Michelangelo, o tatuador

“Na arte da tatuagem usavam-se cinco cores e um arquivo limitado de símbolos para cobrir o espectro da vida e da morte. Cinco cores para captar todas as alegrias e tristezas do mundo e gravá-las em uma parte do corpo. Vermelho, marrom, amarelo, verde e preto. Cinco cores para dizer tudo o que podia ser dito.” 

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Comecei a ler este livro sem pretensão, não imaginei que iria me agradar tanto quanto agradou. Sinceramente, ele tem toda uma pegada obscura, narra situações de violência e se passa em ambientes grotescos, bizarros. Ao mesmo tempo, tem como pano de fundo uma história de amor e superação. Sara Hall tem uma narrativa leve, mas muito impactante e é impossível ficar indiferente à sua sensibilidade.

A história se inicia na década de 1920 no norte da Inglaterra. É protagonizada por Cy, um jovem que mora junto com a mãe em uma espécie de “casa para tuberculosos”. Ele cresceu observando os pacientes sentindo dor e colhendo seus escarros. Sobre a sua sombra, as lembranças de seu pai, que era marinheiro. O livro narra todo o processo que o levou a ser tatuador, desde a morte precoce de sua mãe (diagnosticada com câncer no seio), ao seu convívio com um mentor genial, mas alcoólatra e por vezes sádico à sua mudança para Coney Island, onde passa a trabalhar num show de aberrações e conhece Grace, a mulher que mudaria sua vida.

O livro é todo muito detalhado, mas especialmente a infância de Cy é trabalhada com delicadeza, cheia de detalhes. É uma narrativa que nos leva para um cenário frio e extramente desigual, onde o personagem principal faz parte dos desajustados. Quem ama o mundo da tatuagem, provavelmente vai gostar muito desse livro. Mesmo sendo uma narrativa fictícia, há uma contextualização muito interessante de um mundo que aparentemente, não existe mais. É como se a tatuagem fosse encarada por outros olhos, não vista como arte. Assim com os tatuadores, marginalizados e sofrendo muitos preconceitos.

Em tradução literal, o nome do livro seria “Michelangelo elétrico”, abaixo algumas capas publicadas em outros países:

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Citação: 

Michelagniolo Di Lodovico Buonarroti, que se tornou conhecido no mundo inteiro como Michelangelo, nasceu em 1475 e morreu em 1564, aos 89 anos. Bastante idade para o seu tempo. Não havia muito que esse homem não soubesse fazer, o que era bem comum na época. Diferente de hoje, que os homens ficam sentados coçando o saco e esperando que apareça um emprego, tendo apenas habilidade suficiente para assentar tijolos, cavar carvão ou coletar impostos, uma coisa de cada vez. Por pior que seja a depressão dos dias de hoje, meu rapaz, era mais duro antigamente, por isso tenho muito respeito por tudo o que foi feito. Os tempos eram outros. Os homens se viam diante de uma tarefa e concluíam o trabalho. Michelangelo era pintor, arquiteto, escultor e poeta. Todas as coisas que são relevantes no nosso ofício.

Alguns dizem que Leonardo era o máximo de sua época, um homem bem-humorado, nada provinciano, mas a verdade é que Michelangelo tinha vocação e, diferente de todos os outros, era seu próprio patrão, mesmo quando aceitava encomendas para seu sustento. Por isso é que sua pintura lhe consumia como tempo, esse tipo de coisa não interessava a todo mundo. Mas ele tinha uma luz interior que o levava até o fim. Para mim, um homem que se incumbe de pintar a mão de Deus tem alguma coisa especial dentro de sí. Michelangelo tinha a maior dificuldade para conseguir tinta azul. Exatamente como nós. Era uma tinta cara nos eu tempo, difícil para trabalhar, usada apenas em coisas muito especiais, como os mantos de Nossa Senhora. Para pintar como Michelangelo, seria preciso descobrir como ele manejava a tinta azul.

 

O Tigre e o Dragão 2

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“O Tigre e o Dragão” é uma obra prima, difícil falar tamanha a sensibilidade de Ang Lee. Não é  à toa que seja o filme não americano mais visto nos EUA. Impossível assisti-lo e não ficar encantado pela história ou hipnotizado pelas cenas de lutas corporais (que parecem dança, de tão graciosos os movimentos). Leveza nos olhares e nos sinais subentendidos, no amor impossível, na coragem de uma jovem rebelde… Enfim, muito mais do que ter a oportunidade de assistir um filme sobre artes marciais (que, por sinal, revolucionou o estilo Wuxia) é um mergulho cultural em mundo encantador e distante. Sou eternamente fã desse filme, do trabalho da direção, da fotografia e dos atores, por isso corri para assistir o novo lançamento da Netflix anunciado como “O Tigre e o Dragão 2”, a continuidade da história lançada em 2000.

