Ele está de volta

“Ele está de volta”, livro do escritor e jornalista alemão Timur Vermes, é a típica história que promete, mas não cumpre. Quando alguém lhe disser “Não julgue o livro pela capa” leve em consideração e não faça como eu, que o levei para casa com certo deslumbramento e acabei me decepcionando. Me decepcionei tanto que nem ia escrever uma resenha, até que encontrei alguns textos na internet dizendo que a narrativa é “hilária” e de “morrer de rir” – me senti enganada.

Ele está de volta

De fato, o argumento que norteia a narrativa é genial: Hitler acorda em 2011, como se nada tivesse lhe ocorrido. De repente, as pessoas começam a encará-lo como um comediante (já que, quem iria imitá-lo tão bem assim?) e logo depois, vira um sucesso estrondoso no YouTube, conquistando legiões de admiradores.

O fato de Hitler se adaptar tão rapidamente ao mundo real (usando celulares, computadores e não se assustando com automóveis tão avançados) me incomodou bastante. Além disso, acho que Timur Vermes pouco aproveita a potencialidade do personagens e não há clímax, não ação, não há surpresa! Apenas uma recorrência de discursos enfadonhos.

Ainda que decepcionante, o livro traz uma crítica ao mundo midiático, calcada na propagação de informações erradas, na ausência do cuidado com a apuração e também ao “star system”. Como jornalista, me identifiquei com alguns trechos…

Ele está de volta Timur

Helena Rojo, 70 anos!

Helena RojoHelena Rojo completou 70 anos moçada! Isso mesmo, não foram 70 dias, nem horas ou meses… Helena Rojo completou 70 lindos anos, graciosamente. Quem acompanha o La Amora sabe que eu sou perdidamente apaixonada por ela e que sempre que posso, acompanho seus trabalhos e comento seus filmes.

Eu fiquei pensando sobre o que poderia escrever e finalmente, tomei coragem para fazer um vídeo! (É, eu sei…). Mas, deu tudo errado, a começar pela bateria, depois pela memória da câmera e depois pela dificuldade de passar para o computador. Na correria, desisti de terminar, droga! (Mas é porque também não deu tempo, até tudo se resolver, já estava eu, agarrada com as coisas do jornal em que trabalho).

 Não consegui falar tudo o que queria e olha que falei demais. Só para completar, queria acabar de enumerar os dois momentos da novela “O Privilégio de Amar” que me marcaram: O primeiro, como contei, foi o momento em que a Luciana encontra o Andres com outra mulher na banheira. O segundo (e eu lembro como se fosse ontem!) foi a cena em que a Luciana leva uma facada da Tamara. Naquela cena, meu mundo caiu e eu fiquei extasiada, com o coração na mão! E o terceiro foi a cena final da novela, quando todos os atores se juntam na mansão da Luciana, dão as mãos e agradecem o publico. Aquela música maravilhosa ao fundo e aquele aspecto teatral, me fez arrepiar. Lembrando, eu tinha 7 anos e me recordo de tudo, como se fosse ontem.  Sobre o autógrafo, vou colocar uma foto para vocês verem que não é mentira, guardo com muito carinho.

Ta aí, o autógrafo... dei uma leve escondida no meu rosto... percebe-se
Ta aí, o autógrafo… dei uma leve escondida no meu rosto, porque né…

Eu estive pensando sobre a cena em que a Luciana leva uma facada da Tamara e me dei conta de que ela é tecnicamente muito bem bolada. Vocês repararam que a Luciana está de branco né? Pois é, o branco não só causa um forte contraste com o vermelho (do sangue), como também reforça a aura positiva da personagem, quer dizer, naquele momento, a Luciana está se redimindo de todas as maldades que cometeu contra a Cristina. E reparem no movimento da câmera, em sua instabilidade – chamando atenção para a loucura da Tamara. Gente, eles filmaram em contra-plongeé! Cena belíssima:

The Calling

The CallingAcompanho a carreira da Susan Sarandon há muito tempo e já estava sentindo saudade de um filme que valesse a pena ser visto. Cheguei a comentar isso no La Amora, sobre o fato da Susan ter sumido dos holofotes e de ter feito filmes ruins e medianos nos últimos anos. “The Calling” está longe de ser um grande suspense, mas Sarandon está na sua melhor forma e traz uma interpretação densa e emocionante – ao vê-la, me lembrei dos seus antigos sucessos, em que aqueles olhos enormes se enchiam de lágrimas e deixavam minha garganta com gosto de choro.

