”.

O estranho mundo de Jack O estranho mundo de Jack

(The Nightmare Before Christmass/ 1993)

Se eu não assistir esse filme no Natal (ou na véspera) eu fico até um pouco deprê, acho que já virou tradição. Muitos se enganam ao achar que Tim Burton o dirigiu (apesar de ter um ligação direta, já que Burton é o produtor).  Na verdade, o filme foi dirigido por Henry Selick (Coraline), roteirizado por Caroline Thompson e é o primeiro longa do mundo  feito completamente em stop-motion. Imperdível!

A trama, que consegue ser doce e obscura ao mesmo tempo, conta a história de Jack, um ser que vive na Terra do Halloween junto a outros monstros, vampiros e cadáveres – e que anualmente organiza uma festa no local. Cansado da mesmice, Jack descobre a existência de outras festividades, entre elas o Natal, a que mais o encanta.  Designado a convencer seus colegas a mudar o “Halloween”, Jack inventa mentiras sobre o Natal e incita todos a lhe ajudarem a roubar o “Papai Cruel”.  – Filme lindo, trilha sonora maravilhosa!!!

macaulay-culkin1Esqueceram de mim

(Home alone/ 1990)

Não há muito o que falar sobre esse filme, talvez por ele ser o pai dos clássicos natalinos e ter passado zilhões de vezes  na TV. Acho que eu sei esse filme de cor e ainda assim, adoro assisti-lo. Macaulay Culkin, na época fofinho e carismático, interpreta Kevin, um garoto de apenas oito anos que é deixado pra trás pela família que viajou para Paris. Ao invés de se preocupar, Kevin se diverte ao ficar sozinho se sai muito bem ao enfrentar dois bandidos tapados que querem roubar a casa.

10 filmes de comédia para assistir durante as férias

O título dessa publicação está um pouco sugestivo, mas a verdade é que esses são os filmes que eu assisti nas primeiras semanas das minhas férias e que eu adorei. Sou apaixonada por comédias (boas comédias) e não é de se espantar que volta e meia publico sobre filmes desse gênero aqui no La Amora. Segue a listinha que eu fiz:

Imagem1) Família do Bagulho: Apesar de receber um título questionável aqui no Brasil, “We’re the Millers” (Nós somos os Millers, em inglês) é uma comédia divertida, com uma trama no mínimo curiosa e com situações muito engraçadas. Produzido em 2012 e dirigido por Rawson Marshall Thurber (também diretor em “Com a bola toda” e “Usina dos sonhos”), o filme conta a história de David Clark (Jason Sudeikis), um vendedor de drogas que é obrigado pelo seu chefe (interpretado por Ed Helms) a viajar para o México e fechar uma negociação que envolve um grande carregamento de maconha.

Para passar despercebido, David decide formar uma “falsa” família e convida a stripper Rose O’Reilly (Jennifer Aniston) para ser sua esposa, a delinquente Casey (Emma Roberts) e seu vizinho Kenny (Will Poulter) para fingirem que são seus filhos. O filme é uma ótima pedida e possui situações muito engraçadas, sem forçar a barra e sem ser clichê. Jason Sudeikis está em sua melhor forma, irônico e descompromissado.

Imagem2) Até que a sorte nos separe: Tino (Leandro Hassum) e Jane (Danielle Winits) é formam um casal de classe média que sofrem uma drástica mudança na vida após ganharem cem milhões na loteria. O casal, que anteriormente enfrentava certas dificuldades financeiras, passou a gastar desenfreadamente e viver, com seus dois filhos, uma vida cercada de luxo e desperdício. O problema é que toda a ostentação leva Tino a falência e ele, após dez anos de riqueza, precisa aprender a economizar. Com ajuda do seu vizinho Adelson, um homem perfeccionista e solidário, Tino tenta reverter à situação e pagar as dívidas que fez com o banco. Porém Tino é pego de surpresa novamente quando descobre que sua mulher está grávida do terceiro filho e não pode sofrer nenhum tipo de trauma, dessa forma ele faz de tudo para esconder da mulher que estão falidos.

