[Série] A casa das flores

A casa das flores
O estilo das novelas mexicanas foi deixado para trás e a irreverência dos personagens é um dos diferenciais mais gostosos de A casa das flores, série produzida pela Netflix, estrelada pela queridíssima Verônica Castro e dirigida por Monolo Caro.

A frase de Tolstoi não poderia ser mais conveniente: “Toda as famílias felizes se assemelham, mas cada família infeliz é infeliz a seu modo.” No fundo, sabemos que ele está certo: toda família tem seus problemas e segredos e é normal que um pouco de hipocrisia esteja inserida nos lares que só transparecem amor e união.

Na casa da família La Mora (os Kardashians mexicanos) não poderia ser diferente. Muitos segredos são escondidos debaixo do tapete, até que um acontecimento quebra todo o ciclo vicioso de mentiras. Na festa de casamento organizada pela matriarca, Virgina, se descobre um cadáver na loja de flores da família (a que intitula a produção) e uma série de revelações são desencadeadas.

Repleta de humor negro e com diálogos dinâmicos, A casa das flores traz diversas reflexões sobre temas atuais (inclusive obre gênero e sexualidade).

La casa de las flores

Gosto, especialmente, da matriarca: a representação da adaptação do “velho diante do novo”.  Virginia possui uma mentalidade da perfeita família tradicional, ortodoxa. Mas no desenvolvimento da série é forçada a repensar sua postura para que a família permaneça unida. E é realmente engraçado o seu choque diante  às novidades trazidas pelos filhos e netos, como quando descobre que o seu genro é transexual.

Muito do encanto da personagem é reforçado por Veronica Castro, que é uma figura extremamente popular no México e que, inclusive, participou de algumas novelas e apresentou diversos programas da Televisa. Em uma entrevista, ela chegou a comentar que algumas cenas foram feitas de improviso (como a que ela canta a música da Yuri) e que tinha insegurança de aparecer em tela fumando maconha.

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Dentre os filhos, o destaque vai para Paulina (interpretada por Cecília Suárez). Sua fala pausada (em reflexo aos diversos calmantes que toma) e sua constante tentativa de manter tudo em seu lugar faz com que tenhamos a impressão de que a personagem é uma mulher “fria e calculista”. Ao longo dos episódios o seu lado humano e materno é abordado de forma mais aprofundada, e é difícil não torcer para que ele se dê bem.

Com um elenco impecável e gatilhos que realmente prendem a atenção, A Casa das Flores ainda promete muitos momentos divertidos e de emoções. Agora, é esperar pela segunda temporada…

 

Foco, força e foda-se!

One day you’ll leave this world behind
So live a life you will remember.” – Avicci 

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Na Kim, 2016

Saúde mental importa; e é preciso que isso seja dito quantas vezes for necessário. 

Acreditei, por um longo tempo, que o controle emocional fosse algo simples. Até que um turbilhão de acontecimentos trouxeram algumas mudanças na minha vida.  Quase no fundo do poço, me peguei pensando sobre como ter auto estima, como sair de um relacionamento tóxico e como ser mais forte em relação à possibilidade de perder uma pessoa querida.  Foi aí que percebi que eu já não era a mesma de antes, a jovenzinha determinada e confiante, que se abalava por pouco, ou quase nada.

Ainda me pergunto o que aconteceu para que eu ficasse tão sensível à coisas que antes não me preocupavam de jeito algum. E ao mesmo tempo, agradeço por isso ter acontecido, pois de certa forma, me ensinou a ser mais “humana”. [Também me ensinou a tirar forças de onde achava que não tinha, me ensinou a dizer não quando necessário, e a ser ausente àquelas pessoas que só sugavam a minha energia.]

Ou seja: aprendi, também, a ser um pouco mais egocêntrica.  E isso pode fazer toda a diferença, tanto para o dia-a-dia, quanto para a vida como um todo.   É clichê? Eu sei que sim… Mas, às vezes, o que a gente precisa é ligar o foda-se e se permitir ser feliz, mesmo que aos poucos. Se distrair com pessoas que nos fazem bem, visitar novos lugares, experimentar novos sabores e redescobrir nosso valor.  [E, caso você não consiga fazer isso sozinho, uma ajuda profissional pode essencial].

Sabe o que tem me ajudado bastante? Gosto muito do canal da Léia Carvalho, uma coach que tem uma vibe super positiva e que usa metáforas incríveis a serem aplicadas no dia a dia. Tenho conversado muito com os meus amigos, revendo colegas da adolescência, estabelecendo novos objetivos e conhecendo novos lugares.

Tô fazendo o que não fazia antes: cuidando de mim. E, vou te contar, é necessário e vale a pena!