Em “Crouching Tiger, Hidden Dragon” (o nome original da sequência),  Yu Shu Lien (interpretada pela maravilhosa Michele Yeoh) sai do meu mundo de reclusão para visitar a família de um conhecido que acaba de falecer. É lá que a antiga espada de Li Mu Bai, a Green Destiny, está guardada e é por ela que se inicia uma sangrenta disputa, já que o cruel Hades Dai quer tomá-la. Então Shu Lien permanece para proteger a casa, defender o legado de Li Mu Bai e ensinar a jovem Snow Vase.

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Lobo silencioso volta, o prometido de Yu Shu Lien nunca esteve morto como o último filme nos fez pensar. Estava vivo, vivíssimo e treinando para proteger a amada. Foi esse um dos aspectos que mais me incomodou, a justificativa que o Lobo Silencioso deu por não ter aparecido todos esses anos soou inverossímil. De repente, surge um clima de romance entre os dois e parece tudo muito forçado. A verdade é que eu não sei dizer se gostei mesmo, a ambientação é linda. A fotografia também. Mas falta um encanto, aquele clima mágico que existe no primeiro filme.

Carlota

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Tive uma experiência muito interessante essa semana, ao assistir a peça teatral “Carlota” (produzida em 2013, baseada na história de Miguel Mihura e dirigida por Mariano de Paco). Vi a peça completa no Youtube (com duração de duas horas), disponível em uma ótima qualidade de imagem e curiosamente, sem som,  apenas com legendas em inglês/espanhol ou em audiodescrição (sem imagens). O vídeo foi postado no canal do Ministério de Educação e Cultura Espanhol e faz parte do projeto “Teatro sem barreiras”do Centro de Documentação Teatral. Achei um máximo! A peça e a experiência…

Ver uma peça de teatro sem ouví-la me pareceu estranho nos primeiros minutos, ainda mais porque a legenda estava em espanhol e no início, eu não conseguia ler e prestar atenção nas imagens ao mesmo tempo. Sem perceber eu fui esquecendo desse detalhe e parecia que ouvia a voz de todos os atores, as músicas de fundo, os efeitos sonoros (que também são indicados pelas legendas), como se todos estivessem presentes. Foi como se o meu próprio cérebro substituísse essa ausência, construindo conteúdo e sentindo. Realmente, muito interessante.

Carlota

A peça traz uma trama de suspense, recheada de humor negro. Só para constar é ambientada na Inglaterra na década de 50. Carmen Maura interpreta o papel principal, uma farmacêutica rica e misteriosa, que é encontrada em sua casa, enforcada com as cordas do piano. No mesmo dia, ela iria oferecer um jantar para o amigo do marido que, por sinal, é um detetive (chamado Douglas Yard). Diante das circunstâncias, Douglas passa a noite investigando os possíveis suspeitos pela morte de Carlota e tenta entender porque a mataram – já que Carlota tinha a fama de ser uma pessoa amável.

Entre os suspeitos estão Charlie Barrington, o marido de Carlota. A sombria e assustadora empregada da casa, Velda (que tem como marca o rosto queimado). A melhor amiga de Carlota, Margareth (uma mulher histérica, que odeia homens). Sargento Harris (que aparentemente tem uma quedinha por Carlota e vive rondando sua casa). John (o empregado da casa, marido de Velda e igualmente sombrio), Doctor Whats (o médico da família) e Fred Sullivan (o funcionário da farmácia da qual Carlota é proprietária, o jovem também parece ter uma quedinha por ela). Mrs Christie e Mrs Lillian (amigas de Carlota).

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A peça começa com o Sargento Harris, Douglas e Charlie conversando amigavelmente na porta da casa de Carlota, enquanto isso, um piano toca ao fundo (provavelmente é Carlota que toca). A música para e os homens começam a chamar por ela. Ela não atende e não abre a porta, os homens começam a desconfiar de que algo está errado. Quando entram na casa, encontram Carlota na cozinha, estrangulada pela corda do piano.

É essa a cena de abertura para toda uma trama complexa, cheia de reviravoltas e muito humor negro. Os personagens são todos muito bem trabalhados, com muitas dualidades.  Às vezes você pensa que Carlota é um anjo e às vezes, que é o próprio demônio. Assim acontece com quase todos, como com Velda, a empregada da casa… que deveria receber uma enorme fortuna (dinheiro que foi parar nas mãos de Carlota). Ou mesmo Charlie, que escuta uma confissão de Carlota e deixa de confiar na esposa.

Todo o suspense é muito inteligente, eu não conseguia identificar o assassino porque as possibilidades eram inúmeras. Pior é que a atenção do espectador é desviada do verdadeiro assassino. O tempo todo acontecem pequenos acontecimentos (nem sempre ligados ao crime), como o sumiço da arma de fogo, o roubo da piteira ou o diário de Carlota, que andava escondido.