Há inúmeras discussões sobre o papel do gênero de comédia no cinema brasileiro. É inegável que filmes de humor vendem mais no país e atraem um publico gigantesco enquanto produções experimentais, alternativas e dramas, ficam em segundo plano. Apesar das inúmeras críticas ao gênero (e ao caminho que a indústria cinematográfica brasileira tem tomado) é difícil resistir à um filme tão interessante como esse. O fato é que Roberto Santucci acertou na mosca e trouxe a tona um longa que brinca com os sonhos de milhões de brasileiros e, de alguma forma, se aproxima da realidade. Só pra constar, Leandro Hassum está maravilhoso e leva o filme nas costas. Hassum é exagerado e provoca risadas assim que aparece em tela. Kiko Mascarenhas também merece destaque, assim como Danielle Winits que não deixa a peteca cair. Ótimo filme!

The-Family-poster-04Jun20133) A Família: Na primeira vez que eu vi esse filme (produzido em 2013 e dirigido por Luc Besson) eu fiquei puta da vida porque não consegui achar graça em nada. Revendo o longa outro dia, percebi que eu provavelmente não estava prestando atenção porque apesar do clichezão é possível dar umas risadas. “The Family” conta a história de Giovanni Manzoni (Robert De Niro), um ex-integrante da máfia italiana que entrou para o programa de proteção as testemunhas e, após algumas alterações, foi transferido junto a família para a França.

Sua mulher, interpretada por Michelle Pfeiffer e seus dois filhos, Belle (Dianna Agron) e Warren (John D’Leo) precisam se adaptar à nova vida, mas são extremamente violentos e pouco convencionais. Os hábitos da máfia voltam à tona e trazem problemas a Giovanni que é perseguido pelos antigos colegas que querem vê-lo morto. Há todo um exagero que faz com que o clima do filme fique mais engraçado, em uma cena, por exemplo, Maggie não consegue encontrar pasta de amendoim e como vingança explode o supermercado – WTF!!?

RED2 4) RED 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos: A sequência de RED mantém a ironia do filme anterior, tem muitas cenas ação, sátira e humor e o elenco está ainda mais rico. Além de levar o nome de grandes lendas do cinema americano (Helen Mirren, Bruce Willis, John Malkovich e Mary-Louise Parker) a segunda parte também traz Byung-Hun Lee, Antony Hoipkins e Catherine Zeta-Jones no elenco.  Gosto especialmente desse filme porque ele debocha do gênero e ao mesmo tempo, consegue equilibrar o suspense e o humor sem exagerar na dose.

Em RED 2, Bruce Willis volta a viver Frank, um ex-agente que tenta levar uma vida normal ao lado de Sarah (Parker), sua namorada. No entanto, o excêntrico  Marvin (interpretando pelo brilhante Malkovich) avisa a Frank que alguém vai tentar matá-lo. Frank, que a principio não dá a mínima para Marvin, é sequestrado e levado a um interrogatório onde é quase assassinado. Decido a tirar a namorada de perigo, Frank entra no jogo e se aventura em um viagem para descobrir quem quer matá-lo e porquê. Nesse meio tempo ele reencontra antigos parceiros, entre eles Victoria (Mirren) que surpreendentemente recebeu uma missão: matar Frank.

Universidade Monstros 5) Universidade Monstros: Se o primeiro filme (Monstros S.A.) é uma delícia, o segundo nem se fala. A animação, dirigida por Dan Scanlon, é uma retrospectiva dos anos de faculdade de Mike Wazowski e Sullivan, que antes de se tornarem funcionários na Monstros S.A. (e antes mesmo de conhecer a Boo) não se davam bem. Enquanto Mike era um jovem perfeccionista e estudioso, Sullivan só se interessava por esportes, era arrogante e não se preocupava em estudar.

Após um incidente em um importante teste, Mike e Sullivan precisam se unir para não serem expulsos da faculdade e por isso, decidem participar da Olimpíadas de Sustos. O problema é que a equipe que arrumam é composta por monstros desajustados e que não assustam ninguém. (Só pra constar, o segundo fica pé a pé com o primeiro, é divertidíssimo e te prende do início ao fim).

A MENTUIRA6) A Mentira: O filme é uma releitura de “A Letra Escarlate” e, com  dinamicidade, conta a história de Olive Penderghast, uma menina que criou uma grande mentira e acabou perdendo o controle sobre ela. Olive, uma estudante do ensino médio, disse para a melhor amiga – Rhi (Alyson Michalka) que saiu com um rapaz durante o fim de semana, quando na verdade ficou em casa. Marianne (Amanda Bynes), a garota mais carola e caxias da escola, escuta a conversa e deduz que Olive não é mais virgem, espalhando a historia por todo o colégio.

