A vingança do bastardo

12678Me diverti muito com essa leitura, faz tempo que eu não encontrava um livro com esse tom de deboche e bizarrice. Tudo me fez gostar dele, a começar pelo currículo da autora, Eleonora V. Vorsy – a grande dama da literatura popular, escritora do Planeta Diário, uma velha sem vergonha, criadora da famosa personagem Prima Roshana – sempre sedenta por sexo.

Eleonora, na verdade, é o pseudônimo de Alexandre Machado (jornalista e roteirista, trabalhou em Os Normais, Os Aspones…). 

O livro traça a trajetória de Levi, um perfeito anti-herói. No primeiro capítulo ele está preso e acaba de receber a visita do tio, da tia e da linda prima Roshana que foram lá na cadeia só pra zombar dele. Daí nasce o desejo sangrento por vingança e suas consequências vão o levar para lugares inimagináveis.

Levi consegue sair da cadeia de uma maneira muito engraçada e inesperada, melhor ainda é como ele “sem querer” se vinga dos tios. Enquanto está no banheiro transando com a prima Roshana, sua paixão de adolescência, dois homens estão assassinando friamente (e brutalmente) os pais dela. Ao longo da trama, vão surgindo personagens que os fazem viajar (involuntariamente) ao redor do mundo e presenciar situações absurdas – em sua maioria das vezes, trágicas.

Dois personagens marcantes que aparecem já na metade da história são Bel, a sereia e Kowalsky, um homem apelidado de “Jeba” por possuir um pênis enorme. Resumindo, é muita loucura num livro só, morri de rir na parte em que Levi  e Roshana estão dentro de um avião e conhecem um ditador gay que consegue levar Levi para cama em troca de que ele permaneça vivo. Mais louco ainda são as seringas que eles carregam como arma e que usam para passar HIV para os inimigos.

Você viu a série sobre o Zé do Caixão?

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Matheus Nachtergaele é um ator maduro, respeitado e que chegou em um ponto em sua carreira em que não precisa provar nada para ninguém. Mas se precisasse, era só apresentar um dos capítulos da série Zé do Caixão para mostrar que sabe o que faz e que quando o faz, faz muito bem. A série foi transmitida no ano passado pelo canal Space e dividida em seis capítulos, cada um deles, retrata uma fase da vida de José Mojica e seus respectivos trabalhos. Eu terminei de assisti-la essa semana e fiquei encantada com a imersão que Nachtergaele fez no personagem e no quanto ele conseguiu ser convincente… o tom de voz, os erros gramaticais, os olhares. Tudo muito intenso!

ZeCaixãoZé do Caixão sempre me pareceu uma figura bizarra, mas ao mesmo tempo, tão amigável. Na minha casa, quando alguém deixava a unha ficar grande demais, ganhava esse apelido. Sempre que eu o via na televisão o encarava com estranheza…mas com identificação, entendia nele a personificação perfeita do terror brasileiro. Um símbolo mesmo. A série só veio para confirmar isso e me ensinar o que eu não sabia sobre a sua história, eu nem fazia ideia de que ele era um coveiro que buscava por uma mulher que pudesse gerar o seu herdeiro. Só pra constar, “À meia noite levarei sua alma”, filme de 1964,  foi o divisor de águas na carreira de Mojica, um marco no terror brasileiro. É a primeira aparição do Zé do Caixão e a gente pode ver como o personagem surgiu na vida de José, que tinha pesadelos com um homem que o puxava para uma cova.

A série é uma representação do quanto é difícil fazer cinema no Brasil e no quanto José Mojica foi forte e extremamente criativo para conseguir resistir produzindo por tanto tempo. O primeiro capítulo, por exemplo, conta como foi a realização do faroeste “A Sina do Aventureiro” e como Mojica – que hoje, aos 79 anos, prefere não ser confundido com o personagem que inventou – quase se transformava em dois para manter a Apollo funcionando, uma produtora, que também funcionava como escola de atores. [Ele era produtor, roteirista, diretor e professor!].

Muito legal a sua relação com os pais, o apoio que eles lhe davam e do ambiente em que cresceu e, especialmente por causa do pai, foi cercado por um mundo cinematográfico. Adorei a personagem da Nilse, que na verdade é a personificação de todas as mulheres que passaram na vida de José e o ajudaram nas produções e enfim, tiveram uma relação amorosa. E por falar em amor, a série mostra um lado super picante do Zé do Caixão, que, aparentemente, adorava fazer menções sexuais em seus filmes e que levou uma vida sexual muito intensa.

  • Eu procurei por seus filmes e vi que estão disponíveis no Youtube, vi uma sequência muito interessante em que ele mata um homem em uma banheira. Pretendo assistir os filmes completos e quem sabe, comentar sobre eles por aqui!

