Susan Sarandon

Imagem

Desde pequena eu gosto muito da Susan Sarandon. O primeiro filme com ela que me recordo de assistir foi “Thelma e Louise”.

[Para essas coisas minha memória não é ruim então eu falo com toda certeza que o filme passou num sábado, no Super Cine. Minha mãe estava de plantão e eu e minha tia Fabiana ligamos a TV já na parte em que as duas estão saindo de casa. Estávamos no quarto que hoje é da minha avó, eram duas camas com cabeceiras brancas. Nem sei porque estou falando isso, mas aquele dia permanece tão claro na minha memória que é como se tivesse acontecido ontem]

De manhã perguntei a minha tia: “Qual é o nome daquela atriz de olho grande?”, e ela respondeu sem pestanejar: “Susan Sarandon”. Gravei a informação rapidamente. Na época eu não tinha acesso à internet como hoje, então toda revista ou jornal que eu encontrava com a foto dela, guardava (tenho essa mania até hoje).

Depois que aprendi que aquela mulher ruiva de olhos grandes se chamava Susan Sarandon, ia a locadora (sempre fui uma cliente assídua) e perguntava quais filmes eles tinham dela. Então, sempre fazia o seguinte: – locava A Família Addams, um filme com Susan Sarandon e um desenho. (Eu só parei de locar A Família Addams, depois que a minha mãe comprou a fita em VHS pra mim).

Sabe, vários filmes dela me emocionaram profundamente…

E por isso sempre procurei ler sobre eles, entende-los e contextualizá-los. Agora.. vou confessar uma coisa, somente há pouco tempo é que descobri que Thelma e Louise, além de ser um filme que tem um tom sugestivo de homossexualidade, é um dos símbolos contemporâneos do feminismo. Quer dizer, nunca parei para pensar sobre isso, sabe?

E a vastidão de personagens interpretados por ela e absorvidas pelo cenário cinematográfico só me levam a crer que também possuem sentidos sociais muito fortes, tipo Lado a Lado… O Óleo de Lorenzo!!!

Imagem

E como ela foi envelhecendo com graciosidade não? É fato que esse mérito não é só dela, basta espiar Helen Mirren, Diana Bracho, Meryl Streep, Sigourney Weaver e muitas outras. Mas Susan Sarandon mata a pau, com seus belos 66 aninhos, completados no dia 4 de Outubro.

Imagem

Eu não estou endeusando a Susan Sarandon, mas depois que vi muitos filmes dela e acompanhei toda a sua carreira comecei a admirá-la também pelo seu posicionamento político, por suas lutas sociais. Inclusive acho que foi isso mesmo que a deixou por muito tempo afastada de bons e grandes personagens. O seu ativismo assusta, porque Susan não é só admirada por sua beleza, mas também pelo seu cérebro, sua inteligência …

As Santas de Chamaillard

Imagem

Vagando pela internet me deparei com o seguinte nome: Soasig Chamaillard.  Simplesmente adorei o trabalho da artista francesa que provocou o desconforto em muitos católicos. A partir da criação de uma série de imagens, ela brinca com ícones da cultura pop.  Chamaillard compra as imagens em feiras de velharias e realiza uma verdadeira transformação nas imagens, das quais batizou de “Aparições”. A proposta é provocar uma reflexão sobre a espiritualidade moderna.

ImagemImagem

“A Super Maria surgiu do interesse em confrontar dois ícones. Soasig explica que, se por um lado, consideramos que a Virgem Maria é uma representação do seu tempo, então, talvez a possamos encarar como uma “Super Mulher” dos tempos modernos: uma mulher extremamente atarefada, que trabalha e, simultaneamente, trata da sua família. A artista defende, ainda, que existe uma ligação muito interessante entre a banda desenhada e a religião: os super-heróis personificam o bem e o mal, e os seus super-poderes representam os milagres religiosos.” (fonte: http://obviousmag.org)

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

ImagemImagem

Retrato Falado Literário

A divertida idéia nasceu do artista Brian Joseph Davi, que através das descrições físicas de personagens clássicos da literatura organizou o “The Composistes”, um site: http://thecomposites.tumblr.com onde expões os “retratos falados” feitos com os mesmos aplicativos que policiais utilizam  para identificar criminosos.

Imagem

Emma Bovary, Madame Bovary, de Gustavo Flaubert

Imagem

Daisy Buchanan, O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Imagem

Humbert Humbert, Lolita , de Vladimir Nabokov

Imagem

Kevin, Precisamos falar sobre Kevin, de Lionel Shiver

Imagem

Sam Spade, O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett

Imagem

Tom Ripley, O Talentoso Ripley, Patricia Highsmith

Ricky: decepção ambulante

Imagem

Domingo passado fiquei animada ao ver o anúncio da exibição do filme francês Ricky na TV a cabo. “Se é François Ozon não pode ser ruim”, pensei. Ok, não que o filme seja ruim, a única palavra que consegui encontrar para classifica-lo é: decepcionante. No Filmow (rede social de filmes) as pessoas que gostaram diziam que há um senso lírico no filme e uma experimentação narrativa – até pode ser, mas não consegui identificar nada disso.