O filme conta a história da detetive Hazel (Sarandon) que comanda a delegacia de uma pequena e calma cidade americana. Hazel tem um histórico de alcoolismo e de insucessos na carreira que colocam a sua credibilidade a prova. De repente, a delegada se vê diante de diversos casos de assassinatos brutais, do qual acredita terem sido feitos por uma mesma pessoa, ou seja, por um serial killer. Como seus superiores não acreditam na sua história, Hazel decide investigar o caso com a ajuda de um policial iniciante, Ray Green (interpretado por Gil Bellows). O filme também conta com a presença ilustre de Ellen Busrtyn, que interpreta uma juíza aposentada, mãe de Hazel.

the_callingNão há nenhuma grande novidade no roteiro e até me arrisco a dizer que o filme perpassa por muitos clichês e pouca ação. O assassino, que é revelado no início da trama é movido por uma missão apocalíptica e para Hazel é mais do que é mistério, é um desafio para que ela prove que ainda é capaz de ser uma boa delegada. O interessante é que todas as vitimas morrem com a boca aberta e na junção das fotos criminais, mandam uma mensagem. Como eu disse, o filme não é grandioso, mas é bom ver Sarandon em sua melhor forma, extremamente dramática e encabeçando o elenco – mais do que isso, protagonizando um filme.

 

As Diabólicas

Pela primeira vez, escrevo sobre um filme aqui no La Amora do qual não li nenhuma análise, artigo ou sinopse. Sobre “As diabólicas” a única coisa que sei é que foi dirigido por Henri Clouzot, que foi gravado na década de 1950 e que foi um dos precursores do estilo de suspense e terror, que se popularizou posteriormente através de Alfred Hitchcock. [A verdade é que eu queria fazer um texto mais limpo, fugir de qualquer influência, falar só sobre o que eu senti ao assisti-lo, entende?]Les-DiaboliquesPois bem, eu não tinha conhecimento sobre “As diabólicas” até que a Jéssica (do Indiscreet Talkin) disse que esse é um de seus filmes favoritos. Vi, revi e fiquei com uma sensação muito forte: a de que todas as mulheres que viveram na década de 30, 40 e 50 foram bonitas. Aliás, a de que até as feias eram bonitas. Soa como exagero, e eu sei que é, mas existia uma elegância, uma classe (ou seja lá o que for), que não existe mais. Feliz das que nasceram naquela época. Reparem em Simone Signoret (com aquele cigarro sexy no canto da boca), que linda!

“As diabólicas” conta a história de duas professoras que se unem para assassinar o pérfido e sádico diretor da escola. O caso não poderia ficar mais sombrio se uma não fosse sua esposa, Christina (Vera Clouzot) e a outra, a sua amante, Nicole (Simone Signoret). Depois do crime, as duas resolvem jogar o cadáver na piscina da escola e se surpreendem quando funcionários decidem limpá-la: o corpo desapareceu!

As diabólicasDesde o início, algo me pareceu bem claro e no fim do filme, pude comprovar que estava certa. Acho que o diretor deu diversas pistas sobre a trama e sobre os personagens, uma delas são as roupas. Christina, com aquelas tranças e com vestidos bem comportados, nada se parecia com Nicole, muito mais sensual, corajosa e traiçoeira. Enquanto Christina mantinha o ar de “garota bem comportada”, Nicole sustentava uma postura de “bad girl”. Aliás, não acho que a personalidade de cada uma seja um mero aspecto, querendo ou não, Christina é a esposa, quero dizer… como esposa, ela tem um lugar “superior” a amante.

Logo quando Nicole aparece em cena, com um dos olhos roxos por ter apanhado do amante, eu senti que o filme era muito mais denso do que qualquer outro que já assisti dessa época. Não só pela violência física, mas pela evidente relação sexual entre os três personagens principais. O filme tem um lado bem “pervertido” que, provavelmente, não deve ter sido bem recebido pela crítica. Essa coisa de censura, de deixar o dito pelo não dito, me encanta nesses filmes – é como um quebra-cabeça a ser decifrado.

Senti um desconforto imenso em três cenas: A primeira foi quando o diretor obrigou Christina a engolir a comida e dar exemplo aos alunos. A segunda foi a cena do caixote, quando elas tentam sair com o corpo e levá-lo até escola e a última, a mais surpreendente: foi a cena das lentes! Essas cenas geniais me deixaram muito angustiada.

tumblr_lks8fcGKU11qciafbo1_r1_500 Quando elas estão na casa da Nicole, prontas para matar o diretor, eu senti que o aspecto “sufocante” tinha aumentado. Talvez, porque elas saíram da escola e se deslocaram para um espaço bem menor e mais apertado. Finalmente, quando colocam o morto dentro da banheira e o cobrem com um plástico tudo parecia ter ficado mais tranquilo: até que aquelas gotas não paravam de cair, fazendo um barulho extremamente incômodo: como se as lembrasse, “Enquanto vocês estão aí, deitadas, tem um corpo na banheira”. – Essa cena me deu calafrios.