Ele é mais novo, e agora?

mais novo

Eu adoro ver os termos de pesquisa do La Amora, é uma ferramenta do WordPress que permite descobrir as palavras chaves usadas por alguns leitores para chegar até você. Desde que publiquei um texto citando alguns filmes que retratam relações amorosas entre homens jovens e mulheres mais velhas, tem aparecido uma série de pesquisas sobre o assunto, por exemplo: “Mulher 33 anos mais velha se apaixona por jovem”, “Me apaixonei por homem mais jovem”, “Ele é mais jovem” e por aí vai… Fiquei com o tema na cabeça, e mesmo não sendo entendedora de assuntos amorosos, adoraria mandar um recado para essas mulheres (ou homens) que se apaixonaram por alguém mais novo.

1 ) Não se culpe por ter acontecido com você: Em qualquer fase da vida estamos sujeitos a nos apaixonar e não existe nenhuma regra que diga que você não pode se relacionar com um homem  mais novo.É claro que ele não pode ser menor de idade, porque aí sim é crime. Mas fique tranquila, ninguém manda no próprio coração. A gente até tenta controlar os impulsos, os desejos, mas nem sempre é possível (ou necessário).

2) Descubra se ele também te quer: Eu sei,é fácil falar. Mas é possível perceber alguns sinais e, se você é uma mulher madura, provavelmente saberá identificá-los. Tente perceber se ele está na mesma “vibe” que a sua. Vai que ele só quer ficar e não pensa em ter nada mais sério, daí você se envolve e sai com o coração despedaçado. Se está pronta para viver uma aventura, vá em frente!

3) Não tenha vergonha de quem você é, não esconda seu corpo: Se ele deseja ficar com você, entenda que é do jeitinho que você se encontra. Se não fosse assim, ele procuraria por outra. Não se sinta pressionada por padrões impossíveis de beleza (ainda que isso seja tão difícil). Você não precisa parecer mais jovem, não precisa estar em dia com as músicas do momento, com os memes, com as séries – só se quiser. Seja autêntica, provavelmente foi isso que o conquistou.

4) Não invente problemas que não existem: Primeiro, você não é mãe dele. Não fique por aí dando lições, impondo regras. Não seja autoritária. Eu sei que provavelmente você está em outra fase da vida e já passou por situações difíceis que ele ainda não passou. Entendo a sua vontade de alertá-lo, mas vá com calma. Segundo: “Eu sei que não sou tão nova quanto as outras”, “Eu sei que não sou boa nisso” e etc… Sacou? Pare de apontar seus defeitos, ele te ama mulher e pronto!

5) Se prepare, as pessoas são preconceituosas SIM! Conheço uma mulher que começou a namorar um cara mais novo (uns 30 anos mais novo) e aquilo foi um bafafá. Tudo bem que moro em uma cidade super conservadora e pequena, mas foi de assustar. Todo mundo comentava, era só vê-los de mãos dadas que as pessoas começavam a falar. Foda! Passaram-se alguns meses e eles terminaram (e, não sei se foi por isso…). Quer dizer, pode ser que as pessoas não entendam o seu namoro, pode ser que sua mãe te critique, que sua amiga te questione, que os vizinhos falem. Seja firme e confiante, é a SUA vida.

No mais, espero que você seja feliz e tenha a força para viver o que deseja (e com quem deseja).

onde Amy e Nina se encontram…

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Glória Pires já dizia que o documentário sobre a vida da Amy Winehouse era “tocante, e triste… muito triste”. Sabe, eu até concordo com ela, quando terminei de assistir fiquei com uma sensação de tristeza. Não só por sua morte, mas também pela forma que levou a vida. O documentário foi lançado em 2015 e dirigido por Martin Curtis, curiosamente o mesmo que fez um filme sobre a vida do Ayrton Senna. “Amy” é repleto de registros curiosos, cheio de vídeos caseiros, fotografias antigas, gravações. Um verdadeiro presente para os fãs, um trabalho lindo e ao mesmo tempo, aterrorizante.

A sensação que o filme me deu foi a de que Amy era uma garota simples, que valorizava muito sua liberdade, que gostava de andar tranquila pelas ruas, de cantar sossegada nos bares e rodeada de amigos. Parece que a fama foi uma explosão em sua vida, como se tudo tivesse acontecido rápido demais. Como quando vem um carro na contramão e te atinge em cheio, e você sai muito ferido. O lance das drogas é realmente muito triste, mais triste ainda é que ela praticamente agonizava em praça pública e a imprensa adorava. Lembro muito bem de uma foto em que Amy tinha acabado de brigar com namorado e aparecia com o rosto todo ferido, com o sapato rasgado e com o nariz com pó… quantas reproduções aquela imagem deve ter tido?