O pequeno boato transforma-se em um gigante problema e coloca a reputação de Olive em jogo. Pouco tempo depois, seu amigo gay (que já não aguenta mais ser zuado pelos amigos) pede que Olive o ajude a perder a fama de afeminado. Olive topa ajudá-lo e finge transar com ele, fazendo com que todos pensem que ele é heterossexual. Outros garotos (também desajeitados) descobrem a farsa e pedem o mesmo favor a Olive, que assume a personalidade de “vadia” e aceita falar que dormiu com os garotos em troca de pequenos favores.

Delícia de filme, muito diferente daquelas comédias adolescentes e bobas que a gente costuma assistir. É difícil imaginar outra atriz tão perfeita para o papel quanto Emma Stone, que dá um show de carisma. Will Gluck e Bert V. Royal (respectivamente o diretor e o roteirista do filme) foram extremamente sábios ao produzirem um filme engraçado, leve e sem apelação. Patricia Clarkson e  Nick Penderghast estão hilários como os pais sem noção da Olive.

Crood7) Os Croods: Delícia de filme, com gostinho nostálgico e perfeito para ser assistido junto a família. Produzido em 2013 e dirigido por Kirk DeMicco e Chris Sanders, ‘Os Croods’ se passa na pré-história e retrata o cotidiano de uma família liderada pelo pai, Grug, que morre de medo do mundo exterior e faz de tudo para proteger a família. Eep, filha adolescente de Grug, adora caçar e vive confrontando o pai, que não a deixa sair.

A vida dos Croods sofre uma grande transformação quando a caverna onde vivem é afetada por um “terremoto” (não sei se aquilo pode ser chamado de terremoto, então…) e eles não conseguem mais voltar para a caverna. Com a ajuda do aventureiro Guy, a família se desloca em busca de uma nova casa e acabam vivendo enormes aventuras.  – O filme é muito divertido e é uma gracinha!!! Adorei os personagens, principalmente a Vovó que é linha dura e a Eep, que foge do estereotipo das “princesinhas da disney” (esse filme não é da disney, mas tá) e é extremamente valente.

Jackss 8) Vovó sem Vergonha:  Quem é fã da série Jackass não pode perder esse filme! Johnny Knoxville, com toda a sua mistura de genialidade e imbecilidade, estrela o filme onde interpreta Irving Zisman, um senhor de 86 anos que, após perder a esposa, se reencontra com a filha que não via há tempos. Irving é pego de surpresa quando sua filha vai embora e o deixa sozinho, responsável por cuidar de Billy, seu neto.

Os atores encenam situações hilárias, grotescas e polêmicas e são observados por pessoas comuns, que não fazem ideia de que tudo se passa de um filme. As cenas mostram como as pessoas ficam surpreendidas (e constrangidas) em situações absurdas, quase inimagináveis.  [Exempos: Billy bebe cerveja em público, Irving faz cocô na calça e fica com o pênis preso em uma máquina de refrigerante.] O bacana dessa produção é que, diferente dos outros filmes dos Jackass, há uma trama linear que sustenta e liga os acontecimentos, fazendo com que a atmosfera de deboche fique ainda mais interessante.

Fantastico medo9) Um Fantástico Medo de Tudo: Simon Pegg é brilhante e ele está ainda mais sensacional (e versátil) nesse filme de humor negro que brinca com a paranoia de Jack, um escritor de livros infantis, que é contratado para escrever um romance de mistério. Ao fazer pesquisas para seu livro, Jack mergulha em casos de assassinato que aconteceram na era vitoriana e passa a duvidar de tudo e de todos que o cercam, desenvolvendo um fantástico medo de tudo.

Vivendo praticamente em clausura, Jack recebe um convite de um executivo de Hollywood que se interessa por seu roteiro. “O que deveria ser sua grande chance rapidamente se transforma em sua grande tragédia, pois Jack é forçado a enfrentar seus piores medos, dentre eles, amar, lavar roupa e assassinos seriais.”

Diferente e original, ” Um fantástico medo de tudo” dirigido por Chris Hopewell e Crispian Mills, é um filme sensível e inteligente, que possui diversas referências (tanto cinematográficas quanto literárias) e consegue fazer rir e emocionar ao mesmo tempo. Vale ressaltar o tom experimental da produção que deixa o filme ainda mais interessante – fora a trilha sonora, que acentua o clima de suspense e satiriza os filmes de terror.

vantagens de ser

“Nós temos o amor que achamos merecer.”