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Tudo me encantou nessa peça, mas eu fiquei admirada mesmo foi com os efeitos de luz e toda a construção do cenário. A chuva caindo pela janela, a delicadeza de, ao passar o tempo, trocarem a rosa por uma flor seca. A dança dos atores, que precisavam sair e entrar em cena com agilidade, as estratégias para fazer flashbacks, a maravilhosas roupas dos atores!! Incrível, muuuuito incrível!


Sobre Carmen e o teatro: 

É realmente incrível ter a oportunidade de vê-la nos palcos. Para você ter uma ideia, até então, foram 27 anos sem fazer nenhuma peça. Nas primeiras leituras dos diálogos, o diretor pensou em Carmen. Era ela que ele queria para interpretar o papel principal,  mas imaginou que não aceitaria. Em entrevista ele disse que ficou dias pensando em uma atriz que se parecesse com Carmen e por fim, decidiu convidá-la. “Nunca pensei que ela poderia fazer”. Na mesma entrevista, Carmen dizia que topou fazer a peça porque era uma comédia inteligente, e muito compreensível. “O que mais quero é que o público venha, que me veja…principalmente aquelas pessoas que, por idade, nunca puderam me ver nos palcos. É isso que quero, sobrevivo às críticas, mas me faria muito mal encontrar um teatro vazio”

Na peça, Carlota está em seu segundo casamento. Pelo contexto, eu daria no máximo 40 anos para a personagem. Quando a interpretou, Carmen tinha 68 anos. Sério! Estava super bem, por sinal. E ela fala, também na entrevista: “Tenho 68 anos e digo isso a todo mundo, porque estou muito orgulhosa. Ter idade não é um pecado, às vezes parece que ser jovem é uma virtude, mas é só uma circunstância. A idade influencia muito neste tipo de trabalho, ser ator é brincar com o tempo. Sou anticirurgias, claro. Só vou à academia e não deixo que me encham o saco. Se não quero fazer uma cena, não vou. Se não estou bem em algum lugar, vou embora e se quero desaparecer, desapareço. Quando fico sem trabalhar por um tempo é impossível me localizar,  nunca sei onde estou. Uma das coisas que envelhecem é a ansiedade, e vivemos num mundo com um nível de stress insuportável. Isso tira anos de nossas vidas, e nesse sentido, me cuido muito.”


Boa noite, mamãe

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Fui ao cinema assistí-lo no domingo passado e fiquei em choque com o desenrolar da trama. Fiquei tão chocada que cheguei ao ponto de tapar os olhos em uma cena. E o pior é que eu estava sozinha na sala. O filme não é daqueles de terror de dar susto, de pular da cadeira, mas surpreende pela explosão de cenas de tortura. A história acompanha o cotidiano de dois irmãos gêmeos, Lucas e Elias que aguardam ansiosamente pela chegada da mãe, que acaba de realizar uma cirurgia plástica no rosto. Quando chega, a mãe começa a apresentar um comportamento frio e estranho, nada parecida com a mulher que os meninos conheciam… e parece que vê-la sempre com o rosto coberto de faixas os deixa ainda mais confusos.

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O início do filme se concentra muito no universo dos meninos e ressalta a importância da casa, como um labirinto enorme e sufocante (às vezes é até um pouco repetitivo). É evidente o quanto eles se sentem sozinhos naquele ambiente, que passa uma sensação de frieza muito grande. Vou confessar que saquei o mistério que ronda os meninos desde a primeira cena, para mim estava muito claro… o que me prendeu foi o lance da mãe, se era ela mesmo ou não. Eu tava louca para vê-la sem as faixas e quase pirei quando a trama foi tomando um rumo muito mais denso e… assustador.

Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina

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Em “Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina”, o sociólogo peruano Aníbal Quijano realiza uma análise sobre o impacto da colonialidade e da globalidade na América Latina. O leitor é contextualizado sobre como foi construída a ideia da Europa Ocidental como centro do mundo, o eurocentrismo. Através do texto, o leitor também entende o porquê do autor afirma que a América Latina se define e se reproduz como colonial- moderno e como a América Latina (e sua história) auxiliaram na criação do eurocentrismo como um modelo de produção e controle, especialmente do conhecimento.

    Dom Quixote simboliza o (des)encontro entre o mundo velho e o mundo novo, de um lado a ideologia senhorial e cavalheiresca e de outro, novas práticas e tecnologias simbolizadas pelo moinho de vento. Como diria o autor, “o novo não acabou de nascer e o velho não terminou de morrer”. Quijano defende muito a necessidade de encarar a história como uma sequência unilinear e unidimensional. Diferente do que o eurocentrismo nos faz crer, a evolução histórica é repleta de contradições, associações, fragmentações, mutações, sentidos e significados.