A figura Amy me passa a impressão de ter a mesma força (e ao mesmo tempo, a mesma fraqueza) da Nina Simone, que por sinal, só fui conhecer a história também através de um documentário, produzido pela Netflix. Eu vivia escutando suas músicas no meu carro, mas nada sabia sobre seus contextos. A vida da Nina Simone ficou na minha cabeça por muito tempo, principalmente por causa dos relatos de abuso que sofria do marido. Fiquei assombrada quando ela disse que ele a amarrou, espancou e a estuprou… E convenhamos, a Amy também viveu um relacionamento abusivo e, fora o namorado, vivia à sombra do pai (explorador).

Nina e Amy também se esbarram na preocupação que tinham com a qualidade de suas músicas. Eram humildes. Reconheciam que tinham talento, que cantavam bem, mas achavam que não era suficiente. Eram intensas, e isso ninguém pode negar. Eram mulheres incríveis, atormentadas por demônios interiores. Amy era depressiva, tinha distúrbios alimentares e sérios problemas de auto-estima. Nina era bipolar, agressiva.

Diferente da Amy, Nina me parecia querer provar algo para alguém. Talvez (e provavelmente por ter crescido em um ambiente de forte segregação). Para ela parecia importante mostrar que tinha dinheiro, que cantava nos melhores lugares, que tinha uma casa bonita… mesmo com tanta tristeza dentro do seu lar. Depois de ler e procurar sobre ela, algo aconteceu comigo. Ouvir a voz da Nina me dói.

 

Sammy Slabbinck e suas colagens

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Eu conheci o trabalho do Sammy Slanbbinck por acaso, estava fazendo uma pesquisa por colagens e acabei caindo no seu site oficial. Slanbbinck é um artista belga nascido em 1977, apaixonado pelo surrealismo e pela fotografia vintage. Ele inciou seus trabalhos em 2009 depois de fazer combinações com imagens que encontrava nas revistas Paris Match. Ultimamente tem se dedicado à animações, algumas delas disponíveis em seu site e no Vine…

Samy

Adobe Photoshop PDF

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A lei do desejo

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Escrever sobre um filme de Almodóvar é difícil, seus longas possuem tantas metáforas e possibilidades de interpretações que eu tenho certeza em afirmar que esse texto não faz jus à obra nem autor.  Mesmo assim eu vou escrever um pouco, é de madrugada e eu não tenho um pingo de sono. Hoje (re)assisti “A lei do desejo”, um filme intenso, cheio de cores e sentidos, que me pareceu muito diferente de quando o vi, anos atrás. É claro que no filme nada mudou. Quem mudou fui eu e isso me soa inquietante.

“A Lei do Desejo” foi lançado em 1987, foi o primeiro longa em que Almodóvar se aventurou a retratar tão abertamente a sexualidade, sendo considerado em vários países como um filme erótico. Na trama, Eusébio Poncela vive Pablo Quintero um diretor cinematográfico que sofre por ser abandonado por seu amante, Juan. Os dois mantém uma bela amizade e se comunicam por cartas. Pablo resolve convidar a sua irmã transexual Tina (interpretada por Carmen Maura) para interpretar seu novo filme. Junto a ela vive uma menininha adotava que nutre uma paixão platônica por Pablo. O filme faz um enorme sucesso e na festa de lançamento Pablo conhece Antônio (interpretado por Antônio Banderas) e se envolve sexualmente com ele – depois, amorosamente também. O que ele não esperava é que Antônio desenvolvesse por ele um amor louco, obsessivo.

Almodóvar disse em uma entrevista que as lembranças desse filme o remetem à uma época de liberdade, aos anos 80 em que a juventude era contestadora e realmente acreditava na revolução sexual. E, e fato, o filme dá essa sensação, de que nada é proibido. Nem mesmo rezar sem calça e fumando cigarro.

Das Gesetz der Begierde

O trabalho de metalinguagem é incrível. Pablo só pode ser um alter ego do próprio Almodóvar e convenhamos, um filme falando de outro filme e um diretor contando a história de outro diretor é um jogo narrativo de deixar qualquer um louco! Fora que em certo momento da trama, Pablo começa a escrever uma história e esse personagem se confunde com Tina, são praticamente a mesma pessoa, passaram pelo mesmo na vida…

O lubrificante:  Vi em algum lugar uma interpretação muito bonita sobre a primeira transa entre Pablo e Antônio. Perdoem por não citar a fonte, mas é porque não salvei. Na cena, Antônio conta para Pablo que nunca transou com nenhum homem. Diante da dificuldade, Pablo apaga a luz e pega um lubrificante. A cena gerou piadinhas, descontentamento e deixou muita gente inquieta nas salas de cinema. Muitos interpretaram como um detalhe desnecessário, viram a cena como puro erotismo. A opção por mostrar esse ato tão íntimo enfatiza o momento em que Antônio cria um elo de amor e confiança com Pablo, ele simplesmente permite que Pablo domine seu corpo e se entrega, apesar da estranheza e da dor.