10) As vantagens de ser invisível: A verdade é que eu não sei bem se esse filme pode ser classificado como drama ou comédia (acho que ele fica no meio do caminho). O fato é que é uma boa opção para quem quer se emocionar e se divertir com uma história linda e muito bem produzida. Não é atoa que o filme tenha conquistado um público tão grande, a sensibilidade de Stephen Chbosky sobressai às telas e é ainda mais enriquecida com com atores tão bons (Emma Watson, Ezra Miller e Logan Lerman).

Chbosky (que também é o autor do livro que inspirou o filme) soube aproveitar a densidade psicológica dos personagens e realizou uma abordagem profunda de questões importantes na adolescência – e em todos os períodos da vida, como amor, sexo, drogas e amigos.

O filme conta a história de Charlie, um garoto de quinze anos que acaba de entrar no ensino médio, mas que ainda se recupera de uma forte depressão (pois perdeu o melhor amigo). Charlie, que tem tendências suicidas e é extremamente tímido faz amizade com Patrick e Sam, dois ‘veteranos’ que já conhecem a rotina do colégio.  (P.S. A menção a Rocky Horror Picture Show é demais!!)

Uma lição de amor

Uma lição de amor é um daqueles filmes que se assiste com o lenço do lado. É difícil segurar as lágrimas em um longa tão dramático e bem construído. A trama traz a história de Sam (Sean Peann), um pai solteiro com deficiência mental que cria com a ajuda dos amigos sua pequena filha, Lucy (Dakota Fanning). Quando Lucy completa sete anos e começa a superar a inteligência do pai, uma assistente social decide colocá-la em um orfanato. Desesperado, Sam procura a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) para tentar recuperar a guarda da filha.

 Dirigido e roteirizado por Jessie Nelson (Lado a Lado, Corina uma babá perfeita), ‘I am Sam’ (título original em inglês) é uma produção que acerta na abordagem, no roteiro bem construído, na fotografia, nas atuações e na incrível trilha sonora. Falando assim, parece até exagero, mas o fato é que Nelson fez um trabalho notório: soube utilizar câmera subjetivas, construiu uma iluminação perfeita e criou uma atmosfera respeitável: apesar do tema denso, a perspectiva é leve e dinâmica.Uma lição de amorSean Penn está incrível, se sobressai de todas as formas. Inclusive, há quem diga que ele improvisou grande parte de suas falas, o que torna o seu trabalho ainda mais admirável. Dakota Fanning por sí só já é uma delícia de se ver em tela, a garota esbanja fofura e inteligência e não fica pra trás quando contracena com monstros do cinema americano, entre eles Dianne Wiest.

Quem acompanha o La Amora sabe que Wiest é um dos meus grandes amores e é fato que, apesar da atriz ter uma participação pequena no filme, sua personagem – uma pianista com transtorno compulsivo que não sai de casa há 28 anos e ajuda Sam a criar Lucy – é marcante e fundamental para a trama. Michelle Pfeiffer – que mulher linda! – teve a inteligência de não deixar seu personagem cair no clichê e fez de Rita (uma advogada atribulada e com problemas familiares) um personagem forte e carismático.

I am Samtumblr_mcyp43Xolx1qbnr62o1_500Uma das questões que o filme levanta – e que talvez não fique bem claro no início – é a relação entre pais e filhos (não só entre Sam e Lucy), o argumento é muito mais abrangente do que isso. Os diálogos, em sua maioria com um toque sentimental, nos coloca contra a parede quando pergunta: existe alguém perfeito quando o assunto é a criação dos filhos?  Quem é mais bem sucedido: Rita – uma advogada de sucesso que não tem tempo para ficar com o filho ou Sam, um doente mental que trabalha em uma cafeteria e tem uma filha que é apaixonada por ele?

Sam faz de tudo para ficar perto da filha, ele até se muda para uma casa ao lado onde ela vive com os pais adotivos e arruma outro emprego para complementar a renda. O interessante é que não há ‘vilões’ nessa historia, apenas diferentes pontos de vista. A mãe adotiva tenta conquistar Lucy de várias maneiras e por fim reconhece que, apesar do retardo de Sam, Lucy teve o principal: amor.

