
Estava louca por assistir esse filme, fiquei encantada com o tom surrealista e existencial da trama e pelo fato de ser uma produção nacional. Atendeu todas as minhas expectativas, recomendo muitíssimo, principalmente pela reflexão que sugere. Entre Abelhas foi idealizado por Fabio Porchat e por Ian SBF, e tem um tom bem dramático e sério. Não sei porque, mas me lembrou um pouco da essência de “O Anjo Exterminador”, do Buñuel e de “O Bigode” de Emmanuel Carrére.
O filme conta a história de Bruno, um homem profundamente afetado pela recente separação. Aos poucos para de enxergar as pessoas que lhe cercam, começa a tropeçar no ar e trombar com coisas que não vê e não escuta. Ele fica obsessivo pela ideia de encontrar a causa de seu problema, e começa a criar pequenos mapas fotográficos para ativar sua memória. Ouvi uma entrevista que o Porchat cedeu ao programa Pânico na Rádio e ele dizia que há anos queria filmar esse filme e problematizar o individualismo. É também um filme sobre depressão e solidão, nos faz repensar as consequências da conectividade (ela realmente aproxima ou distancia as pessoas?).
– Irene Ravache interpreta a mãe do Bruno, ela é incrível e é sempre um prazer assistir qualquer coisa que ela faz. Neste filme ela está muito divertida!
– Só pra esclarecer: Em “O Anjo Exterminador” um grupo se reúne para jantar e não consegue mais sair da sala, nada os impede de sair, o lugar nem porta tem, mas eles não conseguem atravessa-la. Passam dias sem comida e sem água. Em “O Bigode” um homem que sempre ficou conhecido por ter bigode resolve raspá-lo e surpreender a família e os amigos. Mas depois de tirá-lo, é ele que se surpreende, afinal seus amigos e sua família dizem que ele nunca usou bigode.
Esse longa está na minha lista há um tempão, com essa critica, só fiquei com mais vontade de assisti-lo.
Além dele, os dois outros citados por você também aguçaram minha curiosidade.
Adorei
beijos
É um filme ótimo Vera, vale a pena demais!