“[…] a maior lição epistêmica e teórica que podemos aprender de Dom Quixote: a heterogeneidade histórico-estrutural, a co-presença de tempos históricos e de fragmentos estruturais de formas de existência social, de vária procedência histórica e geocultural, são o principal modo de existência e de movimento de toda sociedade, de toda história. Não, como na visão eurocêntrica, o radical dualismo associado, paradoxalmente, à homogeneidade, à continuidade, à unilinear e unidirecional evolução, ao “progresso”. (QUIJANO, 2005: p.7)

    Para a dominação da Nova Espanha, a coroa não se preocupou em criar uma identidade comum com todas as demais populações, pelo contrário, se impôs sobre as identidades e nacionalidades, de muitas formas. Uma delas foi através da apropriação de bens materiais e da exploração do trabalho gratuito de índios, escravos e servos. O resultado foi a destruição da produção interna e do mercado interno, fora o secular retrocesso e estancamento dos processos de democratização, como esclarece o autor: “O que empobreceu a Nova Espanha, foi o que enriqueceu a Europa Ocidental”.

    O que sabemos é que a América Latina continuará dependente enquanto o eurocentrismo dominar o conhecimento já que a visão eurocêntrica distorce e bloqueia a experiência histórico cultural latina.  Para o autor, é preciso convocar os fantasmas que a história produziu e que habitam nossa existência social e inquietam nossos projetos históricos.

  A produção histórica da América Latina começa com a destruição de toda uma história que já existia, na opinião do autor “provavelmente a maior destruição sociocultural e demográfica que chegou ao nosso conhecimento”.  Ela foi realizada de várias formas, mas as principais são indicadas abaixo:

–  Desintegração dos padrões de poder e de civilização.

– Extermínio Físico.

– Eliminação deliberada de importantes produtores (cientistas, artistas)

– Repressão material e subjetiva. (Uma herança cultural e artística que se tornou inacessível já que não se podia produzir signos e símbolos próprios senão nas distorções da clandestinidade).

Raça: primeiro sistema de classificação social básica e universal dos indivíduos da espécie. A ideia de raça (a primeira categoria social da modernidade) fomentou um novo tipo de dominação social e de exploração e com eles, um novo tipo de conflito e de poder.

O colonialismo é uma experiência muito antiga. No entanto, somente com a conquista e a colonização ibero-cristã das sociedades e populações da América, na transposição do século XV ao XVI, foi produzido o construto mental de “raça”. Isso dá conta de que não se tratava de qualquer colonialismo, mas de um muito particular e específico: ocorria no contexto da vitória militar, política e religioso-cultural dos cristãos da contra-reforma sobre os muçulmanos e judeus do sul da Ibéria e da Europa. E foi esse contexto que produziu a ideia de “raça”. (QUIJANO, 2005: p.12)

 Os dominados deixaram de ser vistos como vítimas de um conflito e passaram a ser encarados como inferiores por natureza material e histórico cultural. Uma noção que não está relacionada apenas à materialidade, mas também às próprias pessoas.

Conclusão

A América Latina continua reproduzindo a ideia de que os europeus são uma raça superior. O eurocentrismo oculta e distorce nossa história, é um padrão de poder que foi imposto através da violência física e subjetiva e permitiu a rápida expansão capitalista da Europa inclusive, permitiu que se aproveitasse das inovações tecnológicas produzidas por seus escravos.

La mujer de tu vida, la mujer feliz

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Esse (tele)filme, produzido em 1990, faz parte de uma série cômica espanhola transmitida até 1994, com 19 capítulos. A ideia da RTVE era produzir cinema de qualidade para a televisão, começaram os projetos em 1980 e só em 1988 conseguiram filmá-lo. Todo os episódios foram filmados em 35mm e tinham cerca de 60 minutos. Como tema, precisavam falar da “mulher perfeita” e de sua relação com algum homem.

Carmen interpreta Marisa, a mulher feliz. O episódio começa no aeroporto de Madrid, quando Antônio Lopez (interpretado por Antônio Banderas) acaba de voltar para o seu país após ter trabalhado por cinco anos na Alemanha, juntando dinheiro para se casar. Sem querer ele presencia um assassinato e é tido como principal suspeito. Antônio foge e com o pouco dinheiro que tem, aluga um pequeno apartamento e lá conhece Marisa. Os dois se enamoram facilmente, Marisa é casada, mas não liga de dar em cima de outro cara, ainda mais porque o seu marido vive trabalhando.

Mesmo sabendo que Antônio está sendo procurado, ela continua se relacionando com ele e o ajuda a se esconder. Um dia, Antônio encontra umas anotações de uma pequena história em um guarda-roupa e decide continua-la. Dias depois, apresenta para Marisa um livro enorme e Marisa, que não é boba, o publica com o pseudônimo de “Antônio”. O livro faz muito sucesso e Marisa fica rica e famosa (enquanto Antônio, precisa conviver com o anonimato).