Filme lindo e delicioso, daqueles que a gente não se cansa de ver. Boa pedida num dia chuvoso… 🙂

Centopeia Humana 2

Inúmeras listas que indicam filmes grotescos rondam sites de cinema há algum tempo, não é de se assustar que Centopeia Humana 2 faça parte da maioria delas.  A sequência do polêmico filme de Tom Six, Centopeia Humana (de 2009) é uma produção mais densa e obscura e traz cenas bem chocantes. Com a mesma premissa do primeiro filme, Centopeia Humana 2, conta a história de Martin, um homem estranho e solitário que é obcecado pelo filme ‘A Centopeia Humana’ e decide colocar em prática os experimentos que são mostrados no longa. Martin, que trabalha em um estacionamento, sequestra e tortura os clientes e depois une todos eles – costurando a boca no ânus uns dos outros.

ImagemMartin (interpretado por Lawrence R. Harvey) não só possui um aspecto esquisito como também não transmite nenhum tipo de carisma. O homem baixinho, com os olhos esbugalhados, barrigudo e suado é totalmente pirado e cruel – e isso fica evidente desde o início da trama. Pra completar, Martin ainda vive sob domínio de uma mãe igualmente cruel que o humilha e o tortura psicologicamente há anos.

A verdade é que a ideia de costurar a boca de uma pessoa no ânus de outra pessoa é por si só surpreendente (e inquietante). Em Centopeia Humana 2 há ainda um toque de sadismo e violência e não é de se estranhar que o filme tenha sido banido em alguns países. As cenas sugerem situações escrotas como comer fezes, ter a língua cortada, o joelho quebrado, os dentes arrancados e o crânio amassado. Dessa vez as vítimas são em maior quantidade e a carnificina é ainda mais nojenta. Pra completar a bizarrice Martin não deixa escapar nem uma mulher grávida, prestes a dar a luz!

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Incrivelmente sábio, Six conseguiu unir vários aspectos que chamam atenção em um filme – principalmente para quem gosta do gênero: tema polêmico, produção de baixo custo, cenas grotescas e suspense. Mas é claro que não é só isso que faz de Centopeia Humana 2 um filme interessante, há aspectos estéticos que merecem atenção. Não bastasse fazer o filme todo em preto e branco, Six optou por usar uma trilha sonora seca e apresentar poucos diálogos. A atmosfera do filme, que já não é leve, fica ainda mais densa com uma alta exploração sensorial: a todo tempo vemos mosquitos voando, personagem ensanguentados ou suados que exprimem o mal cheiro e provocam repulsa.

Six prometeu uma sequencia final (prevista para Junho de 2014). De acordo com o diretor holandês, o filme será 100% Politicamente Incorreto e a Centopeia Humana terá mais de 500 pessoas!

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Chastity Bites

Ontem eu estava atoa, doida pra assistir um filme e me deparei com “Chastity Bites”, uma produção que satiriza o gênero de terror e apresenta uma mistura de drama adolescente com uma pegada bem trash. Li algumas críticas no IMDB e nenhuma foi favorável o que me pareceu um pouco injusto porque a trama é muito divertida.

O filme brinca com uma figura histórica, a Condessa Elizabeth Bathory. No início de 1600, Bathory matou mais de 700 mulheres jovens e virgens pois acreditava que se ela se banhasse de sangue ficaria bonita para sempre. Com seus pactos e magias, Bathory conseguiu manter-se viva até os dias de hoje – mas como uma condição: precisa renovar seu ritual anualmente.

Em busca de novas vítimas, a Condessa se apresenta como uma educadora de abstinência sexual no colégio San Griento e convence a um grupo de jovens a se manterem virgens até se formarem. Bathory só tem um problema: a jovem Leah – uma estudante feminista e aspirante a jornalista – que desconfia do seu segredo.

home_bg_02Eu diria que Chastity Bites é uma releitura gótica de ‘Meninas Malvadas’. Há todo um clima de colegial e de disputa que exagera nos clichês e nas piadas carregadas de sexualidade.  Lotti Pharriss (roteirista e produtora do filme) e John V. Knowles (diretor) se apoiaram em séries de entretenimento que ganharam os cinemas americanos nos últimos tempos (como, por exemplo, Todo mundo em Pânico = que não trata do mesmo tema, mas possui uma estética bem semelhante).

