Domingo passado fiquei animada ao ver o anúncio da exibição do filme francês Ricky na TV a cabo. “Se é François Ozon não pode ser ruim”, pensei. Ok, não que o filme seja ruim, a única palavra que consegui encontrar para classifica-lo é: decepcionante. No Filmow (rede social de filmes) as pessoas que gostaram diziam que há um senso lírico no filme e uma experimentação narrativa – até pode ser, mas não consegui identificar nada disso.
A história é o seguinte: Katie (Alexandra Lamy) é uma mãe solteira que trabalha em uma fábrica. Conhece Paco e os dois começam a se relacionar. A presença de Paco na casa traz o perceptivo incômodo da filha de Katie (Lisa) que só com o tempo se acostuma em dividir a mãe. A vida da protagonista é cercada de muito trabalho e poucos acontecimentos até que se descobre grávida de Ricky. O bebê, branquinho de bochechas rosadas e olhos azuis vai desenvolvendo asas. Isso, o bebê tem asas e voa ( é um anjo, uma ave?). Katie precisa lidar com tais dificuldades: de aceitar um filho diferente e tentar inseri-lo em uma sociedade completamente alucinada.
Tem tudo para dar certo, mas não dá. No anúncio dizia: “Uma mistura de estranheza com drama realista” (ótimo, só consegui ver estranheza). Concordo que é ousado, mas a fábula que se cria no filme não se sustenta e o final: é de dar dó (e revolta: perdi meu tempo).
RICKY
EUA – 2009 – 90 min. – 12 anos
Gênero Drama / antasia / suspense
Distribuição California
Direção François Ozon
Com Alexandra Lamy, Sergi López, Mélusine Mayance.