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 A transexualidade de Tina: Em uma entrevista Carmen Maura disse que se preparou muito para interpretar Tina, que achava que esse era o personagem de sua vida e que fez um mergulho intenso para se contextualizar. Perceber os pequenos detalhes ajudam a entender a grandiosidade dessa atriz (e juro que não tô falando isso não só porque a amo). Por exemplo, é muito interessante todo o seu esforço em engrossar a voz (que é bem fina) ou a sua postura corporal, tocando sempre os seios – como se quisesse mostra-los como troféu de sua feminilidade. Esse é uma das características que mais me faz amar esse filme, Almodóvar trata a transexualidade com respeito e naturalidade.

No filme há um jogo de cena muito valioso. Como sabemos, Tina é interpretada por uma mulher. Ela adota a garotinha e passa a trata-la como se fosse sua mãe. Há um momento em que a mãe biológica da menina aparece no filme, e ela é interpretada por uma transexual.

Toda a discussão sobre sexualidade e gênero é muito forte quando esbarra em Tina. Não importa quem ela foi, importa o que ela é e como se sente – e a sua necessidade de se reinventar. O fato é que quando vem à tona, a história de Tina realmente surpreende (Almodóvar mais uma vez toca na ferida). Na cena em que ela entra na igreja descobrimos que foi abusada por um padre pedófilo. Depois, quando seu irmão perde a memória, ela conta da relação incestuosa que teve com o pai (que se apaixonou perdidamente por ele e que fugiu para viverem juntos).

Em suma é um filme que me parece falar não só de desejo, mas principalmente de abandono. Não só do desejo da Tina de ser entendida como mulher, ou o desejo do Pablo de ter um pouco de tranquilidade, ou da menina de ser amada. Em algum momento da vida, todos esses personagens sofreram um tipo de abandono que os marcou profundamente. Talvez por isso tão forte e recorrente o “Ne me quitte pas”, que surge de maneira recorrente na trilha sonora do filme. Pablo foi abandonado por seu amante, a garotinha por sua mãe e Tina pelo pai.

Florence Jenkins – você PRECISA conhecer a história dessa mulher!

Ela foi considerada a pior cantora de ópera do mundo… 

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A história de Florence é inusitada, um tanto quanto triste também… Sua trajetória ficou tão famosa que se tornou tema para inúmeras peças teatrais ao redor do mundo (inclusive no Brasil quando sua vida foi encenada por Marília Pêra em Gloriosa). Florence era uma mulher riquíssima, filha de um banqueiro. Queria ser cantora e não desistiu do seu sonho, o problema é que não cantava nada. Quer dizer, cantava muito, mas muito mal.

O pior foi o que aconteceu depois, na sua velhice. Quando ela jovem seu pai percebeu a sua falta de talento e a proibiu de cantar. Ela só foi realizar o sonho aos 44 anos, depois que ele faleceu. Mas Florence, quando se apresentava, era motivo de piada para o público… a tratavam quase como um palhaço de circo. Era ela aparecer no palco, abrir a boca para cantar e começavam os deboches. Chegaram a dizer, inclusive, que sua voz parecia com a de uma galinha. Quando se apresentava o teatro ficava lotado, pagavam caríssimo para vê-la e para rir dela. Foi apelidada como a “Diva do Grito”.

medium_florencephoto1E ela não cantava qualquer música, cantava ópera; considerava-se uma soprano coloratura. Em 1934 formou dupla com o pianista Cosmé Mcmoon e com ele trabalhou até o fim da vida. Gravou dois discos (disponíveis no Youtube!) e os amigos tentaram impedi-la de ouvi-los porque achavam que ela se daria conta do quanto cantava mal. Aí é que está, ela não se dava conta. Muito se discute se ela sofria ou percebia os deboches… ao que tudo indica, ela não ligava. Ninguém a viu reclamar de nada, ela realmente acreditava que cantava bem e ninguém lhe tirava essa certeza.

Marcante foi a sua roupa de anjo. Em uma das trocas de figurino ela aparecia com asas enormes e um vestido longo… dizem que quando a viu com a roupa, a atriz Tallulah Bankhead riu e debochou tanto que foi retirada do teatro.  Aos 76 anos Florence foi convidada para se apresentar no Carnegie Hall, para um público absurdamente maior do que estava acostumada e numa das casas de espetáculos mais famosas dos EUA. Os ingressos se esgotaram em poucas horas.

Um mês depois ela faleceu, alguns dizem que de depressão. Dizem que, no fim da vida, ela finalmente entendeu que cantavam mal e que era motivo de piada. P.S: Como herdou o dinheiro do pai, Florence fazia questão de doar toda a arrecadação da a bilheteria dos seus shows para a caridade.