A história é bem surreal, mas muito engraçadinha. Eu adoro ver a Carmen Maura e o Antônio Banderas como casal, possuem uma sintonia gostosa. A Carmen, como sempre, está muito divertida (e aqui, muito sensual também). A história vai se desenvolvendo de um jeito tão louco que é impossível não ficar com pena do Antônio. É interessante o protagonismo feminino e como ela comanda a vida dos homens que a cercam e, de alguma maneira, se aproveita de todos eles  Coloquei o filme no Youtube e você pode assisti-lo aqui. 

Enganar é viver (ou “La Alegria está em el Campo”)

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Tava pesquisando sobre esse filme e encontrei uma super entrevista (de 1996, um ano após o lançamento), em que a Carmen Maura falava muitas coisas interessantes sobre a sua carreira, uma delas é que enfrentou muitas dificuldade para se acostumar com o jeito frio dos franceses e que tem um pouco de birra porque eles se acham os melhores de mundo. Na entrevista Carmen contou que ficou mais de seis meses gravando “La alegria está en el campo” e que realmente morava numa fazenda, longe de tudo, levando uma vida meio bucólica. Ela disse que se esforçou muito para aprender francês e que tem orgulho de dominar a língua, contou que gostava de morar na França porque o assédio lá praticamente não existe, que podia passear com seus cachorros sem ser reconhecida.

A melhor parte foi quando ela falou sobre suas expectativas de carreira, disse que não ficava sem trabalho e que tinha o privilégio de ser uma atriz de cinema… que não tinha a ilusão de ser uma atriz de Hollywood e que sofreu muito quando gravou “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, que só não largou tudo porque tinha um contrato a cumprir. Quando ela chegou em Hollywood para a promoção do filme, foi muito maltratada e que provavelmente recebeu esse tratamento por causa da sua idade. Na época, Carmen já estava no auge dos 40 e tantos, sentia que não conseguiria (e que não estava disposta) a concorrer com atores com a metade da idade dela.

Sobre o filme: O pequeno empresário Francis (interpretado por Michel Serrault) está enfrentando sérios problemas em sua fábrica: não tem verba e as funcionárias em greve. Pior é que, quando chega em casa, não encontra consolo na mulher e na filha, que são frias e arrogantes e só pensam em gastar.Um dia a família está vendo TV e escutam o caso de uma senhora que possui duas filhas e que está em busca de seu marido. Essa senhora é Dolores, vivida por Carmen Maura, uma fazendeira produtora de foie gras, extremamente simples. Quando mostram uma foto antiga do marido desaparecido de Dolores, Francis tem uma baita surpresa… o homem na foto é idêntico a ele.Decidido a evitar os problemas do dia-a-dia e se livrar da esposa e da filha, Francis assume a identidade do esposo de Dolores.

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Meus comentários, cheios de spoilers: Eu estava louca para assistir esse filme, pensei que fosse uma super comédia. É uma comédia leve, uma trama interessante, mas nada que se diga “nooossa!”. A verdade é que o filme começa muito bem, dá pra dar umas boas risadas, mas aos poucos vai perdendo o ritmo. De qualquer forma, não é uma história tão comum, tem umas reviravoltas legais. Carmen está muito bem, mais séria do que o normal. Eu adorei o fato de seu personagem ser extremamente simples e, em segredo, extremamente rica. Tão rica que tira Francis do fundo do poço, mas o coloca em uma enrascada já que o dinheiro que ela tem (e suas infindáveis barras de ouro, rsss) são “dinheiro sujo”, tretas que o verdadeiro marido de Dolores arrumou em 1968, quando fazia violentos assaltos. O melhor é que a verdadeira esposa de Francis, quando descobre que ele a traiu, enlouquece (e só no fim do filme descobrimos que ela enlouquece de alegria por se ver livre do marido). Também descobrimos que Dolores sabe o tempo inteiro de que Francis não é seu verdadeiro marido, mas mesmo assim confia a ele sua fortuna, porque aprendeu a amá-lo.

Carmen foi indicada ao César por esse filme como melhor atriz coadjuvante.

O tiro que não saiu pela culatra, 1989

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Ser pai ou ser mãe deve ser algo absolutamente difícil. Ultimamente tenho me questionado muito sobre a maternidade (se seria capaz de gerar um filho saudável e fazê-lo feliz, como seria a vida financeiramente e etc). As minhas amigas se tornaram mães e eu sempre piro quando penso no assunto. Temos 25 anos (uma delas 24, na segunda gravidez) e, enquanto elas parecem decididas do que querem e da vida que escolheram, eu ainda me sinto sem rumo, cheia de dúvidas sobre qual passo tomar. Outro dia li inúmeras matérias sobre mulheres que odeiam ser mães (esse é um papo para outra publicação), mas fiquei intrigada demais com isso… também teve o lance da Carmen Maura, (você pode ler aqui), que disse que amava os filhos, mas se pudesse voltar no tempo, não engravidaria novamente.