Fiquei deslumbrada com a sequência em que Christina corre pelo corredor, gostei tanto que voltei para assistir de novo. A câmera, dando zoom em seus pés, que se enrolavam na camisolas – e a luz das janelas… Muitoooo show! Me lembrou de um filme com a Joan Crawford, onde ela tem um pesadelo e sonha que esta fugindo…. E, a Vera Clouzot também é uma mulher linda – brasileira, aliás. Li, não sei aonde que, assim como a personagem, sofria de problemas no coração e faleceu em decorrência a esses problemas (mas, não me lembro quais).

tumblr_lz3skypw3x1qcay1ao1_500P.S: As Diabólicas também me remeteu a um outro filme, ” A cerimônia”, com Isabelle Huppert e Sandrine Bonnaire… nele as duas também planejam um crime e há um clima meio homoerótico …

Um bonde chamado desejo – 1995

Desde que vi “Uma Rua chamada pecado” fiquei marcada pela história. Desliguei o DVD com uma série de pensamentos rondando a minha cabeça e com uma vontade enorme de assistir a peça. Na época, não sabia quem era Tennessee Williams e pouco gostava da Vivien Leigh (por uma bobeira: a relacionava com a imagem da Scarlett O’Hara e ficava antipatizada, porque não me agradava o personagem).

Também nunca tinha assistido a um filme sequer com o Marlon Brando e não fazia ideia sobre aquele lado magnético dele. Agradeço ao homem da loja que, no dia em que comprei o DVD me disse: “Não se pode dizer que gosta de cinema, sem ter assistido uma produção como essa”. Eu realmente não poderia deixar de vê-lo – aliás, foi com ele que aprendi que o cinema e o teatro possuem ligações fortíssimas. umbondechamadodesejo_09Existem algumas produções que falam por entrelinhas, que contam histórias escondidas atrás dos pequenos detalhes. “Uma rua chamada pecado” (e aqui, me refiro a versão de 1951) é exatamente uma delas, que teve diversas cenas e diálogos cortados – como aquela excepcional do clímax, onde Stanley estupra a cunhada.  A mudança do título é por sinal muito interessante, já que “Um bonde chamado desejo” guarda diversos sentidos. E, convenhamos: Desejo e Pecado são duas coisas bem diferentes, ainda que relacionadas.

Não poderia entrar no méritone_93409 de análise porque sei que existem diversos textos na rede que são muito mais informativos e completos. Mas é que, finalmente, assisti a versão de 1995, estrelada por Jessica Lange, Allec Baldwin, Diane Lane e John Goodman e aquela mesma sensação que tive há alguns anos atrás, quando vi a versão de Elia Kazan, voltou.

Apesar do meu amor pela Jessica Lange, não existe nenhuma Blanche Dubois que se iguale a da Vivien (pelo menos pra mim, é claro). E digo isso, porque logo quando comecei a ver a segunda versão, fiquei impaciente ao ver Lange interpretando a Blanche. É realmente difícil se desvencilhar de uma imagem já construída e mais difícil ainda quando ela é bem feita. Lange aparece tímida, talvez até um pouco exagerada e aos poucos, vai pegando tom da personagem (do qual, já viveu nos palcos) até que nos consegue convencer e nos deixar tocar.

Eu digo isso porque também não queria deixar o meu braço torcer por Allec Baldwin e quando ele aparecia em tela o olhava com desdém, até que quando me dei conta, estava vidrada na tela, como se nunca tivesse ouvido falar daquela história. No fim das contas, eu acho que sempre vai ser um desafio fazer uma releitura de um clássico e não esbarrar em suas “perfeições” e a segunda versão  de Um bonde chamado desejo (que chegou a ganhar um Globo de Ouro, mas que posteriormente caiu no esquecimento, passa por esse caminho).

“Eu não quero realismo. Eu quero magia! Sim, sim, Magia!”
Vivien-Leigh-as-Blanche-DuBois-Vogue-15Aug13-VandA_b_1440x960Annex-Brando-Marlon-A-Streetcar-Named-Desire_03Sobre a segunda versão, gostei especialmente do ambiente, todo feito em cenário montado, interno. É visível a mudança das luzes, mas a artificialidade não incomoda. E, mais do que isso, pude perceber algumas coisas que passaram batido no primeiro filme e agora, tenho uma visão “diferente” sobre a história.

A começar por um simples detalhe, que muda muitas coisas: a tensão sexual entre Stanley e Blanche é muito mais forte e  nesse filme, Blanche retribui os olhares. Em certo momento do filme, por exemplo, Blanche e Stella voltam de um show. Stella vai tomar banho e Blache tira a roupa e com uma “camisola”, passeia em frente a cortina, se exibindo para os homens que jogam cartas na mesa da sala. Staley sai da mesa, vai até Blanche e fica a encarando (com um olhar de desejo mesmo) e Blache corresponde! E essa tensão dura por muito tempo, até que Stanley cai em sí e volta para sala. Ok, eu posso ter sido a única, mas até então, eu achava que a Blanche não tinha esse interesse sexual por Stanley. 

