É a minha vez de dizer não…

Estou começando a acreditar naquela frase que anda tão comum e sendo compartilhada tantas vezes pelo facebook e twitter. Na mensagem o autor diz que é preciso parar de se apegar e correr atrás, porque as pessoas gostam do que não tem. Pois é, eu ando mesmo achando que essa dica mágica funciona. Parece que o apego constante, a preocupação latente nos torna cada vez mais dependente de algo ou alguém que no fim das contas, não nos pertence. É claro que o desapego (principalmente quando gostamos pra caramba, estamos apaixonados e muitas vezes exigimos do outro o que ele não pode dar) não é um processo fácil, parece até desperdício dos nossos sentimentos. Você se apruma toda, fica horas arrumado uma roupa bacana e quando encontra com ele no corredor, não recebe nem um olhar. Ou então, passa a noite ligando para saber se aquela dor no pescoço dela melhorou e depois descobre que ela não atendeu a sua chamada porque preferiu (simplesmente), não atender.

Aí você percebe que está se anulando, que aquela situação vai ficando dolorida e desgastante demais. Você percebe que aquele lugar no seu coração, que você reservou faz tempo não será preenchido e que a relação se tornou uma via de mão única (só você cede, só você se preocupa). Você sempre escuta a sua amiga reclamar dos problemas com o marido, com o filho e quando a encontra para falar dos seus problemas (que também são muitos) recebe dela: “desculpe querida, estou com pressa!”. Talvez um amadurecimento seja necessário, chega um momento que ser gentil demais não está ajudando muito.

A personagem de Carmen Maura, Pepa, em “Mulheres a beira de um ataque de nervos” (filme de Almodóvar) é um exemplo gostoso de que essa procura constante da resposta específica que esperamos é inevitavelmente cansativa. Pepa se descobre grávida de Ivan e tenta ter dele as justificativas por tê-la abandonado. Mas ela vai se cansando, vai vendo que não precisa mais dele nem daquela situação melancólica toda. Ela percebe que é a sua vez de dizer: não, que ficar de braços abertos o todo o tempo, já não dá mais. Na verdade (se é que há alguma verdade neste contexto), você percebe que mudanças são necessárias e que elas não podem ser feitas ou tomadas por outra pessoa do que por você mesmo. 

 

A atriz Carmen Maura como Pepa em “Mulheres a beira de um ataque de nervos”

Molho de alho

Ingredientes:

1 pote de 500g de maionese

1 cx de creme de leite

1 dente de alho

1 molho de salsinha picada (lave, escorra a água e deixe secar)

Sal a gosto

Preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem, coloque em uma vasilha com tampa. Conserve na geladeira. Use para acompanhar saladas, carne e pães.

CAPADOCIA

A série de alto padrão da HBO Latino-americana surpreende pela delicadeza em que as  situações são representadas.

Personagens riquíssimos se interagem em um cenário obscuro de historias pessoais ainda mais chocantes. São mulheres que (fatalmente ou não) tiveram a vida drasticamente transformada após serem presas em Capadócia, um presídio mexicano, cuja diretora Teresa Lagos, tenta sensivelmente defender os direitos das reclusas e torna-las um pouco mais humanas.

As representações são divinas e os personagens parecem muito próximos das “pessoas de carne e osso”, convivendo diariamente com o lado animalesco e violento do ser humano, que quando está trancafiado em uma cela, perde em parte, o senso de espaço e integração social

O drama das detentas mantém o clima de ação e suspense sempre vivo. Dos melhores personagens (que por sinal, são muitos), não se pode deixar de citar “La Negra”. A agente penitenciária de caráter duvidoso torna-se por vezes engraçada no duro (me arriscaria a dizer: cruel) tratamento que dá as detentas. Utiliza-se de força bruta desnecessária e além do assédio sexual com as reclusas, envolve-se na exploração da força de trabalho e da mão de obra barata.

O drama pessoal do Drº José Burian, psiquiatra do presídio é fascinante. Filho de uma prostituta e um padre tenta esconder a todo o momento seu passado maçante que se tornou ainda mais cruel, quando sua mãe foi presa. Burian mostra-se sempre atento aos problemas das detentas, porta-se de maneira generosa com todas elas, mas não resiste a noites de orgias e bebidas.

A obscura “La Negra” interpretada pela atriz Aida Lopez

Não se pode esquecer de Andréa, filha mais velha e problemática de Tereza, que após a separação dos pais, torna-se uma garota rebelde e “insuportável”. Andréa faz de tudo para chamar atenção dos pais, que estão sempre ocupados, o drama da menina vai ficando ainda mais obscuro quando ela se apaixona por um aluno da sua mãe, sem saber que os dois estão tendo um caso.

A representação da penitenciaria pela TV Mexicana ilustra uma situação que não está tão distante do Brasil, são mulheres de várias idades e níveis sociais, confinadas em um local que as torna cada vez mais animalescas (banhos comunitários, celas sujas, sexo, abandono, violência). A exibição da terceira temporada está marcada para o dia 19 de setembro, com exibição no Brasil pelo HBO Signature.

Que tal estar com o rosto lindo hoje a noite?

Máscara Efeito Cinderela

Lave o rosto com o sabonete de sua preferência em seguida esfolie com açucar cristal, lave para retirar o açucar. Bata clara de 1 ovo em neve, passe no rosto, coloque uma rodela de pepino em cada olho e deixe por 20 minutos. Enquanto estiver com a máscara não converse e fique com o rosto totalmente relaxado.  Agora lave o rosto com água fria. Você estará com o rosto lindo, firme, sem marcas de expressão e descansado. Esse efeito dura algumas horas.  Agora maquie-se e aproveite, a noite é sua.