Quando li a sinopse de Chastity Bites me lembrei logo da Madame Lalaurie (personagem da Kathy Bates em American Horror Story) que assim como no filme usa sangue de pessoas jovens e acredita ficará bela para o resto da vida. Aliás, Elizabeth Bathory realmente existiu, há muitos mistérios que rondam sua figura e vários relatos de tortura e sadismo, dizem até que a ‘Condessa Drácula’ era ocultista, alquimista e praticante de magia negra.

No mais, eu amei o fato da protagonista ser jornalista e feminista – me lembrou alguém, sabe? Também adorei a Jennifer Gimenez, meu Deus, cada vez que a mulher aparecia em cena eu começava a rir! Gimenez tem um jeito muito engraçado, exagerado *que lembra demais a Goldie Hawn.

Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia

Dizem que Sam Peckinpah é o poeta da violência. Conhecido como o ‘pai’ de Quentin Tarantino, Peckinpah é responsável por grandes filmes do cinema americano como Sob o domínio do medo e Meu ódio será tua herança. ‘Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia‘ foi produzido em 1974 em uma época em que Peckinpah enfrentava dificuldades financeiras e estava decepcionado com o fracasso do filme que produzira anteriormente (Pat Garrett & Billy the Kid).

Filmado no México e repleto de humor negro e sadismo, o filme conta a história de um fazendeiro conhecido como El Jefe que descobre que sua filha ficou grávida e foi abandonada. Ele contrata assassinos americanos e oferece uma recompensa de um milhão de dólares para quem lhe trouxer a cabeça do homem (Alfredo Garcia) que a engravidou.

Os assassinos americanos fazem uma enorme busca, mas não conseguem encontrá-lo. Em uma boate na Cidade do México conhecem o pianista Bennie (Warren Oates) e fazem uma proposta: se ele trouxer a cabeça de Alfredo Garcia, ele receberá dez mil dólares. Bennie, que é apaixonado pela cantora da boate, Elita (Isela Vega), descobre que ela teve um caso com Garcia e a convence de ajudá-lo. Elita insiste que Garcia sofreu um acidente de carro e que esta morto. Bennie não se dá por vencido e viaja para a cidade onde ele foi enterrado.

Imagem– Esse é o primeiro filme de Peckinpah que assisto, tenho até outros dele gravados em DVD, mas preferi começar por Alfredo Garcia em virtude dos textos que li. Tive uma surpresa boa, muito boa aliás.  O filme é extremamente dinâmico e corajoso. Há um clima de decadência que envolve os personagens e ao mesmo tempo um charme e uma tensão sexual que exala deles.

Vários aspectos me chamaram atenção, a começar pela iluminação instável. Às vezes não se sabe se a cena se passa a noite ou de manhã, como na parte em que Bennie e Elita estão no cemitério a procura do corpo de Alfredo Garcia. Não acredito que esse aspecto tenha sido intencional, mas de alguma forma, influenciou diretamente na estética do filme.

Bennie, sem dúvidas, é o personagem mais interessante. Em entrevista, Oates afirmou que ele foi inspirado no próprio diretor. O pianista apresenta atitudes contrastantes, em vários momentos questiona seus valores, é violento e ao mesmo tempo dócil. Bennie consegue ser viril, grosseiro e romântico. Ele é fracassado, não consegue largar a bebida e a única saída que encontra para ser feliz ao lado da mulher que ama é aceitar um trabalho que o obriga a cometer diversas atrocidades.

Alfredo Garcia

E como Isela Vega está linda! Me surpreendi na cena em que Elita enfrenta seu estuprador.  Primeiro ela bate nele e ele revida, mas depois, há um momento de carinho, ela acaricia seu rosto e corresponde ao beijo! A cantora também coloca seus valores em questionamento quando não sabe se ajuda a Bennie a encontrar o corpo de Alfredo. Logo depois se transforma em uma femme fatale, ela admira a violência de Bennie e compartilha os mesmos desejos que os dele: “Eu quero o quarto mais caro do hotel!”

O brilhantismo de Peckinpah nesse filme é inquestionável, principalmente quando a gente se dá conta de que a ‘verdadeira’ violência só aparece nos momentos finais do longa onde há uma explosão de sangue e tiroteios. Mesmo assim ainda somos assombrados por cenas anteriores e igualmente fortes –  como a sequência do fazendeiro quebrando o braço da próprio filha que está grávida.