Na segunda versão, eles ficam molhados de suor o tempo inteiro. Digo, todos os personagens sempre  aparecem com as roupas suadas e aquele cenário, fica parecendo mais sujo, deixando a situação mais tensa. Quero dizer, a sensação de calor, reforça o desconforto. Diane Lane está incrivelmente doce e com ela,  eu não consegui ver o lado “mulher de malandro” que Kim Hunter dá a Stella – afinal, ela apanha, sofre com Stanley, mas sempre volta pra ele.

Peruas, Sapatilhas e Paetês (na TV, aos domingos)

Durante anos evitei assistir televisão no fim de semana, porque a programação além de repetitiva, simplesmente não me agradava. Finalmente, depois de muito tempo, encontrei três programas dominicais que conseguiram prender a minha atenção e mais do que isso, me divertir muito. Eu, que praticamente não ligava a TV aos domingos, agora, tento não perder nenhum dos capítulos.

The Real Housewives of New Jersey - Season 5

Apesar da terrível dublagem, “The Real Housewives of New Jersey” é um dos meus realities shows favoritos. Quem já assistiu “Mulheres Ricas” tem noção do que se trata, só que aqui, as mulheres são muito mais cruéis umas com as outras e não economizam na hora de brigar. Além disso, elas se conhecem há um longo tempo, são amigas e/ou primas e irmãs. Ou seja, é uma sucessão de “baixarias” em família e em frente às câmeras.

O programa é exibido pela Fox Life e o “elenco” original é composto por Caroline Manzo, Jacqueline Laurita, Teresa Giudice, Dina Manzo, Kathy Wakile e Danielle Staub – e seus respectivos maridos e filhos. Teresa Giudice, em especial, é praticamente uma “Val Marchiori” ao quadrado, não é atoa que tenha ganhado tanta popularidade.

tumblr_mlu38zQeXM1qjua7ro1_400Nos últimos episódios que vi, Giudice estava envolvida em uma série de processos e ela e seu marido enfrentavam o drama de ir ou não para a cadeia. Ela tinha brigado com TODAS as outras participantes e não se sentia nem um pouco culpada por isso. Os episódios são recheados de drama e de exibicionismo: uma mansão maior e mais bonita do que a outra. Incrível.

“Dance moms” não poderia ter um título mais perfeito do que esse. Trata-se de um grupo de garotas, dançarinas, que semanalmente são cadastradas em competições de dança. As meninas são treinadas por Abby Lee Miller e acompanhadas de perto por suas mães corujas, que fazem de tudo para mantê-las no topo.

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Inicialmente, tive certa estranheza com o programa, porque Abby é uma mulher terrível. Aliás, ainda fico incomodada com o tratamento que ela dá para as crianças e com a passividade das mães em relação à austeridade da treinadora. Em um episódio, por exemplo, uma das participantes se acidentou e machucou o pé e Abby repetia, incessantemente, que a garota estava fazendo “cena”. Ou quando ela deu um tratamento diferenciado para uma menina depois que recebeu, de sua mãe, uma série de presentes.

abbyAos poucos, a gente se acostuma com esse lado “bitch” de Abby e entende que, atrás das cortinas, ela até que pode ser um pouco carinhosa com as meninas. O mais engraçado são os “chiliques” das mães, que também protagonizam a série e volta e meia brigam entre sí. Além das brigas de ego, existem as disputas entre estúdios de dança e times, que apimentam os capítulos e os deixa ainda mais interessantes…

A primeira vez que a vi na televisão, achei  que era uma drag queen. Kim Gravel, na verdade, está quase lá – maquiagens fortes, roupas espalhafatosas, caras e bocas passarela e muita purpurina. Kim é a apresentadora de “Kim of Queens”, onde  atua como “olheiro” e encontra meninas bonitas do interior e as treina para concursos de beleza.KimofQueens

Muito diferente de Abby, Kim é uma mulher extremamente simpática, engraçada, compreensiva e carinhosa com as meninas e se preocupa não só com o que será feito nas passarelas, mas também com o bem estar e com a auto-estima das garotas. Durante a década de 90, Kim foi eleita a Miss Georgia e desde então, se especializou em concursos e junto a mãe e a irmã, montou um negócio.

tumblr_inline_n7dy0cuewt1qb1zd0As meninas que são treinadas por Kim me lembram um pouco a “Honey Boo Boo”, que tem aquele sotaque forte e pouca preocupação em relação às boas maneiras. Em cada episódio, Kim encontra uma garota nova e a treina para um concurso…Ela incentiva a menina a dançar, cantar ou fazer qualquer tipo de apresentação de “talento” que possa agradar os jurados e garantir uma coroa.