O assunto me fez lembrar de um filme. Há muito queria escrever pelo menos uma notinha sobre ele, mas eu sempre me esqueço e vou colocando outros assuntos à frente. “O tiro que não saiu pela culatra” de 1989 é uma comédia americana que conta a história de quatro irmãos (família Buckman) e de seus filhos. O título original é “Parenthood”, algo como… paternidade. É um filme que mescla drama e humor, muito legal por mostrar as imperfeições de cada pai (e mãe) e como eles se esforçam para  proporcionar o melhor para os filhos.

Gil, o personagem de Steve Martin, por exemplo, tem em seu histórico um péssimo relacionamento com o pai. Por isso ele tenta fazer de tudo para não entrar em conflito com os filhos, mesmo quando um deles enfrenta sérios problemas na escola. Por outro lado, Helen (interpretada por Dianne Wiest) é uma mãe divorciada que não consegue se comunicar direito com os dois filhos, Julie é rebelde e só pensa em namorar. Gary, deseja se reaproximar do pai e quebra a cara quando descobre que o pai tem outra família e não se preocupa com ele.

Nathan e Susan tentam criar a filha perfeita, são extremamente zelosos, exigentes e criam a menina como um ratinho de laboratório, feita para ser a melhor em tudo. E tem também Larry, que andava afastado da família, e quando volta…conta para todos que é pai e que o menino vai morar com ele.

Gosto muito da personagem da Dianne Wiest, a Helen. Há todo um questionamento sobre a vida sexual dela, como se depois de ter filhos crescidos, seu desejo sexual estivesse adormecido. Tem uma cena em que a família está reunida e a luz simplesmente acaba, daí o Gil encontram o vibrador dela e por engano, pensa que é uma lanterna, é muito engraçado!!, especialmente pela reação da família e dela, que não deixa a peteca cair. E o Gary, filho da Helen… tadinho, de cortar o coração. O menino super esperançoso por encontrar o pai e a decepção que sofre é grande demais…

AMO ESSE FILME, super indico! rss

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Carlos Molinero é conhecido no cenário espanhol por seu trabalho como roteirista em séries televisivas como “Querido maestro” e “Antivício”.  Salvajes, 2001, marca a sua estreia na direção de longas metragens. O filme conta a história de Berta (interpretada por Marisa Paredes), uma enfermeira que enfrenta maus bocados para criar os sobrinhos; sua irmã falecera anos antes.

 Um dia ela conhece um investigador policial, Eduardo, que vai até o posto onde ela trabalha para tratar de uma doença. Berta e Eduardo iniciam um intenso relacionamento amoroso, que está prestes a desmoronar já que Eduardo (interpretado por Imanol Arias) deseja prender um grupo de skinheads que está assombrando o bairro e cometendo crimes aterrorizantes. O grupo é composto pelos sobrinhos de Berta.

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O filme me surpreendeu por seus diálogos impactantes, pelos rápidos movimentos de câmera, pelos closes exagerados. Tudo ali parecia acentuar a sensação de desconforto dos personagens e colocar em cheque a percepção do espectador sobre o tema. A casa de Berta é um ambiente extremamente sufocante, o quarto dos garotos cheio de armas e com bandeiras do nazismo, a cozinha minúscula, repleta de móveis…   Não é um filme que me agrada exatamente por ter me dado essa sensação de angústia. Mas muito me admira o experimentalismo de Molinero, que investiu muito em movimentos irregulares da câmera, em cortes secos e cenas em preto e branco, o tom documental que aparece no fim do filme.

Ver Marisa Paredes e Imanol Arias juntos me faz lembrar “A flor do meu segredo”, onde os dois viveram um casal também. Mas aqui, tudo é muito diferente. Em “A flor do meu segredo” o personagem de Imanol foge do personagem de Marisa o tempo inteiro, aqui ele a busca. Há todo um desejo por parte dele que não é correspondido por ela (até certo momento porque, em primeiro lugar, seu objetivo é proteger os sobrinhos). A figura de Imanol é impactante, forte, seguro de sí. Não foi só a personagem da Marisa Paredes que ficou balançada, HAHA.

É um filme com um forte questionamento social, que toca na ferida de muitos espanhóis que não enxergam os imigrantes com bons olhos. Acho legal observar que a filha da Marisa, María Isasi, participa do filme. Ela interpreta Lúcia, uma das sobrinhas de Berta, traficante de drogas.

 

A mulher paulista e a Revolução de 32

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Tá aí um assunto que me interessa muito, por isso fiz uma pequena pesquisa sobre a participação feminina na Revolução Constitucionalista. Depois, sobre a participação feminina na Revolução Mexicana… descobri e aprendi muitas coisas e, aproveitando o Dia da Mulher, compartilho algumas delas com vocês.  