A história é o seguinte: Katie (Alexandra Lamy) é uma mãe solteira que trabalha em uma fábrica. Conhece Paco e os dois começam a se relacionar. A presença de Paco na casa traz o perceptivo incômodo da filha de Katie (Lisa) que só com o tempo se acostuma em dividir a mãe. A vida da protagonista é cercada de muito trabalho e poucos acontecimentos até que se descobre grávida de Ricky.  O bebê, branquinho de bochechas rosadas e olhos azuis vai desenvolvendo asas. Isso, o bebê tem asas e voa ( é um anjo, uma ave?). Katie precisa lidar com tais dificuldades: de aceitar um filho diferente e tentar inseri-lo em uma sociedade completamente alucinada.

Tem tudo para dar certo, mas não dá. No anúncio dizia: “Uma mistura de estranheza com drama realista” (ótimo, só consegui ver estranheza).  Concordo que é ousado, mas a fábula que se cria no filme não se sustenta e o final: é de dar dó (e revolta: perdi meu tempo).

Imagem

RICKY
EUA – 2009 – 90 min. – 12 anos
Gênero Drama / antasia / suspense
Distribuição California
Direção François Ozon
Com Alexandra Lamy, Sergi López, Mélusine Mayance.

De volta aos anos 1990

Me estremeci agora ao ver no meu e-mail o Boletim do Palácio das Artes: Do dia 13 a 17de Outubro, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “De Volta aos anos 1990”, já gostei pelo nome. Serão exibidos filmes (longas), que por diversos motivos “foram negligenciados na filmografia dos seus diretores” (estou sendo fiel ao texto do site). – Delicia! David Lynch,  Robert Altman, Quentin Tarantino e Jim Jarmush, por exemplo, são nomes que passarão por lá. Uma pena eu não poder ir em todos os horários: até o Edward, Mãos de Tesoura vai ser exibido! – To entusiasmada, confira a programação:

Imagem

 

 13 SÁB

15h45 VOLTANDO AOS 1990 | O Jogador (The Player, 1992), de Robert Altman | (14 anos) | 124´

18h VOLTANDO AOS 1990 | De Olhos bem Fechados (Eyes Wide Shut,1999), de Stanley Kubrick | (18 anos) | 159´

20h45 VOLTANDO AOS 1990 | Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, de 1990), de Tim Burton | (Livre) | 105´

14 DOM

16h VOLTANDO AOS 1990 | A Estrada Perdida (Lost Highway,1997), de David Lynch | (12 anos) | 134´

18h30 VOLTANDO AOS 1990 | Maridos e Esposas (Husbands and Wives, 1992), de Woody Allen | (16 anos) | 108´

20h30 VOLTANDO AOS 1990 | Dead Man (1995), de Jim Jarmush | (16 anos) | 121´

Imagem

15 SEG

16h15 VOLTANDO AOS 1990 | Jackie Brown (1997), de Quentin Tarantino | (14 anos) | 154´

21h VOLTANDO  AOS 1990 | O Jogador (The Player, 1992), de Robert Altman | (14 anos) | 124´

16 TER

17h VOLTANDO AOS 1990 | Maridos e Esposas (Husbands and Wives, 1992), de Woody Allen | (16 anos) | 108´

19h VOLTANDO AOS 1990 | Dead Man (1995), de Jim Jarmush | (16 anos) | 121´

21h VOLTANDO AOS 1990 | A Estrada Perdida (Lost Highway,1997), de David Lynch | (12 anos) | 134´

Imagem

UM OLHAR LIVRE

 

Imagem

Como disse, o sábado passado foi maravilhoso, tive a oportunidade de visitar a exposição de obras de Antanas Sutkus no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia de Belo Horizonte. A exposição, que possui 120 imagens e conta com a curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, fica disponível até o dia 4 de novembro, com entrada gratuita. O artista nasceu na Lituânia em 1939 e fotografou a vida cotidiana da União Soviética dos anos 1950 a 1990. Seu principal foco eram as pessoas comuns e para registrar esses momentos, precisou fugir de muitas regras e se tornou uma testemunha de sensibilidade impar.

 

Imagem

 

“Reprovadas pela censura ideológica vigente, as imagens de não foram vistas por toda aquela sociedade, mas atraíram grande interesse e reconhecimento por onde chegaram, como o prêmio da Associação Internacional de Fotografia Artística em 1976” 

 

Imagem

 

Imagem

 

Imagem

Imagem

 

Imagem

 

Imagem

Translendário

Imagem

Um grupo teatral de travestis do Ceará, as “Travestidas”, revisitou obras clássicas, pinturas e discos e recriou versões interessantíssimas: repletas de cores, brilhos e plumas. Descobri a iniciativa no blog da Lola (http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br) em um post onde há um relato no mínimo intrigante de um transsexual (a historia de Raphael, que se transformou em Raziel e que antes era um: mascutroll, bacana demais!). Fui procurar na internet um pouco sobre a história das imagens e sobre o grupo. Na Folha, inclusive, informam que as Transvertidas causaram muita polêmica em Ceará: “Tudo começou com uma reclamação do deputado estadual Fernando Hugo (PSDB) em sessão da Assembléia nesta semana, para quem três imagens do calendário “desrespeitam, chacoalham e agridem o mundo cristão. É uma aberração.”

Confira as imagens, que são belíssimas:

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Versos Íntimos

( Augusto dos Anjos)

Imagem

 

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!