
Uma curiosidade meio mórbida me fez assistir a transmissão do Oscar pela Rede Globo, foram surgindo vários memes da Glória Pires na internet e eu fui ficando absurdamente louca para saber do que se tratava. Acontece que Glória simplesmente não sabia o que fazer ali, não conhecia o nome dos diretores, dos atores, e não tinha feito o para casa; o essencial: assistir os filmes. “Bacana”, “Merecido” e até um “Médio” ela foi capaz de soltar. Engraçado foi, mas vergonhoso também. O que me levou a pensar no que passou na cabeça dessa atriz, tão querida, que aceitou se expor desse jeito. Ou ela acreditou que ser comentarista de um evento desse porte se dá apenas em dizer o que achou, sem emitir nenhum conhecimento técnico? Por outro lado, Maria Beltrão e Arthur Xexeo, rápidos nas observações, carregavam livros e cadernos de anotações que os direcionavam e ajudavam a assimilar as indicações e categorias. Beltrão tentava tirar alguma coisa de Glória Pires, que fazia um olhar evasivo (do tipo que não faz ideia do que a pergunta se trata) e logo, uma bola fora. “Glória, qual será o melhor filme¿” “Eu não sou boa em previsões, mas acho que Trumbo”. Trumbo não foi indicado…A confusão de Glória me confundia, porque eu também estava por fora dos filmes e imagino que muitos espectadores também, quer dizer, ela deixou o desinformado ainda mais confuso. Foi estranho, muito estranho..


Ícone do feminismo brasileiro, Bertha Maria Julia Lutz (1894 – 1976) é considerada a percursora do movimento no Brasil e a maior líder na luta pelo direito ao voto das mulheres. Em 1919 criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, posteriormente transformada na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Após a Revolução Constitucionalista, Bertha foi nomeada (juntamente com Nathércia da Cunha Silveira) por Getúlio Vargas para auxiliar na criação da nova constituição brasileira.
Fala-se muito mal do Paulo Coelho aqui no Brasil, no exterior ele é um sucesso. Já conversei com pessoas que apontavam defeitos no autor, sem nem mesmo ter lido um de seus livros. Há muitos anos eu li “O Monte Cinco”, na época achei a história linda, mas hoje não me lembro quase nada. Num sebo aqui de São Paulo, vi um de seus livros em promoção. Comprei por curiosidade e porque estava bem baratinho. Li “O demônio e a Srta Prym” em menos de uma semana. A premissa é bem boa, mas a narrativa é fraca. Foi como se estivesse lendo um conto infantil com lições de moral. E não que isso seja de todo ruim, apenas não é lá uma narrativa densa e complexa, mas em certo ponto, até cativante.