Soy Frida


Quando penso em Frida Kahlo faço logo uma associação entre beleza e dor. Em uma das diversas conversas que tive com um professor da faculdade, me remeti logo as sensações das tragédias que foram vividas pela artista. Hoje de manhã ele me disse: “tristeza menina, é viver sentindo dor”. E do pouco que conheço sobre a vida de Frida, sobre o relacionamento conturbado com Diego Rivera, do acidente que a deixou imobilizada e da saúde frágil que tinha, tudo o que me parece sobressair dessa figura é uma força incontestável, um atrevimento, uma disputa com a morte, uma ausência de vergonha ou culpa.


Sabe, e a vida dela foi marcada por tantos acontecimentos trágicos:

*quando tinha seis anos contraiu poliomielite que ocasionou uma lesão no pé direito, assim usava calças e meias longas para esconder a perna raquítica.

*Aos 18 anos, em 1925, sofreu um acidente de ônibus. Teve fraturas múltiplas na espinha (uma barra de ferro atravessou suas costas e a artista teve a pélvis perfurada).

* Durante um longo processo de recuperação, começou a pintar. Depois de um conturbado relacionamento com Diego Rivera, sofreu dois abortos (era o que mais lhe doía).

É claro que a vida de Frida não foi só de tristeza. A pintora viajou meio mundo, amou loucamente! Frida não deixava as traições de Diego por menos, namorava também com homens e mulheres (entre eles Josephine Baker e Leon Trotsky). Mas a melancolia das suas pinturas, a tristeza que escorre em seus olhos e que muitas vezes choca são muito tocantes. E sabe o que eu penso? Bom, eu acho que todos nós temos um pouco de Frida Kahlo, todos nos sabemos qual é a dor que nos dói mais (seja ela física ou não). E essa dor é tão vasta, e tão universal que nos une…

Sugestões para o fim de semana!

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Cinema:

1) Mostra Nelson Rodrigues  – Oi Futuro

(Av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras , 3229-3131)

 

2) Polissia – Pré-estréia

(Polisse, Franca, 2011, 2h07, 14 anos)

Direção: Maiwenn. Com Karin Viard, Joey Starr e Marina Fois. Uma Jornalista, responsável por cobrir a divisão de crimes envolvendo crianças, se apaixona por uma de suas fontes. Belas 3 : 21h30

 

1)      O Ditador

(The Dictator, Estados Unidos, 2012, 1h23, 14 anos)

Direção: Larry Charles. Com Sacha Baron Cohen, Anna Faris e Ben Kingsley. A heróica história de um ditador que arriscou sua vida para garantir que a democracia nunca chegue ao povo de um país oprimido. Pátio Savassi 1: 16h40, 18h50. 21h e 23h30h

 

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Prepare-se para a Noite Branca!

Hoje o Parque Municipal de Belo Horizonte não fechará às 18h, como de costume. Ao contrário disso, o local irá receber uma maratona de atividades artísticas (intervenções, oficinas, exposições de curtas, espetáculos) que serão realizadas até as 6h da manhã! O evento, que acontecerá pela primeira vez na capital mineira, conta também com a gastronomia que também estará presente no evento ( um exemplo é a Chefe Agnes Farkasvolgi e outros convidados que apresentarão menus entre R$ 5 a R$20).

Confira a programação:

http://www.noitebrancamg.com.br

Nelson Rodrigues em exibição gratuita

A mostra de filmes em homenagem ao centenário de Nelson Rodrigues com exibição no Oi Futuro, está a fantástica! Desde o dia 1º de Setembro, é possível conferir obras cinematográficas baseadas nas peças de um dos maiores dramaturgos brasileiros. Confira os dias e horários das próximas exibições:

Dia 15“Beijo no Asfalto” – 1981- Direção: Bruno Barreto

Um desconhecido é morto ao ser atropelado por um ônibus e, agonizante, pede a um bancário que lhe dê um beijo na boca. Este gesto é transformado em escândalo pela imprensa sensacionalista e o homem que cometeu o “crime” de beijar passa a ser alvo de preconceito popular e também a ser investigado pela polícia.

Classificação etária: 14 anos19h | Multiespaço | Entrada franca

Dia 22 – “A Dama do Lotação” – 1978 – Direção: Neville D`Almeida

Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e se casam. Na noite de núpcias, Solange resiste ao marido, que, impaciente, acaba estuprando-a. Para se satisfazer, ela assume outro comportamento e começa a fazer sexo com homens que não conhece. Daí entra numa rotina diária de seduzir homens em coletivos.

Classificação etária: 18 anos19h | Multiespaço | Entrada franca

cena do filme “Os Sete Gatinhos”, com Lima Duarte

Dia 29“Os Sete Gatinhos” – 1980 – Neville D`Almeida

O filme conta a história de Silene, a caçula das cinco filhas de Aracy e Seu Noronha. A mais mimada de todas e, por ser a única “pura”, tem o direito a uma boa educação em um colégio interno. Mas logo a vida da Família Noronha toma um rumo diferente, quando a garota é acusada, no colégio, de matar a pauladas uma gata grávida.
19h | Multiespaço | Entrada franca

Dia 21, sexta-feira – excepcionalmente“Bonitinha, mas ordinária” – 1964 – Direção: J. P. de CarvalhoUma moça rica fica obcecada ao ler no jornal a notícia de um curra sofrida por uma empregadinha. Pede ao amante, seu cunhado, que a faça ser vítima de idêntico ato. Quando a família da moça toma conhecimento dos fatos, procura, desesperadamente, arranjar-lhe um casamento.

19h | Multiespaço | Entrada franca

*Oi Futuro (Av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras, 3229-3131).