Aproveitando a deixa do ‘Dia do Gordo’ (comemorado hoje, dia 10 de setembro), queria comentar sobre um filme sensacional que assisti outro dia e que tem um formato muito bacana. Gordos é um filme argentino, dirigido por Daniel Sánchez Arévalo e produzido em 2009. Alias um filme difícil de explicar por sinopse porque traz uma trama muito dinâmica e repleta de reviravoltas. Logo no início somos apresentados a Enrique Fresan (Antonio de La Torre) um homem que se diz especialista em nutrição e que tenta nos vender as pílulas ‘Kiloaway’. Segundo Enrique o emagrecimento através das pílulas é feito com método simples e que pode ser realizado em quatro passos. A cada passo que ele nos apresenta, acompanhamos a vida (e o drama) dos personagens.
Descobrimos que Enrique, na verdade, não possui controle nenhum sobre o peso e o acompanhamos em reuniões ministradas por Abel (Roberto Enríquez), que tenta ajudar Enrique e a mais três pessoas (Leonor, Sofía e Andrés) a emagrecer. Ao longo da trama, acompanhamos as interelações dos personagens, exploramos suas carências, seus dramas, medos e desejos.
Sofía é uma jovem que está prestes a se casar, mas que enfrenta um sério problema: seu noivo é muito religioso, nega-se a transar com ela e quer impedi-la de emagrecer. Leonor vivia uma vida saudável e atlética até que seu namorado viajou para outro país. Ela engordou e tempos depois, descobriu que ele estaria de volta (ela tenta emagrecer antes do namorado encontrá-la). Andrés tem uma família problema (dois filhos que brigam constantemente) e tem medo de morrer como seu pai e seu tio que também eram obesos e faleceram precocemente. Enrique é o famoso vendedor de pílulas para emagrecer mas que não consegue ficar magro, confronta sua sexualidade diversas vezes e não resolve se é hétero ou homo. Abel é casado com Paula, uma professora de educação física que descobre que está grávida.
Como disse, a trama é dinâmica e muitas questões são colocadas à mesa. Abel tenta fazer com que seus pacientes encontrem o motivo de estarem gordos. Ele pede que cada um reflita sobre os acontecimentos, sobre os traumas, sobre as escolhas e que depois, façam uma ligação com o fato de estarem obesos. Não há muito o que falar, até para não tirar a surpresa de quem ainda não viu o filme, mas fica bastante claro que a maioria deles descontam suas frustrações na comida. Além de abordar a questão física, Abel chama atenção para o fato de que nenhum deles estava emocionalmente bem. Há uma passagem do filme que sintetiza essa percepção:
“Contradições não são necessariamente uma coisa ruim. Sempre podem ser explicadas por algo que não estamos ainda prontos para enfrentar. É por isso que é melhor não fugir, mas enfrentá-las e ver no que dá. Porque dentro dessas próprias contradições está a solução que estamos procurando. Todos temos contradições. Servem como um primeiro passo para percebermos o que queremos ou não queremos. O que você limita, mas adora? O que adora mas reprime? O que reprime mas te liberta? O que te liberta mas você condena? O que condena mas ama? O que ama mas rejeita?”
Daniel Sánchez Arévalo realizou uma trabalho de mestre: uma bela fotografia, transições e interposições de cena belíssimas – além de um trilha sonora que encaixa perfeitamente com a proposta. Um fato interessante é que o filme demorou cerca de 11 meses para ser realizado já que os atores sofreram diversas transformações físicas, hora magros, hora gordos. Enrique de la Torre, por exemplo, teve que emagrecer 5 quilos e depois, engordar 30.


ou meu nome Deyvidson eu quero assistir esse filme mai ñ consigo acha ele em nei uma banca de filmes onde eu posso acha esse filme
Ei, José! Tudo bem?
Eu vi esse filme há um tempão, pela internet mesmo. Mas, não lembro exatamente onde. rs =/ Com ctz você deve achá-lo online.