Ontem dormi de madrugada, fiquei assistindo um filme com a Joan Crawford chamado “Um rosto de mulher”, dirigido por George Cukor. Sempre quis assistí-lo, mas nunca achava… até que a Jéssica me apresentou o Memo Cine, um site encantador e super indicado para quem gosta de filmes clássicos.
“Ah como a Joan era linda”, é o que eu penso toda a vez que assisto um de seus filmes. Gente, ela era linda demais! A década de 40 é a minha preferida, ela está estonteante. Em “Um rosto de mulher”, que é de 1941, ela tirou o meu fôlego…
Na trama, Joan interpreta Anna Holm, proprietária de um restaurante que exerce chantagem sobre alguns de seus clientes. É uma mulher fria e solitária, que se esconde atrás de uma cicatriz. O fato é que, no fundo, ela possui baixa-autoestima e se defende ao incorporar uma personalidade agressiva e vingativa. Em uma de suas tentativas de chantagem, Anna acaba se
encontrando com um cirurgião plástico que se oferece para corrigir sua deformidade, e após esse momento, ela precisa fazer uma escolha: continuar sendo uma mulher com valores desprezíveis ou começar uma vida nova.
Joan está tão sombria, tão séria… e a trama nos apresenta uma problemática psicológica que faz com que o filme pareça mais denso. O fato é que a cicatriz possui uma ligação metafórica com sua personalidade e com seus valores, somos estimulados a descobrir se ela é tão feia “internamente” quanto “externamente”. Mas, os personagens que a rodeiam são tão desprezíveis quanto ela, desde os empregados que a ajudam em seus crimes e debocham de seu rosto, quanto os clientes… um falso milionário que não paga suas contas, uma esposa que trai o marido…
Li que Cukor se inspirou no livro do escritor Francis de Croisset, chamado “Il était une fois”. A história também pode ser encarada como uma releitura de “A Bela e a Fera” de “Frankenstein”.