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A atividade feminina na campanha constitucionalista foi intensa, elas escreviam e assinavam petições, recolhiam roupas e verbas para as tropas, se pronunciavam nas rádios, dirigiam hospitais, cuidavam dos feridos, criavam fundos para ajudar a sustentar a família dos inválidos. Por isso este é considerado o primeiro movimento com a presença maciça da mulher brasileira, muito diferente das revoluções anteriores (como a de 1930) cujo assunto militar não contava com a participação direta da população e menos ainda das mulheres.

Interessante observar que a imagem da paulista foi construída e inspirada nas mulheres dos bandeirantes, essa era uma das justificativas utilizadas pelos jornais para exaltar o caráter “especial” e o espírito de luta das mulheres de São Paulo. Conforme a história, as bandeirantes não participavam das Bandeiras ao lado dos homens, mas tinham o mérito do sustento e da defesa do lar, sem a presença masculina.

 ‘Na construção histórica da Mulher Paulista no período colonial também são destacados episódios em que mulheres individuais pegaram em armas e entraram na guerra para proteger a santidade do seu lar. Ela, às vezes, é explicitamente comparada à Mulher Espartana, o padrão de força e estoicismo femininos. […] Esse tema tornou-se particularmente popular e útil na fase do movimento constitucionalista, no qual houve alistamento militar” (WEINSTEIN, 2004:5)

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Mas elas, além de personificarem a imagem do reencontro com o passado e com a tradição, eram encaradas também como o rosto do futuro, o espelho da modernidade que chegava ao estado. São Paulo se destacava como uma das regiões mais avançadas do país, e as mulheres paulistas despontavam como sendo mais conscientes de seus deveres cívicos e de seus direitos.

A força dessa participação trazia novos ares para o discurso público e parecia ainda mais aceitável a participação da mulher (branca, instruída e de classe média) na política. Não se pode negar, porém, que o machismo rondava a revolução. Um exemplo interessante era o empenho dos jornais para promover um discurso vexatório contra os homens que se negavam a participar da luta, uma das propostas era obriga-los a sair na rua vestido de mulheres ou de bebês.

Mesmo com os esforços para serem terem o mesmo reconhecimento dos homens, a força feminina quase era retratada na figura da mãe, esposa ou namorada, não como guerrilheiras. As referências sobre o heroísmo feminino limitavam-se a mencionar a costura de uniformes e a manutenção dos alimentos.

A participação das mulheres negras

Um estudo acadêmico realizado por Jonatan Uilly, Paulo Fernando de Souza Campos e publicado na Revista Trilhas da História, levanta um questionamento importante sobre os documentos histográficos sobre a mulher negra na Revolução de 1932 e ajuda a esclarecer alguns pontos.  Ainda que mulheres negras tenham participado ativamente da revolução, a maioria das referências femininas do movimento são representadas pelo estereótipo da mulher paulista, “branca, filha dos bandeirantes”.

Conforme o estudo, a imprensa se referia às mulheres negras como enfermeiras, ainda que tenham confeccionado as roupas dos soldados e lutado nos fronts de batalha. Na época, o termo “enfermeira” era, na maioria das vezes, relacionado a mulheres brancas, com boa situação financeira e estudo.

Considera-se ainda o Decreto n. 20. 109-31 que impedia o ingresso das mulheres negras na enfermagem. Para os autores, naquele momento (ao chamar as mulheres negras de enfermeiras), São Paulo mais uma vez impulsionava os outros estados para o progresso:

“Como sugerido, no contexto, a tradicional Escola de Enfermagem Ana Nery, no Rio de Janeiro, mantinha uma política de exclusão de mulheres negras em razão dessas não se enquadrarem no perfil desejado para a enfermeira padrão. […] Seria uma resposta de São Paulo em ditar de modo emancipado a suas próprias diretrizes em relação à enfermagem? ” (CAMPOS, UILLY. 2014:19)

Duas mulheres negras que ficaram marcada por suas atuações na Revolução de 32 foram Palmyra Calçada e Maria José Bezerra. A primeira foi considerada a madrinha da Legião Negra, em 1930 ela encabeçou um projeto para a arrecadação de proventos e promoção em prol da Revolução.

A segunda ficou conhecida como Maria Soldado e virou símbolo de luta por combatido nas trincheiras. Maria veio de Limeira, se alistou, fingiu ser homem e lutou arduamente pela causa. Ela só foi descoberta quando foi ferida, após combater na linha de frente. Em sua homenagem, a edição de 05 de setembro do jornal A Gazeta publicava:

“Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na frente do sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais cheia de civismo, mais profundamente brasileira, da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo, MARIA DA LEGIÃO NEGRA! Mulher abnegada e nobre da sua raça.”


