As boas coisas e as boas companhias vão-se embora muito rápido e a gente, na correria do dia-a-dia, na loucura de juntar os cacos e no caos da vida, que é mais sobreviver que viver, perde a oportunidade de passar um minuto a mais, de dar um beijo a mais, de trocar um olhar a mais. De estar junto. Não há nada mais absoluto do que a ausência, preenchida por uma enlouquecedora saudade, por uma triste nostalgia e pela revoltante incerteza. Apenas há a crença na possibilidade de um dia estarmos juntas novamente. Mas acreditar não é suficiente, a incerteza ainda bate na porta, entra e planta a semente da dúvida: e depois? Depois da vida, o que há? Do calor ao frio em tão poucos minutos, tão pouco tempo. Do sol a chuva, que não para, não cessa.