Breve contexto da Revolução Constitucionalista

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Entre julho e outubro de 1932 um grupo armado de São Paulo se dedicou a derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas, eles também lutavam para instituir um novo regime constitucional. Dentre outros motivos, a Revolução Constitucionalista era uma resposta à Revolução de 1930, um golpe de estado feito por Getúlio Vargas que impediu a posse de Júlio Prestes e tirou Washington Luís, então presidente, do poder.  No dia 23 de maio acontece o estopim da revolta; são assassinados cinco jovens estudantes no centro da cidade:

“Na noite de 23 de maio de 1932 a multidão que tomara conta das ruas se multiplicava cada vez mais e a agitação era intensa na Praça da República e foi assaltada a sede do Partido Popular Progressista de Miguel Costa e depredado o prédio do Jornal A Razão. A grande massa convergiu para o prédio da Legião; os legionários estavam armados e receberam os manifestantes à bala. Quatro jovens foram mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Das iniciais de seus nomes surgiu o MMDC, entidade importante na organização da guerra. Esses mortos seriam cultuados como sendo os únicos naquela noite, mas os mortos totalizavam 13, segundo a enciclopédia “Brasil Nosso Século”. (NUNES, 2005:9).

O patriotismo cresce no coração dos paulistas, o Estado consegue mobilizar milhares de pessoas de diferentes classes sociais (muitas doaram bens, joias e pratarias para ajudar a revolução financeiramente). A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) incumbiu as empresas brasileiras de fabricar armamento militar, por outro lado, organizações civis forneciam fardas, auxílio e alimento.

Em 9 de julho eclode o movimento revolucionário, com ele mais de 200.00 voluntários saem às ruas, destes, 60.000 combateram nas fileiras do exército. Os revoltosos, que sabiam da superioridade do exército federal, contavam com a participação de outros Estados, mas após a eclosão, tanto o governo do Rio Grande do Sul (comandado por Flores da Cunha) quanto o de Minas Gerais (comandado por Olegário Maciel) decidiram apoiar Getúlio Vargas.

Durante a luta armada, São Paulo era asfixiada pelo bloqueio do porto de Santos, fora a instabilidade social, agravada pelo enfraquecimento das forças paulistas. Em setembro as condições dos combatentes já eram precárias. Em 2 de outubro, a liderança revolucionária se rende.


Referências:

(Desculpe, mas eu copiei e colei fora de ordem.  Os textos são muito bons e o melhor é que estão disponíveis na rede. Vale a pena a leitura!)

SILVA, Tânia Maria Gomes: Trajetória da historiografia da mulher no Brasil, 2008.  [Acesso em 18 de fevereiro de 2016]. Disponível em: http://periodicos.uesb.br/index.php/politeia/article/viewFile/276/311

UILLY, Jonathan e CAMPOS, Paulo Fernando: Pérola Negra, a participação das mulheres negras na Revolução Constitucionalista de 1932. Revista Trilhas da História. Três Lagoas, v.3, nº6 jan-jun, 2014.p.121-148. [Acesso: 19 de fevereiro de 2016].  Disponível em: http://seer.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/470/271

WEINSTEIN, Bárbara:  Inventando a Mulher Paulista: Política, Rebelião, e a Generificação das identidades regionais brasileiras, 2014. Revista Gênero [Acesso em 17 de fevereiro de 2016]. Disponível em: http://www.revistagenero.uff.br/index.php/revistagenero/article/viewFile/222/146

SILVA, Tânia Maria Gomes: Trajetória da historiografia da mulher no Brasil, 2008.  [Acesso em 18 de fevereiro de 2016]. Disponível em: http://periodicos.uesb.br/index.php/politeia/article/viewFile/276/311

UILLY, Jonathan e CAMPOS, Paulo Fernando: Pérola Negra, a participação das mulheres negras na Revolução Constitucionalista de 1932. Revista Trilhas da História. Três Lagoas, v.3, nº6 jan-jun, 2014.p.121-148. [Acesso: 19 de fevereiro de 2016].  Disponível em: http://seer.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/470/271

WEINSTEIN, Bárbara:  Inventando a Mulher Paulista: Política, Rebelião, e a Generificação das identidades regionais brasileiras, 2014. Revista Gênero [Acesso em 17 de fevereiro de 2016]. Disponível em: http://www.revistagenero.uff.br/index.php/revistagenero/article/viewFile/222/146

AZEVEDO, Frances. Heroínas de 32, a participação da mulher na Revolução de 32 é marco importante para o legado feminino no país, 2014. [Acesso em 19 de fevereiro, 2016]. Disponível em: www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI204015,61044-Participacao+da+mulher+na+Revolucao+de+32+e+marco+importante+para

BUNICORE, Augusto. As mulheres e os direitos políticos no Brasil, 2015. [Acesso em 19 de fevereiro, 2016]. Disponível em: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2115